Ex-presidentes


Vice-Presidente
Antônio Sérgio Quadros Barbosa
Diretor Administrativo
Breno Andrade Patrús
Diretor Financeiro
Jose Luiz de Almeida Cruz – Condomínio de Areias
Diretor de Eventos
Carlos Augusto Karam
Diretor de Promoção e Marketing
Mauricio Zacarias Constâncio
Diretor Social
Paulo Magalhães Nóvoa
Diretor de Esporte e Provas Funcionais
Antônio Glênio Faria Marcondes de Albuquerque (até 17/4/2012) e depois Vicente Araújo Neto

Magdi Abdel Raouf Gabr Shaat

  • 2011 a 2015

Todos os projetos de campanha propostos pelo criador e engenheiro civil Magdi Shaat foram implementados durante os seus mandatos como presidente da ABCCMM: de 2008 a 2011 e 2011 a 2014.

Em 4 de outubro de 2013, no pavilhão Redondo do Parque Bolivar Andrade (Parque da Gameleira), foi realizada Assembleia Geral Extraordinária para a prorrogação dos mandatos da Diretoria, Conselhos Superior, Deliberativo Técnico e Fiscal até 31 de dezembro de 2015, proposta aprovada por unanimidade pelos associados presentes.

A melhoria do atendimento aos associados,  um dos principais desafios enfrentados pela Diretoria, foi vencido com o desenvolvimento de um software, que deu maior agilidade e rapidez ao trânsito dos mais de 150 mil documentos/ano, e ao processo de informatização dos serviços prestados, oferecendo segurança aos usuários do mesmo porte da que hoje é disponibilizada por bancos e financeiras. O atendimento foi regionalizado e personalizado e as resenhas de campo passaram a ser enviadas online.

Instituído o placar eletrônico na 27ª Exposição Nacional, em 2008, e criada a Vitrine das Doadoras. A distribuição do quadro de árbitros passou a ser feita a partir de 2008 por categoria: Marcha Batida até 36 meses; Marcha Batida acima de 36 meses e Marcha Picada.

Implementada, a partir de  1º de abril de 2010, a criação de um software para eventos, que deu maior confiabilidade aos dados apurados pelas promotoras e agilidade à divulgação dos resultados dos eventos, inclusive o Ranking da Raça. Pela primeira vez na história da entidade, o processo de inscrição para a 29ª Exposição nacional foi informatizado.

Medidas tomadas neste período: revisões do Regulamento de Eventos, do Regulamento do S.R.G; do Regulamento de Normas e Condutas. Alterada a forma de se divulgar o Ranking da Raça, que passou a ser mais detalhado. Autorizada a técnica do Congelamento de Sêmem e Embrião. Assinado, em 20 de agosto de 2008, o 2º Aditivo ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a ABCCMM, Ministério Público Federal e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Outras ações ocorridas no primeiro mandato: regulamentação dos núcleos e associações, instituição do projeto de custeio agrícola junto ao Banco do Brasil, incentivo à prática da Equoterapia. Em 2010 é criada a Gerência de Relacionamento com o objetivo de incrementar a comunicação entre a entidade e os núcleos e recuperar os associados inadimplentes.

Desde janeiro de 2009, a Diretoria passou a fazer a gestão da sua marca, canalizando os recursos obtidos com a chancela dos leilões ao fomento da raça, incremento ao esporte, pesquisas, projetos especiais, fortalecimento dos núcleos e incremento às exposições e copas de marcha pelo país afora. Em 2011, foi estabelecida, de forma inédita, parceria com a Associação do Nelore, que culminou com a I Exposição Integração MM e Nelore em Uberaba, em 2011. Em dezembro de 2012, Diretoria cria a ABCCMM.Log para oficializar a comercialização de produtos e artigos da griffe Mangalarga Marchador e valorizar a marca, e também a Gerência de Marketing, para a venda dos produtos e eventos da entidade.

No setor de Comunicação foi lançado o primeiro programa de televisão oficial da ABCCMM, “Mangalarga Marchador TV”, em rede nacional, em cartaz desde 2009, com uma hora de duração. Reestruturada a periodicidade da Revista Mangalarga Marchador e feitos vários anúncios em revistas nacionais e estrangeiras.

Dois projetos importantes marcaram a primeira gestão Magdi Shaat, contribuindo para a descentralização do conhecimento, principalmente para os novos criadores e tratadores. O  primeiro, o Mangalarga Marchador para Todos, realizou 406 cursos e formou cerca de oito mil alunos, uma média de quase 19 pessoas por curso.

O segundo, o Curso Formação por Competência em Equideocultura, nasceu com a missão de capacitar profissionalmente jovens e trabalhadores rurais de baixa renda, permitindo geração de renda e melhoria da qualidade de vida. A iniciativa contou com a parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR/MG e até agora foram formados 96 alunos nas cidades de Cruzília, Barbacena e Itabira. Em 28 de agosto de 2010, o projeto Formação por Competência se materializa com a inauguração da Escola de Equideocultura - Sala Barão de Alfenas, que passou a funcionar na Escola Família Agrícola de Cruzília, cidade berço da raça.

O fomento e a divulgação da raça no Brasil e exterior receberam grande estímulo nesta gestão. E o projeto que melhor ilustrou esta busca pela visibilidade internacional foi o Brazilian Saddle Horse (BSH), convênio assinado entre a ABCCMM e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex – Brasil), com dois anos e meio de duração, antecedido por outro projeto de sucesso também, o Vitrine Mangalarga Marchador, criado em 2009, com o objetivo de divulgar as qualidades da raça, ampliar o mercado e promover cursos para os criadores estrangeiros.  As fundações das associações europeia, italiana e argentina surgem nesta gestão.

Com a proposta de consolidar a imagem do Brasil como o país de origem do melhor cavalo de sela do mundo, estas iniciativas alavancaram a imagem do cavalo MM no mercado externo. Foram quatro participações oficiais da entidade na Equitana, de 2009 a 2015, realizações de etapas do Caminhos dos Marchador na Europa e Estados Unidos, presença em três edições da Fiera Cavali (2011, 2013, 2014, participações na Final do PBR em Las Vegas (EUA) em 2014 e em vários eventos na Europa, só para documentar algumas investidas do MM lá fora.

Ao inaugurar o Museu Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador em 17 de novembro de 2012, em Cruzília (MG), a gestão Magdi Shaat deu vida a um de seus mais importantes projetos: o resgate da cultura e história do cavalo MM, que agora poderão ser preservados para as futuras gerações. O Museu é o primeiro no mundo exclusivamente dedicado a uma raça de equinos, iniciativa que vem incrementando o turismo na região do Sul de Minas e Circuito da Estrada Real. Cerca de 13.500  visitantes passaram pelo local até outubro de 2015.

A parceria entre a ABCCMM e Escola Beija-Flor de Nilópolis, no Carnaval de 2013, não deixou de surpreender a todos pelo ineditismo da ideia. Afinal, quem poderia imaginar que a raça e sua história seriam temas do desfile da escola de samba, e que ela conquistaria o vice-campeonato? Pois foi através de um desfile como este, transmitido pelas principais redes de televisão, revistas e jornais, que o cavalo MM conquistou seu lugar no universo das celebridades.

Mas outra aposta ousada visando o fortalecimento da marca Mangalarga Marchador estava a caminho, desta vez no mundo da Moda: a parceria entre a ABCCMM e o renomado estilista Victor Dzenk, que desenvolveu a coleção “Le Cheval” inspirada no cavalo Mangalarga Marchador. O desfile com as peças exclusivas aconteceu em novembro de 2014, em São Paulo, durante do São Paulo Fashion Week, um dos mais importantes eventos deste segmento.

A busca por novas tecnologias e práticas sociais sempre norteou a gestão Magdi Shaat. Em novembro de 2009, a Diretoria realizou o II Congresso Nacional em Arraial D’Ajuda (BA). Em março de 2012, a Diretoria trouxe ao Brasil o famoso adestrador de cavalos, o americano Pat Parelli, adepto de práticas que não utilizam a violência nos animais. Parelli ministrou um workshop em Belo Horizonte para os associados e criadores, participou de bate-papo com o público em geral, e o sucesso foi grande.

Oito exposições nacionais foram realizadas no período, dois simpósios de Equitação e Marcha do Cavalo Mangalarga Marchador (Equimarcha), em 2013 e 2014, e o I Congresso Mineiro de Equoterapia durante a 34ª Exposição Nacional, ocasião em que foi lançado o projeto social “Marchadores pela Vida”, encampado pela Diretoria.

Três anos antes, porém, em novembro de 2012, a contaminação do mundo rural com as drogas passou a preocupar a Diretoria, que assinou convênio com a Obra Social Nossa Senhora da Glória – Fazenda da Esperança, para a recuperação e reintegração sócio-familiar de jovens e adultos do universo do Mangalarga Marchador com dependência química e uso de drogas e álcool.

O respeito ao meio ambiente e a criação de cavalos dentro de um contexto de preservação da fauna e flora brasileiros foram metas perseguidas pela administração Magdi Shaat, que criou o projeto Sela Verde. A prática de doping e aquelas que provocam lesões físicas e estresse desnecessário aos animais foram condenadas pela direção, que lançou a primeira “Cartilha para o bem-estar de equinos da raça Mangalarga Marchador”.

A melhoria da seleção da raça, visando a busca de um cavalo marchado, dissociado, caracterizado e cômodo, foi uma das conquistas técnicas importantes desta gestão. Várias pesquisas científicas tiveram patrocínio desta Diretoria e muitos convênios foram firmados visando o desenvolvimento e aprimoramento do cavalo Mangalarga Marchador.

Entre as pesquisas e estudos sobre a raça que contaram com o apoio da ABCCMM podemos enumerar:  Avaliação morfométrica dos equinos da raça MM – 1ª etapa – 2011 a 2013; 2ª etapa – Avaliação Morfométrica de Potros da raça MM – 2014;  Protocolo de Treinamento para as Provas de Marcha do MM; Duas pesquisas sobre o Perfil Andrológico do Garanhão Mangalarga Marchador; Efeitos do Óleo de Soja no Treinamento do Cavalo MM; Principais Fatores que Interferem nas Perdas Reprodutivas de Éguas em Gestação; Estudo da curva de crescimento de potros da raça;  Uso de aditivos no desempenho físico do Mangalarga Marchador; Razão sexual de produtos nascidos de TE e Monta Natural; CINEMARCHA; Genética da Marcha; Caracterização Morfométrica de Potros Campeões da Raça MM; Uso de Probióticos no Desempenho de Égua MM em Treinamento e Escolha do sexo nas crias.

O meio universitário passou a procurar a entidade para a realização de cursos do projeto Mangalarga Marchador para Todos, com livre trânsito de informações e intercâmbio sobre a raça.

O Departamento de Esportes foi revigorado e vinculado diretamente à Diretoria de Esportes e Provas Funcionais, o que permitiu maior incremento das diversas modalidades esportivas. O projeto Caminhos do Marchador passou a ser realizado também na Europa e Estados Unidos. Instituída a Prova Funcional Marchador Ideal, concurso que passou a eleger nas exposições, o Marchador Ideal (macho e fêmea) com melhores pontuações nas provas de Marcha, Morfologia e Funcional. Criada a Prova de Maneabilidade para explorar as aptidões campeiras do cavalo.

O Marchador Fest, o “Oscar da raça”, está em sua sétima edição e faz parte hoje do calendário oficial de eventos da ABCCMM. Itinerante, ele foi realizado nas cidades de Arraial D’Ajuda/BA (2009), Belo Horizonte/MG (2010 e 2011), Caxambu/MG (2012), Salvador/BA (2013), Florianópolis/SC (2014)  e Rio de Janeiro (2015) e já é considerado o segundo maior evento após a Exposição Nacional.

Mas faltava um título que faria toda a diferença nesta trajetória de sucesso da raça e da ABCCMM, e ele chegou em 19 de maio de 2014, quando a presidente Dilma Roussef sancionou a Lei nº 12. 975, de autoria do deputado federal e criador Arthur de Oliveira Maia da Silva, que declarou o cavalo Mangalarga Marchador, a raça nacional.



Diretor Vice-Presidente
Antônio Sérgio Quadros Barbosa
Diretor Administrativo
Antônio Michelini da Silva
Diretor Financeiro
José Luiz de Almeida Cruz – Condomínio de Areias
Diretor de Eventos
Carlos Augusto Karam
Diretor de Promoção e Marketing
Mauricio Bahia Odebrecht – EAO Empreendimentos Agropecuários e Obras S/A
Diretor Social
José Rafael Vieira Barra
Diretor de Esporte e Provas Funcionais
Antônio Glênio Faria Marcondes de Albuquerque

Magdi Abdel Raouf Gabr Shaat

  • 2008 a 2011



Vice-Presidente
Luiz Antônio Wanderley
Diretor Administrativo
Wander Roberto Melo
Diretor Financeiro
José Silvestre de Araújo
Diretor de Eventos
Adolfo Géo Filho
Diretor de Promoção e Marketing
Denniz Braz Gonçalves
Diretor Social
Marcelo Baptista de Oliveira
Diretor de Esporte e Provas Funcionais
Miguel Marques Filho

Eduardo Costa Simões

  • 2005 a 2008

Uma das principais metas da gestão 2005/2008 foi resgatar a saúde financeira da entidade, empreendida através de um rígido corte de despesas, reajuste dos emolumentos e anuidades, que estavam defasados há muitos anos. Foram feitos investimentos na estrutura física da entidade, com a revitalização de vários espaços. Adotadas novas tecnologias e equipamentos para o setor de informática, visando melhor atendimento aos associados. Os balancetes financeiros passaram a ser publicados mensalmente e foi contratada empresa de consultoria para orientar sobre os procedimentos internos da ABCCMM.

Eduardo Simões realizou uma administração democrática e participativa, como ele sempre anunciou, promovendo com seus diretores várias ações que marcaram a sua gestão. Entre 2005 e 2008 foram criadas a Cavalgada Planilhada e a Prova de Ação. Para preservar a qualidade da Marcha e temperamento de sela, foi adotado o controle de velocidade durante os concursos de Marcha; consolidado o exame de controle de “doping”, que passou a ser feito em todos os animais, machos ou fêmeas, que tivessem sido premiados em quaisquer das categorias montadas com os títulos de campeão e/ou reservado campeão; proibido o uso abusivo de chicote e animais conduzidos pela base do cabresto.

O Ranking de Esportes foi criado em janeiro de 2007. Instituída a I Exposição Brasileira do Criador a partir de 2007, com a participação exclusiva de expositores-criadores e proprietários dos animais inscritos.

Em 15 de junho de 2007, é realizada, pela primeira vez pela internet, concorrência para a venda de áreas para a XXVI Nacional. Autorizada a realização do Censo das Doadoras e iniciado processo de terceirização da Boutique Mangalarga Marchador.

Em dezembro de 2007, a ABCCMM consegue obter oficialmente o registro da marca M na ferradura concedida nos Estados Unidos, com validade de 10 anos.

O criador e engenheiro civil Eduardo Costa Simões estabeleceu conversações com o Ministério Público, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), órgãos públicos, criadores e técnicos para a assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), em 16 de março de 2006 (primeira versão) e 20 de março de 2006 (segunda versão), com a finalidade de estabelecer critérios e condutas que permitissem a regularização de animais inscritos no Serviço de Registro Genealógico da ABCCMM sobre os quais pudessem pairar algum tipo de dúvida quanto à sua genealogia.

Animais de Marcha Picada ganharam maior projeção, a partir da XXIV Nacional, em 2005, ao se enquadrarem ao Regulamento Geral para Exposições Oficializadas, Concursos de Marcha, Campeonato Brasileiro de Marcha, Provas Funcionais e serem incluídos nos Rankings de 2005 a 2008. Foi aprovado o I Campeonato Brasileiro de Marcha Picada do Mangalarga Marchador em caráter itinerante.

Na gestão de Simões foi adotada a utilização do exame de DNA para testes de paternidade e maternidade em substituição à Tipagem Sanguínea, e a obrigatoriedade do exame de DNA para o registro do Mangalarga Marchador. A verificação de paternidade e maternidade por DNA para os animais inscritos para Progênie de Pai e/ou Mãe também passou a ser exigida. A partir do segundo semestre de 2006, é utilizada a identificação eletrônica através de microchip somente para animais novos, resenhados ao pé-da-mãe.

Realizado primeiro encontro entre técnicos e árbitros para promover maior unificação de critérios quanto ao Padrão Racial, e promovido primeiro curso para árbitros com enfoque para os concursos de Marcha Picada.



Vice-Presidente
Cid Prata
Diretor Administrativo
Pedro Luciano Balbi de Queiroz
Diretor Financeiro
Oswaldo Eustáquio de Queiroz
Diretor de Eventos
Aprígio Lopes Xavier
Diretor de Promoção e Marketing
Lael Vieira Varella Filho
Diretor Social
Luiz Antônio Wanderley
Diretor de Esporte e Provas Funcionais
Trajano Amorim de Souza Carmo

Nelson Boechat

  • 2002 a 2005

Realizada Assembleia Geral Extraordinária para mudança estatutária, que estabelece, entre outras alterações, a criação da Diretoria de Esportes e Provas Funcionais, a mudança da Diretoria de Desenvolvimento de Mercado para Diretoria de Promoções e Marketing, adoção de prazo- limite de 120 dias antes da data da eleição.

Introduzido na XXI Nacional de 2002, o julgamento feito com três árbitros sem comunicação e com os resultados sendo divulgados imediatamente aos expositores. Neste evento foram feitas apresentações do domador americano Zane Davis, adepto do método da não violência, que atraiu grande presença de público.

As Nacionais de 2002, 2003 e 2004 passaram a ser temáticas e com transmissões online pela internet: em 2002 homenageou-se os criadores antigos (“Pioneiros da Raça”); em 2003, homenagem às  crianças (“Criadores do Futuro”) e, em 2004, homenagem às mulheres (“Mulheres de Raça”).

A partir de 2003 foram acrescidos quatro novos campeonatos nas nacionais: Potro (a) Master, Cavalo e Égua Master. A Marcha Picada volta a ser julgada nos eventos oficiais da raça a partir da XXIII Nacional, em 2004. É instituída também a Vitrine dos Garanhões e o Concurso Colar de Ouro. Decidida também a criação de mais uma categoria, a de Graduados, para animais puxados e montados. Em Caxambu (MG), é realizado entre 1º e 4 de maio de 2003, o I Congresso Nacional do Mangalarga Marchador – Congresso Juscelino Kubitschek.

São destaques desta gestão: introdução do Controle de Doping para exposições em parceria com o Jockey Clube de São Paulo; introdução do microchip; adoção de exame de DNA e Tipagem Sanguínea para todos os animais campeões e reservados das exposições oficializadas; introdução e obrigatoriedade de exame de DNA para verificação de parentesco; exigência, a partir de 2003, da comprovação prévia de paternidade e maternidade de todos os machos a serem apresentados para Registro Definitivo no Livro MM-5; instituído estudo de um Código de Ética para Criadores e Técnicos; instituída a obrigatoriedade da realização das provas funcionais nas exposições para efeito de sua homologação na Associação a partir de março de 2003; introduzida célula fotoelétrica nas provas funcionais; Campeonato Brasileiro de Marcha passa a ser itinerante; criação do primeiro jornal virtual da ABCCMM e realização do Censo da Raça.

Criada Comissão de Padronização de Julgamento e curso de formação de 36 novos instrutores da ENA, que se credenciaram a ministrar oficinas de Podologia, Equitação Básica, Doma, Interpretação do Padrão Racial, Primeiros Socorros e Gerenciamento de Haras. Criado o Projeto Diadorim – Escola de Formação de Jovens Cavalariços, na Escola de Marcha e Adestramento, para a formação de mão de obra para o Mangalarga Marchador.



Vice-Presidente
Jorge Ferreira da Rocha
Diretor Administrativo
Robson Napier Borchio
Diretor Financeiro
Edson Pereira Marques
Diretor de Eventos
Aprígio Lopes Xavier
Diretor de Desenvolvimento de Mercado
Nelson Boechat Cunha
Diretor Social
João De Biase

Agostinho Patrús

  • 1999 a 2002

O médico, deputado estadual por 24 anos, presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, secretário de Estado da Casa Civil e da Comunicação Social e, posteriormente, secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Agostinho Patrús, tomou posse como presidente da ABCCMM em 19 de abril de 1999, com transmissão sendo feita online pela primeira vez na história da entidade.

Uma das primeiras ações de Patrús foi a realização de uma grande reunião de trabalho, na sede da entidade, envolvendo os membros de sua Diretoria, Conselhos Deliberativo Técnico, Superior e Fiscal, e presidentes de núcleos da raça de todo o país, em 16 de julho de 1999. Sua Diretoria promoveu pesquisa entre os associados para saber deles sobre a melhor data para a realização das nacionais e escolha de árbitros para o evento.  Foi com base neste questionário que a Exposição Nacional, antes realizada em setembro, passou para o mês de julho, e os árbitros passaram a ser escolhidos pelos expositores.

Além disso, as categorias, anteriormente divididas por idade, promoviam acúmulo de animais em alguns campeonatos. A partir da nova divisão de categorias, instituída nessa gestão, uma quantidade maior de animais passou a ser premiada.

Destaque dessa gestão foi a construção da nova sede da ABCCMM dentro das instalações do Parque da Gameleira, com mil metros quadrados de área, dois andares e amplo espaço de estacionamento. Inaugurada em dezembro de 2001, a nova sede significou um novo tempo para os associados, permitindo que a entidade continuasse a crescer. 

Nesta gestão foi criado o Departamento de Atividades Esportivas, com ênfase para as ações de enduro e cavalgadas. Instituída durante a XIX Nacional, a Prova do Fazendeiro, para avaliar a maneabilidade, resistência e o grau de equitação de cavaleiro e cavalo.

Outra medida importante tomada na gestão 1999/2002: a Tipagem Sanguínea e/ou exame de DNA passou a ser feito em todos os animais campeões e reservados campeões de todas as exposições oficializadas; em todos os garanhões no ato do Registro Definitivo.

Realizada a “Cavalgada dos 500 anos”, em 23 de julho de 2000, como parte das comemorações da XIX Exposição Nacional, que reuniu 1.022 animais da raça, no histórico Centro Dom Bosco, em Cachoeira do Campo/Ouro Preto, local onde Dom Pedro criou a Coudelaria Real em 1819. A “Cavalgada dos 500 anos” foi considerada a maior cavalgada do mundo de uma mesma raça realizada até então, credenciando o Mangalarga Marchador a entrar no Livro dos Recordes.

Na gestão de Agostinho Patrús também foram criadas as unidades móveis de atendimento, presentes em exposições e leilões em todo o Brasil. Essas unidades possibilitaram aos associados fácil acesso à consulta de débitos e resolução de pendências relacionadas à documentação e aquisição de produtos da Boutique Mangalarga Marchador.

Outra iniciativa foi a modernização do site da ABCCMM, que passou a contar com inserção de banners publicitários para geração de renda adicional à entidade.



Vice-Presidente
Jorge Ferreira da Rocha
Diretor Administrativo
Agostinho Patrús
Diretor Financeiro
Trajano Amorim de Souza Carmo
Diretor de Eventos
Francismar Barbieri
Diretor de Desenvolvimento de Mercado
Alexandre Werneck Torres Homem
Diretor Social
Dalva Camilo Diniz

Alexandre Rocha de Miranda

  • 1996 a 1999

O médico-veterinário Alexandre Rocha de Miranda deu continuidade à modernização da máquina administrativa iniciada na gestão Silvio Araújo. Implantou o Pronto Atendimento Telefônico no Serviço de Registro Genealógico, que agilizou o atendimento aos associados.

Para enfrentar as turbulências do Plano Real, sua Diretoria promoveu ampla reforma física na entidade, corte de pessoal e de despesas, terceirização de setores, fusão de cargos da gerência, entre outros. Foi microfilmado mais de um milhão de documentos, arquivados desde 1949, medida que visou maior racionalização de espaço e segurança.

Na XII Nacional, em 1993, acontece o I Leilão de Castrados em dia nobre, na pista central do Parque da Gameleira, aberto ao público, como forma de valorizar os animais de sela e serviço. Realizada também a I Feira de Animais com o objetivo de valorizar os pequenos e médios criadores.

Autorizado pelo MAPA, a partir de 25 de julho de 1995, as técnicas reprodutivas da Transferência de Embrião e de Inseminação Artificial. Criada também a Inspetoria do Serviço de Registro Genealógico com a finalidade de supervisionar as atividades técnicas de controles e registros de campo. Aprovado como norma regulamentar, em 1999, exame antidoping para os animais da raça em exposições oficializadas, provas funcionais, enduros e em quaisquer outros eventos.

Foram criadas nesta gestão: a Exposição Nacional de Marcha, a Exposição Nacional de Potros(as), a Prova de Lida, a Provas Sociais e da Família,  Exposição Nacional de Prova Funcional e o I Raid do Mangalarga Marchador. Realizado o Campeonato Brasileiro de Enduro, o I Simpósio Nacional sobre Enduro Equestre e outros encontros técnicos sobre o tema, com a vinda de especialistas de fora para orientar os cavaleiros da raça com vistas ao mercado europeu. Como consequência destas iniciativas, o cavaleiro Eric Strauss, montando o animal Quincas de Santa Cruz, conquista em 12 de julho de 1997, o 21º lugar no Mundial de Jovens Cavaleiros, na Inglaterra.

Em junho de 1996, a ABCCMM passa a fazer parte do mundo da Internet, com a criação da sua home page, contendo informações sobre a entidade e serviços aos associados tais como listagem de afixos, programação anual de eventos, opção para a adesão de novos sócios, além da publicação do Ranking Anual, instituído nesta gestão. Surge a Lista de Discussão, com o cadastro de pessoas interessadas em debater temas relativos à raça, que culmina com a criação do Clube Virtual dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (CVMM).

Como desdobramento dos investimentos feitos no Setor de Informática, a XVII Exposição Nacional, de 19 a 26 de setembro de 1998, passa a ser divulgada instantaneamente. A cada resultado de campeonato, os nomes dos animais, suas fotos e nomes dos expositores são informados no site da entidade. Naquele ano, mil pessoas acessaram a página da entidade, fazendo 21.800 consultas diversas. Em 1999, Comunicações de Cobrição, Nascimento, Morte, Inseminação Artificial, consultas às pendências, correspondências oficiais e outros serviços já são solicitados via online.

A Diretoria decide apoiar institucionalmente e divulgar nos seus meios de comunicação, o Projeto Brasil 14 mil. Em janeiro de 97, empreende grande campanha nacional para divulgar o Mangalarga Marchador em horário nobre, nas redes Globo e Bandeirantes, com um comercial gravado pelo ator Antônio Fagundes, veiculado durante quatro meses nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo e Distrito Federal. Na época, ele era o personagem principal da novela “Rei do Gado”, na Rede Globo.

As mudanças mais importantes de caráter técnico ocorridas neste período foram as alterações feitas na metodologia de julgamento, que direcionou a pressão de seleção da raça para a Marcha, influenciando diretamente a evolução do cavalo e o mercado. Os árbitros foram reclassificados por área (Morfologia e Andamento).

Patrocinadas diversas pesquisas científicas sobre o Mangalarga Marchador, em parceria com universidades. Produzido filme sobre a raça utilizando recursos técnicos de última geração. Editados os livros “Marcha Soldado, Cabeça de Miguel”, da escritora Rita Espeschit, a primeira obra voltada para o público infantil, e ainda “Mangalarga Marchador – Tratado Morfofuncional”, do professor Jair Ferreira do Nascimento, primeiro livro especializado para árbitros, técnicos e estudiosos do Mangalarga Marchador.

Nesta gestão, em 1993, é criada a Escola de Marcha e Adestramento (EMA), para valorizar a prática da equitação entre criadores e tratadores. É feita pesquisa para resgatar a cultura do Mangalarga Marchador, e recuperar a indumentária de peões e apresentadores da época, cujo estilo de se apresentar nas exposições era fortemente influenciado pela moda country americana, que ditava o xadrez, boné e calça jeans. Os apresentadores passam a usar chapéu, calça caqui e camisa de manga comprida lisa, traje compatível com a cultura nacional do cavalo. Dando continuidade ao projeto de  resgate de valores locais, também neste período é oficializado um modelo de sela.

Em 12 de abril de 1999, a Diretoria compra e inaugura em Confins, a 45 km de Belo Horizonte, a sede própria da Escola- Fazenda de Marcha e Adestramento (EMA), com terreno de 15 hectares e infraestrutura disponível para realização de cursos teóricos e práticos, que passaram a ser ministrados no local a partir de então, para criadores, tratadores, árbitros e técnicos.



Vice-Presidente
Felipe Néri de Almeida
Diretor Administrativo
Mauro Vieira de Assis
Diretor Financeiro
Rodolpho de Cerqueira Filho
Diretor de Eventos
Oswaldo Eustáquio de Queiroz
Diretor de Desenvolvimento de Mercado
Ronaldo de Castro
Diretor Social
José Arley Lima Costa

Alexandre Rocha de Miranda

  • 1993 a 1996



Vice-Presidente
Uno Marcos de Oliveira
Diretor Administrativo
José Lúcio Rezende Filho
Diretor Financeiro
Rodolpho de Cerqueira Filho
Diretor de Eventos
Antônio Carlos Ribeiro Martins
Diretor de Desenvolvimento de Mercado
Sérgio Cabral de Sá
Diretor Social
Márcio Vianna Dias

Sílvio Lúcio de Araújo

  • 1991 a 1993

O empresário e banqueiro Silvio Lúcio de Araújo administrou empresarialmente a Associação. Sua Diretoria implantou o Centro de Processamento de Dados para controlar a documentação dos setores de Registros, Financeiro, Contabilidade, Administração e Protocolo. Comprou o 10º andar do Edifício Bom Destino (rua Goitacazes, 14 – Centro de Belo Horizonte), aumentando o patrimônio da ABCCMM.

Uma das novidades da VIII Exposição Nacional, em 1989, quando a ABCCMM comemorou seus 40 anos, foi a instalação do sistema de informática no parque, para que criadores tivessem acesso rápido às informações importantes através de terminais e telões colocados em pontos estratégicos. Dados sobre a inscrição do animal, do proprietário, idade, número do registro, baia em que está localizado e pavilhão eram fornecidos na hora aos interessados.

Na gestão Silvio Araújo foi realizada a 1ª Semana do Cavalo Mangalarga Marchador em Belo Horizonte com as Finais do III Campeonato Brasileiro de Marcha, V Campeonato Brasileiro de Provas Funcionais, e o Campeonato do Campeão dos Campeões, modalidade instituída em 1989. Aprovada a Normatização para as Exposições Oficializadas em 1988. Instituídas as categorias de Sócio- Mirim e Sócio- Usuário.

Criada a Comissão Feminina, cujo trabalho foi estendido à modernização e incremento da Boutique Mangalarga Marchador, com o lançamento de linha de produtos e artigos diversos. Instituída a Ordem do Mérito da Raça Mangalarga Marchador para homenagear pessoas e criadores representativos, dividida nas seguintes categorias: Colaborador Emérito da Raça Mangalarga Marchador, Grande Benemérito da Raça Mangalarga Marchador e Grande Cavaleiro da Raça Mangalarga Marchador.

Fundada em 8 de março de 1990, a Escola Nacional de Árbitros (ENA) com o objetivo de estabelecer a padronização dos critérios de julgamento, promover cursos, formar profissionais qualificados na área, árbitros, técnicos e criadores. Regulamentado o Sistema de Julgamento Medido para apoiar a crescente demanda por campeonatos oficiais de funcionalidade. O enduro foi sancionado e regulamentado. Para dar credibilidade genética à raça, proporcional à grande expansão do mercado, foram instituídas a Tipagem Sanguínea e o Controle do Potro ao Pé.

Neste mandato, a Diretoria compra o direito de uso da marca Mangalarga Marchador, que estava em poder de uma empresa em Uberaba (a Pedigree), e faz a sua regulamentação no INPI.

Em 1991, Silvio Araújo contrata a empresa Dossiê: Agência de Investigação Histórica para empreender ampla pesquisa sobre a história da raça, projeto que resultou no livro “A História do Cavalo Mangalarga Marchador”, editado pela Nova Fronteira e patrocinado pela ABCCMM.

Também neste período são ampliados os setores de Comunicação Social, Imprensa e Marketing para promover a raça nacionalmente. Em março de 1989, o jornal “O Marchador” passa a circular como Revista Mangalarga Marchador. Em 1992 é lançada campanha publicitária nacional pela “Revista Veja, para divulgar as qualidades do Mangalarga Marchador.



Vice-Presidente
Lúcio Flávio Segundo de Barros Wanderley
Secretário
Carlos Augusto Azevedo Beaumord
2º Secretário
Marcelo Baptista de Oliveira
Tesoureiro
Uno Marcos de Oliveira
2º Tesoureiro
Antônio Carlos Ribeiro Martins
Diretor Social
Oto Lopes de Sousa

Silvio Lúcio de Araújo

  • 1988 a 1991



Vice-Presidente
Sérgio Vicente de Araújo
Secretário
José Ronald Rabello
2º Secretário
Rogério Sandy Reis
Tesoureiro
Oswaldo Eustáquio de Queiroz
2º Tesoureiro
Paulo Donabella
Diretor Social
Geraldo Gomes de Sant’Anna

Aristides Mário Rache Ferreira

  • 1985 a 1988

Realizada a I Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador, de 22 a 29 de agosto de 1982, com o julgamento de 413 animais. Foram criadas também as primeiras exposições especializadas, regionais e as estaduais. Na gestão do empresário Aristides Rache foi criado o Campeonato Brasileiro de Provas Funcionais, que passou a vigorar a partir de 1985. Instituídos também o I Torneio Funcional do Cavalo Mangalarga Marchador, o 1º Enduro Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador, além do Campeonato Brasileiro de Marcha.

Em Assembleia Geral Extraordinária, em 25 de abril de 1984, o Estatuto é alterado, sob a argumentação de que estava superado no tempo e no espaço. A grande reforma acontece para atender ao crescimento do quadro social da época e diante da necessidade de se aprimorar a forma de administração da entidade e o processo de eleição para a Diretoria e Conselhos Superior e Deliberativo. A entidade passa, então, a ser denominada Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), como é reconhecida nos dias atuais. A informatização teve início neste mandato.

Aristides providenciou o fechamento do Livro de Registro de Fêmeas em 31 de dezembro de 1984, que ele considerou na época como uma medida fundamental para o desenvolvimento da raça. Regulamentou e instituiu o Livro de Registro do Cavalo Castrado. Promoveu leilões de expansão nas regiões Norte, Nordeste e Sul, onde a penetração da raça ainda era pequena, para incrementar o mercado.

Em 1986, 35 anos depois da fundação da ABCCMM, a raça contava com 100 mil animais registrados. Aristides Rache determina a compra do 11º andar do Edifício Bom Destino (rua Goitacazes, 14 – Centro de Belo Horizonte), onde a Associação já mantinha suas instalações em outros andares.

Em seu mandato é registrada a marca mista “Mangalarga Marchador, o cavalo sem fronteiras”.  Contratado jornalista profissional a partir de janeiro de 1983, para produzir com regularidade o Boletim Informativo, que era feito até então pelo secretário da entidade. Jornal “O Marchador” passa a ser mensal a partir de 1987 e há também a implantação de um Setor de Jornalismo, que cria, em março de 1988, a primeira revista da entidade, “Raça”.

Em março de 1986, é realizada a 3ª Convenção do Mangalarga Marchador em Caxambu (MG). Em março de 1987, seis animais da raça participam, pela primeira vez, da Equitana, na Alemanha, com subsídio dos proprietários criadores, apoio da Comissão Coordenadora da Criação do Cavalo Nacional (CCCCN) e apoio oficial e financeiro do Ministério da Agricultura.



Vice-Presidente
Hugo Vero Mendes de Carvalho
Secretário
Francisco Ferreira Alves Júnior
2º Secretário
Ronaldo José Vianna Lage
Tesoureiro
Benedito Afonso Rodrigues
2º Tesoureiro
Eduardo Costa Simões
Diretor de Relações Públicas
Luiz Antônio Barreira

Aristides Mário Rache Ferreira

  • 1982 a 1985



Vice-Presidente
Sílvio Lúcio de Araújo
Secretário
Bruno Teixeira de Andrade
2º Secretário
Hélio Bello Cavalcanti
Tesoureiro
Paulo Pereira
2º Tesoureiro
Benedito Afonso Rodrigues
Diretor de Relações Públicas
Henrique Rodrigues Pereira

José Lúcio Rezende

  • 1979 a 1982

Na gestão do engenheiro civil José Lúcio Rezende, a ABCCMM adquiriu o 13º e 14º andares de sua sede, localizada à rua Goitacazes, 14, no Edifício Bom Destino, Centro de Belo Horizonte. Anteriormente a entidade funcionava numa sala à rua São Paulo, Centro de Belo Horizonte, junto com outras salas, que abrigavam as Associações de Campolina, Pêga, Piquira e Pônei. Com o crescimento da raça e o consequente aumento de documentos do Serviço de Registro Genealógico, era preciso um espaço maior.

José Lucio Rezende entrou em entendimentos com o então presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina, Emir Cadar, e vendeu a sala que pertencia à Associação para a entidade. Com o dinheiro, e mais um empréstimo feito na época, foi possível a aquisição dos dois andares onde funcionava a sede da Construtora Alcindo Vieira, que construiu o Edifício Bom Destino.

Na gestão de José Lúcio não se sabia ao certo nem quantos associados a entidade tinha. É nesta época que se inicia a estruturação financeira e administrativa da entidade, sendo introduzido o sistema de cobrança através de boletas. A ABCCMM cria nova metodologia de atendimento com a distribuição dos serviços por setores e através da compra de telefone PABX, os associados passaram a ligar para o ramal desejado.

Surge neste período, o primeiro embrião daquela que seria a Boutique Mangalarga Marchador, com a autorização da Diretoria para a confecção de bonés com o logotipo da entidade para fins comerciais.

A Diretoria tomou a iniciativa de constituir uma comissão de criadores e técnicos entre os mais competentes e conhecedores do cavalo, para elaborar um novo padrão para a raça, que foi levado ao Ministério da Agricultura para a devida aprovação e registro.

No final da década de 70 e início dos anos 80, o mercado do Mangalarga Marchador estava bastante aquecido. A demanda era bem maior do que a oferta e, por isso, os preços dos animais eram elevados. Em setembro de 1979, a Associação lança o seu primeiro Boletim Informativo oficial com a finalidade de veicular os eventos da raça e o dia a dia da entidade.

Na gestão de José Lúcio Rezende foi realizada a 2ª Convenção do Cavalo Mangalarga Marchador em Caxambu, entre os dias 11 a 13 de setembro de 1981, evento que teve boa repercussão na época. Defensor da Marcha genuína, ele comentou em 1995, em entrevista à Revista Mangalarga Marchador, o seguinte: “Defendo o aprimoramento do andamento, sem prejuízo para a comodidade. O extraordinário crescimento da raça no país deu-se quase que unicamente pela preferência do usuário do cavalo pelo andamento marchado”.



Vice-Presidente
Djalma de Miranda Batista
Secretário
Lecy José Lopes do Val
2º Secretário
Hélio Bello Cavalcanti
Tesoureiro
Olinto Andrade
2º Tesoureiro
José Lúcio Rezende

Bolivar de Andrade

  • 1973 a 1979

Agropecuarista, político experiente, tendo ocupado diversos cargos nas administrações públicas do Estado de Minas Gerais, Bolivar de Andrade participou ativamente da fundação da entidade, contribuindo na elaboração de seu Estatuto e de seus primeiros regulamentos. Dirigiu a entidade por quatro mandatos consecutivos e alternados, liderou a aquisição da sua sede própria e por diversas vezes foi membro de seu conselho.

Tendo em vista o alcance nacional da Associação através do Registro Genealógico, Bolivar de Andrade propõe em Assembleia Extraordinária, em 18 de outubro de 1967, a mudança do nome da entidade para Associação Brasileira do Cavalo Marchador da Raça Mangalarga.

Em 1971, lança o primeiro Boletim Informativo Macapê, que parou de circular oito anos depois, quando ocorreu a separação administrativa das três entidades (Mangalarga Marchador, Campolina e Pêga), que compunham o complexo Macapê.

Bolívar de Andrade realiza em Governador Valadares, de 18 a 21 de julho de 1974, a 1ª Convenção Nacional dos Criadores do Cavalo Marchador da Raça Mangalarga. Em 1975, acontece importante movimento em Uberlândia, intitulado “Cavalo Mangalarga Marchador, o cavalo do peão e do patrão”, com provas que valorizavam a sua funcionalidade. Promovido por criadores da cidade e outros do Rio de Janeiro, eles queriam provar ao então presidente Bolivar de Andrade, convidado para o evento, que as provas funcionais, ao contrário do que apregoava uma ala de associados na época, não estragavam a Marcha do cavalo. Outros eventos ocorridos em seu mandato: Convenção Nacional no Rio de Janeiro, de 18 a 21 de maio de 1978, e a I Exposição Nacional Macapê, de 11 a 18 de junho de 1978.

Na gestão de Bolivar de Andrade, em 20 de setembro de 1978, o Padrão fazia parte do novo Regulamento do Registro Genealógico do Cavalo Mangalarga Marchador, aprovado pelo presidente da Comissão Coordenadora do Cavalo Nacional. A entidade finalizou o ano contabilizando 1.173 sócios ativos.



Vice-Presidente:
José Resende Ribeiro Junqueira
Secretário
Oswaldo Gonçalves Costa
2º Secretário
Djalma de Miranda Batista
Tesoureiro
Geraldino Lopes de Faria
2º Tesoureiro
Murilo Macedo Cunha

Affonso Mendonça Uchoa Filho

  • 1971 a 1973

A primeira reunião de Diretoria da Associação dos Criadores do Cavalo Marchador da Raça Mangalarga registrada em ata aconteceu na gestão do médico Affonso Mendonça Uchôa Filho, em 15 de março de 1972, iniciativa que passou a ser adotada oficialmente pelos presidentes que o sucederam. Até então, todos os registros e decisões das Diretorias passadas eram feitos através de assembleias ordinárias ou extraordinárias.

A motivação da primeira reunião era discutir o reajuste das taxas e emolumentos a serem cobrados pela Associação a partir daquela data, cuja moeda em vigor era o Cruzeiro, sendo sugerido que após a aprovação final pelo Ministério da Agricultura, ele fosse automaticamente praticado com base no aumento do Salário Mínimo.

A sede da entidade funcionava na rua Carijós, 150 – 8º andar, num prédio que ficava localizado entre as ruas Espírito Santo e Bahia. Os poucos funcionários contratados trabalhavam indistintamente para as três associações cooperadas, como forma de viabilizar seus custos: a Associação dos Criadores do Cavalo Marchador da Raça Mangalarga, Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina e Associação Brasileira dos Criadores de Jumentos da Raça Pêga.



Vice-Presidente
José Lúcio Rezende
Secretário
Murilo Carlos Paiva Carvalho
2º Secretário
Henrique Rodrigues Pereira
Tesoureiro
Geraldino Lopes de Faria
2º Tesoureiro
Djalma de Miranda Batista

Bolivar de Andrade

  • 1967 a 1971



Vice-Presidente
João Carlos Penna de Araújo Moreira
Vice-Presidente
João Carlos Penna de Araújo Moreira
Secretário
Lecy José Lopes do Val
Tesoureiro
Geraldino Lopes Faria

Aloysio de Andrade Faria

  • 1963 a 1967

O empresário e banqueiro Aloysio de Andrade Faria definiu a criação de cavalos de sua época como uma atividade amadorística. O número de associados era pouco e nem todos participavam ativamente dos eventos da raça. O mercado do setor era pequeno e quem comprava os animais não se preocupava em fazer o controle do plantel. A Associação funcionava numa sala com outras associações no Centro da cidade e o número de funcionários era reduzido.

Em 31 de agosto de 1966, o Padrão da Raça sofreu novas modificações. O Conselho Técnico da entidade altera seu texto e dá uma redação mais clara e técnica a alguns artigos do documento para evitar duplo sentido ou dificuldade de interpretação.

As alterações implementadas no Padrão fizeram da Marcha o fator definitivo para a caracterização da raça, tendo sido excluídos o Trote, a Marcha Trotada e qualquer forma de andamento do Mangalarga Marchador diferente da Marcha.

Em 31 de dezembro de 1966, houve o fechamento do Livro de Registro de Machos.

O cargo de diretor de Serviço de Registro Genealógico é criado e oficializado em 27 de abril de 1964, apesar de, na prática, estar funcionando há mais tempo. Mas somente em 1969, na gestão de Bolivar de Andrade, toma posse o primeiro diretor, Geraldino Lopes de Faria.

No mandato de Aloysio Faria, a raça atingiu a marca de dois mil animais registrados. “Os criadores devem preservar o andamento do Mangalarga Marchador para que a raça possa crescer de forma proporcional à evolução do país”, dizia ele.


Márcio de Andrade

  • 1961 a 1963

Filho do ex-presidente Bolivar de Andrade, o engenheiro agrimensor e zootecnista Márcio de Andrade participou ativamente do processo de criação da entidade. Segundo ele, o movimento surgiu a partir da insatisfação de criadores de Minas Gerais, que não se conformavam com a ideia de que seus animais, chamados na época de Mangalargas Mineiros, fossem discriminados pela Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga (conhecido como Mangalarga Paulista), criada em 1936.

O fato de os animais dos criadores mineiros não poderem obter o título de campeões nas exposições promovidas pela entidade paulista (o título máximo que eles podiam ter era o primeiro lugar nas categorias) era inadmissível para ele. A questão do Padrão da Raça aprovado pela Associação Brasileira do Mangalarga, que exigia um andamento diagonalizado (Trote), foi outro fator de insatisfação, que culminou com a cisão entre os criadores.

Márcio de Andrade dizia que o êxito alcançado pela raça sempre se deveu ao seu andamento, já que a Marcha faz parte da cultura do brasileiro, com exceção de alguns estados como o Rio Grande do Sul. Uma de suas frases mais contundentes reflete a paixão dos criadores: “A raça passou por várias influências de modismos, mas o bom senso sempre prevaleceu e o padrão sempre prevalecerá”.



Vice-Presidente
Márcio Andrade
Secretário
Hélio Barbosa
Tesoureiro
Antônio Ferreira Pitanguy

José Bolívar Drumond

  • 1960 a 1961

Durante a gestão do médico José Bolivar Drummond, a ABCCMM deixou de ser regional, obtendo seu reconhecimento como entidade nacional pelo Ministério da Agricultura.

Amigo pessoal e médico do então presidente da República, Juscelino Kubitschek e sua família, Drummond foi encarregado pelos criadores de solicitar ao chefe da nação que propiciasse a mudança, uma vez que o Mangalarga Marchador estava se disseminando pelo país. Pouco tempo depois, JK soltou um decreto conferindo cunho nacional à Associação, o que possibilitou um controle maior dos animais e o consequente crescimento da raça, que contava nesta época com 653 animais registrados entre machos e fêmeas.

Foi publicada em 1959, a primeira edição do Regulamento do Registro Genealógico, que estabelecia sete categorias de livros de Registro:

Livro MM1 – Registro Provisório, para machos novos

Livro MM2 – Registro Provisório, para fêmeas novas

Livro MM3 – Registro Definitivo, Livro Aberto, para machos

Livro MM4 – Registro Definitivo, Livro Aberto, para fêmeas

Livro MM5 – Registro Definitivo, Livro Fechado, para machos

Livro MM6 – Registro Definitivo, Livro Fechado, para fêmeas

Livro MM7 – Registro Definitivo de Elite, para ambos os sexos



Vice-Presidente
Lúcio Pentagna Guimarães
Secretário
Hélio Barbosa
Tesoureiro
Henrique Rodrigues Pereira

José Bolivar Drummond

  • 1956 a 1960



Vice-Presidente
Casemiro Colares
Secretário
Humberto Canabrava Pereira
Tesoureiro
José Bolivar Drumond

Moacyr Rezende

  • 1951 a 1956

Coube ao primeiro presidente da ABCCMM, Moacyr Rezende, a missão de enfrentar a concorrência do automóvel, o mais novo meio de transporte no país da época. Era necessário, portanto, localizar e atrair para a Associação os fazendeiros já criadores do cavalo tipo “Mangalarga”, ainda sem registro.

Na primeira gestão de Moacyr Rezende, receberam Registro Definitivo apenas 112 animais entre machos e fêmeas. Ao término de seu segundo mandato, já eram 355 animais registrados.

Moacyr Rezende convocou Assembleia Extraordinária em 24 de outubro de 1950, para oficializar o Standard (Padrão Racial) do cavalo Mangalarga Marchador. Em clima de acalorada discussão sobre a Marcha dos cavalos mineiros e paulistas, foi finalmente aprovado pelos presentes o Standard da Raça, e definido o andamento: “Marcha avante, Batida ou Picada, tanto quanto possível regular”. Foi enfatizado, ainda, que aqueles animais que apresentassem o andamento exclusivamente de Trote, Marcha Troteada e Andadura seriam desclassificados, item que constou no Capítulo V da Ata do primeiro Padrão para o Cavalo Mangalarga Marchador. O texto vigorou até 31 de agosto de 1966, quando sofreu novas modificações na gestão de Bolivar de Andrade.

Uma nova sessão extraordinária foi marcada para o dia 27 de outubro de 1950 com o propósito de discutir e aprimorar o Regulamento do Registro Genealógico do Cavalo Mangalarga Marchador.  E desta reunião nascia a marca oficial que seria adotada para a identificação dos animais registrados, em forma de ferradura, com um M maiúsculo no seu interior, tendo as seguintes especificações: ferradura com 6 centímetros de comprimento por 5 centímetros de largura, tendo no seu interior a letra “M” com 4 centímetros de altura por 3 de largura.

Os primeiros animais da raça Mangalarga Marchador foram registrados em 1950 durante a XVII Exposição Nacional de Animais e Produtos Derivados, realizada no Parque da Gameleira.



Vice-Presidente
José de Andrade Reis
Secretário
José Osvaldo Silva
Tesoureiro
Carlos Marinho de Paula Mota

Moacyr Resende

  • 1949 a 1951