Departamento de Esportes

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CAMPEONATO BRASILEIRO DE PROVAS FUNCIONAIS

 

Sobre a organização das provas                                     pág. 2

Campeonato Brasileiro                                            pág. 3

Regulamento Geral para Provas Funcionais                  pág. 6

Provas de Pista

Três Tambores                                                           pág. 15

Seis Balizas                                                               pág. 16

                  Cinco Tambores                                                                pág. 16

                   Team Penning                                                           pág. 17

                        Prova Funcional Mangalarga Marchador               pág. 21

                        Provas de Percurso

Cross                                                                          pág. 25

Cavalgada Planilhada                                                        pág. 30

Enduro                                                                        pág. 37

 

 

 

 

 

 

 

Organização dos Campeonatos e Provas Funcionais

 

Realização - por intermédio dos Núcleos. Os organizadores podem ser empresas contratadas, criadores ou usuários do Mangalarga Marchador.

 

Modalidades Prova Funcional Mangalarga Marchador, Três Tambores, Cinco Tambores, Seis Balizas, Team Pening, Cross, Cavalgada Planilhada, Enduro.

 

Ranking - Será oficializado mediante o atendimento dos quesitos previstos no Regulamento Geral para Modalidades Esportivas. O Departamento de Esportes fornecerá modelos para fichas de inscrição, súmulas, formulários, etc. Cabe aos Núcleos e Organizadores repassar  as informações conforme os modelos fornecidos, para bom funcionamento e acompanhamento do ranking.

 

Inscrições - Diretamente com o organizador. Nos mesmos moldes das Exposições.

 

PontuaçãoApós o repasse das informações para ABCCMM e devida conferência serão oficializados para figuração no ranking. Cada categoria, em cada modalidade, precisa de um mínimo de cinco conjuntos inscritos.

 

Suporte ABCCMM - Os Núcleos e organizadores contarão com a visita do coordenador do departamento de Esportes quando da organização da primeira competição ou campeonato de uma ou mais modalidades acima previstas, com o intuito de orientar sobre montagem de pista, regulamento, bem como proferir palestras e treinamentos se necessário for. A ABCCMM estará apoiando de diferentes formas as ações dos Núcleos para realização das provas funcionais. Os Núcleos e ABCCMM devem manter diálogo constante no que se refere à organização das provas e necessidades de cada região.

 

Montagem das PistasOs organizadores e promotores devem observar com atenção as necessidades e quesitos de cada modalidade. Provas organizadas fora dos padrões  técnicos e de segurança não serão reconhecidas pela ABCCMM.

 

CursosPoderão ser ministrados, a pedido dos Núcleos, cursos de preparação de cavalos e cavaleiros para provas funcionais, de todas as modalidades.

 

 

 

Campeonato Brasileiro de Provas Funcionais

 

ARTIGO 1 – CLASSIFICATÓRIAS

O campeonato Brasileiro de Provas Funcionais do Mangalarga Marchador terá como classificatórias os campeonatos regionais.

 

ARTIGO 2 – ORGANIZAÇÃO

Será de inteira responsabilidade dos Núcleos, Clubes ou Organizadores, se enquadrar e atender as questões previstas no REGULAMENTO GERAL DE PROVAS FUNCIONAIS, que uma vez atendidas, permitirão que os eventos sejam oficializados e seus resultados reconhecidos para fins de ranking, pontuando no Campeonato Brasileiro de Provas Funcionais.

 

ARTIGO 3 – INSCRIÇÃO DE CAVALEIROS E CAVALOS

Poderão participar das Provas Regionais e posteriormente das Provas Funcionais na Nacional da raça Mangalarga Marchador, animais e cavaleiros nas seguintes condições:

a)    Animais:          1 - Registrados Mangalarga Marchador

2 – Só poderão ser montados, no máximo, 3(três) vezes em um mesmo dia, e em categorias diferentes. Nunca na mesma categoria mais de uma vez.

3 – Se um animal sem registro estiver presente em um time ou dupla, será invalidado o resultado do time  todo  ou da dupla.

4 – Demais questões devem atender ao Regulamento Geral de Eventos da ABCCMM

 

b)    Cavaleiros:     1 – Podem montar até 3(três) animais diferentes em uma mesma categoria.

2 – Ordem de participação poderá ser por sorteio ou ordem de inscrição, a critério da organização, respeitando-se, no entanto, um intervalo de no mínimo 3(três) apresentações entre um e outro.

 

ARTIGO 4 – CAMPEONATOS REGIONAIS

a)    Os Campeonatos Regionais podem ser disputados em uma ou mais etapas e cavaleiros que não participarem da(s) etapa(s) regionais podem se classificar, durante a Nacional do Mangalarga Marchador, para disputar os títulos nacionais. Em cada Campeonato Regional serão definidos os campeões de cada categoria em suas respectivas modalidades.

 

 

 

ARTIGO 5 – CATEGORIAS

a)    Nos Campeonatos Regionais as categorias são previstas pelo Regulamento Geral de Provas Funcionais. Cada categoria para ser oficializada deve ter um mínimo de 05 (cinco) competidores.

b)    Dos campeonatos Regionais, assim como àqueles que se classificarem durante a Nacional do Mangalarga Marchador, os campeões de cada categoria, nas respectivas modalidades, disputarão o título de Campeão dos campeões de sua modalidade, na Nacional do Mangalarga Marchador e estes disputarão os títulos máximos de Campeões Nacionais de cada modalidade.

c)     Na Nacional do MM as categorias Infantil e Kids, dos  Campeonatos Regionais, serão resumidas em apenas uma, para disputa dos Títulos de Campeão dos Campeões, ficando assim:

- Mirim - até 12 anos – Masculino e feminino – peso livre – Para competidores com idade a partir de 12(doze) anos no dia 01 de julho do ano hípico, ou  completar 13(treze) anos até 30 de junho do ano seguinte.

 

- Amador - Para competidores com idade a partir de 13 (treze) anos.

 

- Feminino - Para competidoras com idade a partir de 13 (treze) anos de idade e que não sejam profissionais

 

- Aberta – Masculino e Feminino. Para quaisquer competidores, amadores ou profissionais, com idade a partir de 13 (treze) anos.

 

 

ARTIGO 6 – TÍTULOS NACIONAIS

Na Nacional do Mangalarga Marchador, os títulos são para o conjunto, cavalo e cavaleiro.

 

1)  Campeão dos Campeões Mirim (até 12(doze) anos)

2)  Campeão dos Campeões Amador (a partir de 13(treze)anos)

3)  Campeão dos Campeões Feminino (a partir de 13(treze)anos)

4)  Campeão dos Campeões Aberta (a partir de 13(treze)anos)

 

a)    Os Campeões dos campeões de cada categoria vão disputar os títulos máximos, que são:

 

1)    Campeão Nacional Mangalarga Marchador de cada modalidade.

2)    Durante a Nacional da raça, nas Provas Funcionais, após a definição do campeão dos campeões de cada categoria, haverá uma categoria única para cada modalidade, para cavalos e éguas, que definirá o Campeão Nacional Funcional de cada modalidade, ou seja, Campeão Nacional Mangalarga Marchador de Cross, Três Tambores, Team Pening e assim respectivamente.

 

ARTIGO 7 – Premiações

Serão definidos e divulgados pela ABCCMM para os títulos mencionados no Artigo – 6.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Regulamento Geral para Provas Funcionais

ARTIGO 1 - REGULAMENTO GERAL DE COMPETIÇÕES OFICIAIS

DO MANGALARGA MARCHADOR

 

Regulamento da ABCCMM, para competições funcionais baseadas em critérios de velocidade cronometrada, velocidade controlada, habilidade, precisão e potencial atlético.

 

Finalidade: Reunir cavaleiros, usuários, competidores, criadores, proprietários e treinadores em competições organizadas segundo os melhores padrões, exigindo o maior desempenho e habilidade possível do conjunto cavalo - cavaleiro e levando em consideração, primordialmente, o bem estar, respeito e proteção de todos os animais.

 

Parágrafo 1

Nas competições regionais oficializadas pela ABCCMM poderão participar animais controlados e com registro definitivo e que tenham no mínimo 36 meses.

 

Parágrafo 2

Menores de Idade só poderão se inscrever e competir com autorização e/ou termo de compromisso assinado pelos pais ou responsáveis legais

 

ARTIGO 2 – CAVALEIROS / CATEGORIAS – IDADES - PESOS

 

  • Infantil – 4 a 8 anos – Peso Livre

Ter idade de 04 (quatro) a 08 (oito) anos no dia 01 de julho do ano hípico, ou

completar 09(nove) anos até 30 de junho do ano seguinte.

 

  • Kids9 a 12 anos – peso livre

Ter idade de 09 (nove) a 12 (doze) anos no dia 01 de julho do ano hípico, ou

completar 14 (quatorze) anos até 30 de junho do ano seguinte.

 

  • Feminina – Para competidoras com idade a partir de 13 (treze) anos

 

  • Amador   Para competidores com idade a partir de 13 (treze) anos

 

É considerado AMADOR, o competidor:

 

a) Que tenha acima de 13(treze) anos ou mais, no dia 01 de julho do ano hípico.

b) Que não tenha julgado, apresentado, treinado, ensinado ou assistido qualquer animal, direta ou indiretamente, visando remuneração ou qualquer compensação, nos últimos cinco anos à sua participação.

c) Que possua a credencial de AMADOR da ABCCMM e esteja em dia com seu credenciamento junto a mesma.

e) Que não tenha montado animal de terceiros com fins treinamento ou remuneração

f) Que não preste falso testemunho para a condição de AMADOR.

 

  • Aberta Para competidores de ambos os sexos e com idade a partir de 13 (treze) anos.

 

Parágrafo primeiro – Todos os competidores devem ingressar no recinto com documentos de identificação para comprovação de dados

 

Parágrafo segundo – Todos os competidores devem se apresentar munidos dos equipamentos de segurança que a prova exigir, não se responsabilizando a promotora do evento, ou a coordenação pela qualidade dos mesmos.

 

Parágrafo terceiro – Todo e qualquer competidor menor de 18(dezoito) anos, deverá portar autorização dos pais ou daqueles que forem legalmente resonsáveis pelo menor.

 

Parágrafo quarto – Cada cavalo deverá possuir todos os certificados sanitários exigidos pelos Órgãos Oficiais e documento de identificação que contenha sua resenha.

 

Parágrafo quinto – Em todas as modalidades é necessário o mínimo de 5(cinco) conjuntos inscritos para oficializar a categoria e pontuar no ranking.

 

 

 

ARTIGO 3 - CRITÉRIOS DE DESCLASSIFICAÇÃO

 

1 – Não se apresentar munido dos equipamentos de segurança que a organização da prova, ou modalidade da mesma, indique como necessário.                                                                       

2 - Crueldade                                                                                                                      

3 - Falta de domínio (visivelmente apresentar dificuldade em dominar o animal, colocando em risco a segurança)                

4 - Desacatar a viva voz árbitros, Equipe Veterinária, monitores, fiscais, membros da organização, diretores de prova e as decisões do Júri

5 – Denegrir a imagem da ABCCMM e/ou seu corpo diretivo                                                                                                                                              6 - Não comparecer a exames veterinários e inspeções quando solicitado

7 - Impedir exames veterinários e inspeções

8 - Constatação de uso de dopping                                                                                 

9 - Não usar capacete nas categorias onde seja obrigatório e previsto nesse regulamento

10 - Consumo de bebida alcoólica antes e durante a prova

11 - O uso de qualquer medicamento ou droga de uso parenteral. Medicamentos de uso externo poderão ser usados apenas com autorização prévia dos veterinários e este fato dever ser anotado na ficha veterinária

12 – Claudicação (Manqueira)

13 – Desidratação

14 - Hipertermia  – acima de 39,5º.

15 - Feridas importantes                                                                                                             16 - Cortes profundos

17 – Cólica

18 - Contratura muscular localizada (cãibras)

19- Fadiga                                                                                                                                      

 

 

 

ARTIGO 4 - DISCIPLINA

 

 

a) Obediência e respeito ao regulamento

b) Não incitar competidores ou público em geral

c) Não fazer gestos de ofensa e proferir palavrões dentro do recinto de competições.

d) Não denegrir a imagem da ABCCMM e/ou seu corpo directivo, bem como aos

organizadores da competição

e) Não tomar atitude antiesportiva dentro da pista ou do recinto.

 

ARTIGO 5 - PENALIDADE I

 

O competidor, o proprietário ou o treinador será multado pela secretaria da prova, o equivalente a uma inscrição do evento que estiver participando, quando:

a) Adentrar na pista sem autorização do juiz de prova, antes do início da competição ou

a qualquer momento;

b) Após cruzar o marcador, por erro de percurso ou desistência de completar a prova,

ULTRAPASSAR o tempo de 01 (um) minuto para DEIXAR A PISTA.

 

ARTIGO 6 - PENALIDADE II

 

Nas provas os conjuntos serão penalizados por cada falta cometida, conforme tabelas específica previstas em cada modalidade.

# Derrubar tambor ou baliza – consiste em tocar sua lateral no solo. Deslocar da base original representa a mesma penalização.

Tanto a baliza quanto o tambor podem ser tocados pelo competidor, desde que não se mova além de sua base original.

Parágrafo Primeiro -

Caso o equipamento de cronometro ou foto-célula falhar durante apresentação de um ou mais competidores, terão autorização para apresentar-se novamente e imediatamente após o ocorrido ou no final da categoria.

Parágrafo Segundo -

Será exigida uma nova apresentação de toda a categoria, se por motivos de força maior, o layout da pista ou do percurso for alterado.

 

ARTIGO 7 – REGULAMENTO GERAL DE EVENTOS

 

As competições oficializadas pela ABCCMM, devem ter como diretriz principal, os critérios do Regulamento Geral de Eventos da Associação, obedecendo ao ano hípico, ou seja, de 01 de julho a 30 de junho do ano seguinte.

 

 

ARTIGO 8 - ORDEM DE CATEGORIA E LARGADA

 

A ordem de largada em toda e qualquer competição será feita por sorteio manual, ou automatizado, ou por ordem de inscrição, a critério da Organização.

A ordem de categoria será definida a critério da Organização de forma a atender o que for necessário para o melhor andamento do evento.

 

Parágrafo primeiro – Quando for permitida a participação de um cavaleiro com mais de uma montaria, ou quando a prova permitir que uma mesma montaria sirva a mais de um equitador, será garantido um espaço mínimo de 3(três) competidores entre uma participação e outra – tanto do cavaleiro, quanto do animal, conforme o caso. Não havendo número de competidores a direção da prova concedará um tempo equivalente.

 

 

ARTIGO 9 - ORDEM DE MODALIDADE

 

Quando em um mesmo evento acontecerem a realização de duas ou mais modalidades esportivas a ordem de realização será definida a critério da Organização de forma a atender o que for necessário para o melhor andamento do evento. No caso de disponibilidade de pista ou percurso para realização de duas ou mais modalidades simultaneamente, fica a critério da Organização decidir sobre  a realização, desde que disponha de todos os recursos para tal.

 

 

 

 

 

ARTIGO 10 -  EVENTOS

 

Podem ser oficializados pela ABCCMM os seguintes eventos, desde que sejam atendidas e respeitadas as questões estatutárias e de regulamentos da Associação, legislações vigentes e que seja uma modalidade oficialmente reconhecida.

I – Provas regionais isoladas

II – Campeonatos Regionais

III – Provas independentes durante a Nacional do Mangalarga Marchador, na classificação para disputa dos título nacionais.

 

Parágrafo Primeiro - Desempates

Em campeonatos, quando houver empate, o desempate é feito por assiduidade do conjunto, permanecendo o empate, o segundo critério é pela melhor média dos tempos obtidos no campeonato. Nas etapas os conjuntos receberão o mesmo número de pontos dividindo entre si a premiação. Os troféus são entregues na etapa posterior, permanecendo válido a colocação e o tempo do competidor subsequente e assim sucessivamente.

 

 

 

ARTIGO 11 - INFRA-ESTRUTURA

 

Os eventos oficializados pela ABCCMM, devem atender as seguintes exigências:

 

1) Provas cronometradas

a) Pista plana e tecnicamente em boas condições, piso de areia ou similar, com

aderência suficiente para melhor performance possível dos conjuntos e que tenha medida

suficiente para realização da competição, sendo a medida oficial para provas

cronometradas, 90x40m.

b) Que os reparos sejam feitos em no máximo a cada 15 (quinze) passadas.

c) Acomodações para o público com infra-estrutura completa e de qualidade.

d) Área de aquecimento para os conjuntos, com piso adequado

e) Estrutura adequada e saudável para os animais com água à vontade, limpa, bem servida e de boa qualidade e com espaço suficiente para boa acomodação.

f) Outras que a ABCCMM julgar necessárias.

2) Provas de Percurso

a)    Percurso reconhecido e definido antecipadamente pelos organizadores

b)    Informações sobre dificuldades inerentes ao percurso estando este dentro dos padrões equestres geralmente aceitros

c) Acomodações para o público com infra-estrutura completa e de qualidade.

d) Estrutura adequada e saudável para os animais com água à vontade, limpa, bem servida e de boa qualidade e com espaço suficiente para boa acomodação.

e) Outras que a ABCCMM julgar necessárias.

 

 

 

Artigo 12 – PONTUAÇÃO E RANKING

Nas competições regionais os conjuntos pontuarão, para efeito de ranking conforme a tabela à seguir:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Parágrafo Primeiro – O ranking é anual. Cavaleiros e cavalos terão ranking distintos.

 

ARTIGO 13 - SUBSTITUIÇÃO DE ANIMAIS E CAVALEIROS

 

a) Em uma competição isolada ou etapa de campeonato, a substituição deve ser comunicada, por escrito, com pelo menos uma hora de antecedência a hora marcada para o início.

b) Após iniciada a competição não é permitida a substituição do animal na etapa ou prova. Caso isso aconteça o conjunto será desclassificado.

c) Para efetivação da pontuação serão considerados o conjunto – cavalo e cavaleiro.

d) O cavaleiro poderá, em etapas distintas, montar cavalos diferentes

e) A pontuação no ranking considera o cavaleiro e o cavalo separadamente

 

 

ARTIGO 14 - EXAME ANTI-DOPPING

 

Após a prova, a qualquer momento, a Organização poderá colher material dos animais para exame antidoping.

Parágrafo Primeiro - O animal que constatar o dopping:

a) Perderá as suas classificações e premiações no evento e não poderá competir mais no campeonato vigente.

b) Será suspenso por  180(Cento e oitenta) dias, a partir da data da constatação, de todas as competições oficiais. Suspensão válida para o cavalo, cavaleiro e treinador .

 

 

 

ARTIGO 15 - OFICIALIZAÇÃO DE PROVA

 

Toda competição, para ser oficializada, deverá  ter a presença do técnico do Departamento de Esportes da ABCCMM ou outro nomeado. Estes poderão verificar todas as questões previstas no regulamento, condições e aspectos técnicos inerentes aos competidores, animais e regulamento da ABCCMM. Este fiscal não poderá interferir, nem decidir sobre as considerações do árbitro ou resultado das mesmas, cabendo a ABCCMM reconhecer ou anular o resultado, caso se constate alguma irregularidade na realização do evento.

 

ARTIGO 16 - FILIADO

 

O competidor ou cavalo que estiver em débito com a ABCCMM por qualquer motivo, inclusive por multas, só terá sua pontuação reconhecida após a quitação do débito, devidamente corrigido, de acordo com as normas estatutárias e regulamentares da ABCCMM. Premiações só srão pagas após a regularização.

 

ARTIGO 17 - AUXÍLIO AO COMPETIDOR

 

Nenhum competidor poderá ser auxiliado por uma pessoa dentro da pista ou percurso, exceto as categorias Infantil, Kids e portadores de necessidades especiais.

 

ARTIGO 18- MADRINHADORES

 

Na categoria Infantil e Kids, os organizadores do evento deverão previamente estabelecer 2

(dois) cavaleiros adultos e práticos para auxiliar na segurança dos conjuntos, em caso de competições em pista.

 

ARTIGO 19 - QUANTIDADE DE ANIMAIS

 

Cada cavaleiro pode participar com até 3(três) animais na categoria a que pertence. Isso  em qualquer categoria e modalidade.

Parágrafo Primeiro -

Somente na categoria Infantil e Kids um mesmo animal pode participar até 03(três) vezes.

 Parágrafo Segundo -

Cada animal pode competir até 03 (Três) vezes em cada dia, desde que em categorias diferentes.

 

ARTIGO 20 - EQUIPAMENTOS DE PISTA

 

São previstos nos Artigos 36 e 37 para as respectivas modalidades. É responsabilidade da Promotora do Evento e Organizador providenciar todos os equipamentos e recursos necessários ao bom funcionamento da competição em todos os seus aspectos.

 

ARTIGO 21 – CRONOMETRAGEM  E FOTOCÉLULA NAS PROVAS

 

A linha de partida e chegada deverá ser bem demarcada e nela instalada o equipamento de

foto-célula. O espaçamento entre os aparelhos de foto-célula deverá ser de no mínimo10 (dez) metros.

Uso de painel eletrônico ou impressora de tempos também é recomendado.

No caso de uso de cronômetros o tempo do competidor deve ser divulgado a cada passagem e devem ser utilizados no mínimo 02(dois) cronômetros.

 

ARTIGO 22 - SAT (Sem Aproveitamento Técnico)

 

Critérios de ausência de aproveitamento técnico dos conjuntos:

a) Queda do Cavaleiro.

b) Erro de Percurso.

c) Chicotear, esporear, ou bater de qualquer forma à frente da barrigueira do animal.

d) O animal que apresentar sangramento em qualquer parte do corpo a qualquer momento da competição.

e) Não se apresentar para inspeção.

f) Não retirar a embocadura do animal, quando solicitado.

g) Apresentar-se montado para inspeção.

h) Ultrapassar o tempo de um minuto para iniciar sua apresentação, o que vale para todas as categorias.

i) Diminuir propositadamente a velocidade de seu animal, caracterizando a desistência da prova.

j) Usar trajes em desacordo com o regulamento.

k) Usar equipamentos não regulamentados.

l) Quebra de qualquer equipamento que impeça a realização da prova.

m) Fazer gestos de ofensa e proferir palavrões dentro do recinto de competições.

n) Denegrir a imagem da ABCCMM, do seu corpo diretivo, organizadores e parceiros.

o) Competir preso à sela ou ao animal

 

ARTIGO 23 - EXCLUSÃO DE COMPETIDOR

 

O juiz poderá excluir um competidor de uma etapa se:

a) Tomar atitude antiesportiva dentro da pista, percurso ou do recinto.

b) Destratar o(s) juiz (es) ou membros da organização

c) Ingerir e/ou apresentar-se sobre influência de bebidas alcoólicas

d) Maltratar seu animal ou outro qualquer, dentro da pista, percurso ou recinto.

Parágrafo Primeiro -

Caberá aos Organizadores da competição a decisão de excluir o competidor do campeonato.

 

ARTIGO 24 - PERMISSÃO DE AUXILIARES

 

Somente o juiz da prova pode determinar e/ou aprovar seus auxiliares e dará permissão aos mesmos nos trabalhos a serem desempenhados. Cabe ao Juiz substituir um auxiliar durante a competição caso considere necessário ao bom andamento e integridade do evento.

 

ARTIGO 25 – TRAJES

 

É obrigatório o uso de traje apropriado: bota ou botina, camisa, calça jeans ou culote de equitação, chapéu ou boné, capacete(nas categorias onde seja obrigatório).

Quando o cavaleiro se apresentar na pista, deve estar devidamente trajado, com camisa abotoada ou camiseta, passada dentro da calça. É permitido o uso de boné, exceto os conjuntos pertencentes à categorias que participam usando capacetes.

 

ARTIGO 26 - EQUIPAMENTOS E EMBOCADURAS

 

É permitido o uso de todo e qualquer equipamento ou embocadura, observado o Parágrafo

Primeiro deste artigo.

Parágrafo Primeiro - Equipamentos proibidos

a) Barbelas de arame ou torcidas, mesmo as protegidas;

b) Quaisquer artifícios cortantes ou perfurantes

c) Selas, peitorais, barrigueiras, freios, bridões e quaisquer equipamentos que machuquem os animais

d) Todos os freios devem ser usados com barbela e esta ajustada à mandíbula do animal, com

folga.

 

 

 

 

 

 

ARTIGO 27 - RESPONSABILIDADES DOS JUÍZES

 

Parágrafo Primeiro - O juiz deverá em qualquer ocasião agir de forma profissional e imparcial. Deverá apresentar-se no local do evento pelo menos uma hora antes do início da competição.

 

Parágrafo Segundo - Usar traje típico, regional, western, ou oficial da ABCCMM. Cumprir com suas responsabilidades e auxiliar os organizadores do evento até o final dos trabalhos.

 

Parágrafo Terceiro - Responsabilizar-se pelo cômputo do número correto de animais inscritos, bem como apuração e registro das pontuações.

 

Parágrafo Quarto - A decisão do juiz é soberana em todos os casos que afetem o mérito dos animais e cavaleiros e pode ordenar a retirada de qualquer pessoa ou animal da competição, por conduta antiesportiva,  inadequada, atos de crueldade ao animal ou que julgue não estar cumprindo este regulamento.

 

Parágrafo Quinto - O JUIZ NÃO PODE:

a) Julgar animal de sua propriedade, ou de quem recebeu ou receba salário, comissão ou

qualquer espécie de remuneração, por venda ou compra de animais para esse indivíduo, no

período de até seis meses anterior ao evento.

b) Julgar animais que sejam apresentados por seus ascendentes, descendentes e colaterais.

c) Atuar por mais de 2 (dois anos) consecutivos em todas as etapas de um mesmo campeonato.

d) Interferir de forma decisiva na disposição da pista de competição, bem como dos equipamentos que dela fizerem parte.

 

ARTIGO 28 – APELAÇÕES

 

a) Toda e qualquer “apelação” deverá ser feita por escrito à Organização da competição mediante uma taxa de R$100,00(cem reais) que será devolvida se, e somente se, o julgamento for favorável ao apelador. As partes envolvidas deverão comparecer à audiência durante a competição. O Júri de apelação é composto por um membro da Organização e dois competidores nomeados e aprovados pela Organização, desde que não estejam envolvidos na causa da apelação.

b) Todo e qualquer assunto a ser comunicado ao juiz deverá ser primeiramente dirigido ao diretor de provas.

 

ARTIGO 29 - CONDUTA PROIBIDA

 

É considerada conduta proibida, inflar categorias com inscrições inexistentes e/ou pagar para

estranhos qualquer valor.

  

ARTIGO 30 - CONHECIMENTO DO REGULAMENTO

 

Todo associado, afiliado ou não a ABCCMM, que esteja presente no recinto e/ou competindo,

deverá ter pleno conhecimento deste regulamento.

 

ARTIGO 31 - DEVOLUÇÃO DE PREMIAÇÃO E TROFÉU

 

O competidor que por qualquer motivo for obrigado a devolver a premiação e/ ou troféu, e não o fizer, não poderá se inscrever em nenhuma competição esportiva oficializada pela ABCCMM até que regularize sua situação.

 

ARTIGO 32 - DISPOSIÇÕES GERAIS

a) Menores de idade só poderão competir com autorização assinada pelos pais ou responsáveis legais

b)  ATENÇÃO:  O(s) veterinário(s) que estão a serviço só estarão disponíveis, durante a competição, para as aferições e itens previstos no regulamento, sendo de inteira responsabilidade dos competidores, proprietários e respectivas equipes de apoio, providenciar veterinários desvinculados da Organização para atendimentos de urgência, emergência ou quaisquer que sejam. Qualquer atendimento veterinário será de inteira responsabilidade dos competidores bem como pagar pelos medicamentos, recursos utilizados e serviços prestados.

c) O Júri tem autonomia para resolver os casos omissos deste regulamento.

 

d) Tratadores e cavalariços não poderão montar no recinto do evento, podendo, porém, conduzir os cavalos na guia. O aquecimento dos animais deve ser feito pelo competidor.

 

e) Reconhecimento de pista: será permitido a critério da Organização e será encerrado com antecedência mínima de 20 minutos em provas de pista e 60 minutos em provas de percurso

 

f) Em caso de premiações incrementadas por patrocinadores a Organização se reserva o direito aprovar ou reprovar o material a ser veiculado e que por ventura possam gerar quaisquer constrangimentos ou conflitos; o material a ser veiculado pelos patrocinadores tem que passar por prévia análise e aprovação da ABCCMM

 

g) Inscrições: Estarão abertas a partir da data de divulgação do evento e serão realizadas junto ao Organizador. Nas Fichas de inscrição devem conter as informações mínimas obrigatórias, que são:

 

1.    Nome do cavaleiro e nome do treinador (se tiver)

2.    Sexo

3.    Data de nascimento

4.    Categoria

5.    Endereço, telefone, email

6.    Nome do cavalo idêntico ao registro

7.    Sexo

8.    Data de nascimento

9.    Nº registro:

10.  Pelagem

11.  Exames de AIE e Mormo anexos

 

h) Os organizadores se responsabilizam inteiramente pelos recursos materiais, animais, e quaisquer outros, bem como por quaisquer acontecimentos decorrentes da realização do evento.

 

i) As competições serão oficializadas uma vez que atendam a este regulamento e ao Regulamento Geral de Eventos e devem contar com a presença de um técnico da ABCCMM

 

j) Em qualquer categorias, para ser oficializada, é necessário um mínimo de 5 conjuntos inscritos

 

L) É proibido aos membros da organização competir em quaisquer categorias de quasiquer modalidades.

 

Artigo 33 - CASOS OMISSOS

 

Casos omissos serão resolvidos pela comissão organizadora e as resoluções tomadas deverão estar em conformidade com o Regulamento Geral de eventos da ABCCMM

 

Parágrafo Primeiro; As regras estão sujeitas a mudanças a qualquer tempo para melhor atender aos seus membros e competidores.

 

Artigo 34 – MODALIDADES

 

São reconhecidas e oficializadas pela ABCCMM, além da Prova Funcional integrante do Campeonato Marchador Ideal, as seguintes  modalidades:

1) Provas de Pista

a)    Três Tambores

b)    Seis Balizas

c)    Cinco Tambores

d)    Team Pening

e)    Prova Funcional Mangalarga Marchador

# Outras modalidades poderão ser reconhecidas pela ABCCMM uma vez que tenham mérito e sejam de interesse dos associados.

 

2) Provas de Percurso

f)     Cavalgada planilhada

g)    Cross(somente velocidade controlada)

h)    Enduro

# Outras modalidades poderão ser reconhecidas pela ABCCMM uma vez que tenham mérito e sejam de interesse dos associados.

 

ARTIGO 35 – ORGANIZAÇÃO DAS PROVAS

 

Devem  ser previstos e providenciados pelos organizadores todos os recursos próprios de cada modalidade, bem como àqueles que sejam necessários ao bem estar de cavaleiros, cavalos e público presente.

# Membros da organização não podem competir em nenhuma modalidade.

 

ARTIGO 36 – PROVAS DE PISTA – CRONOMETRADAS

 

·        Anexo 1 – Três tambores

·        Anexo 2 – Seis balizas

·        Anexo 3 – Cinco Tambores

·        Anexo 4 – Team Pening

·        Anexo 5 – Prova Funcional Mangalarga Marchador

 

 

Anexo 1 - TRÊS TAMBORES

 

 

Deverá ter a medida exata, conforme diagrama (anexo 1), podendo ser reduzido em caso de pistas que não comportem a raia oficial. O competidor deverá contornar o tambor 1 pela esquerda do mesmo, em direção ao tambor 2, contornando-o pela direita, dirigindo-se ao último, contornando-o também pela direita, retornando até passar o marcador de tempo. O percurso pode ser realizado no sentido inverso, a critério do competidor.

 

 

1A)Equipamentos: Três Tambores, de 200 (duzentos) litros, vazios, tampados, pintados,, livres do solo, em pé e com as bordas superiores protegidas, encapados ou não.

 

1B) Linha de partida/chegada: É permitida a largada a todo galope, a contagem do tempo inicia-se no momento em que o focinho do animal cruza a linha de partida, encerrando-se a contagem no retorno do animal, no momento em que o focinho do mesmo cruzar a linha de chegada.

 

1C) Distância da cerca: deve ser de no mínimo 5(cinco)metros em cada tambor

 

            Penalizações Três Tambores

Faltas

Derrubar o tambor

01 P.O.

Desclocar o tambor de sua base original

01 P.O.

Erro de Percurso

Desclass.

Derrubar equipamento de fotocélula

Desclass.

 

Anexo 2 - SEIS BALIZAS

 

Deverá ter a medida exata, conforme diagrama (anexo 2).

Consiste na colocação de uma baliza a cada 6,5 metros distantes uma da

outra, a partir da linha de largada, no total de 6(seis), conforme diagrama abaixo. O

competidor dará início a sua apresentação pela baliza localizada ao fundo da pista,

trabalhando pela direita ou pela esquerda.

2A) Equipamentos: Tubo de metal  de no máximo 30cm,soldado ou aparafusado em uma base de panela de freio, de automóveis de passeio médio ou material ferroso no mesmo formato. Prolongada com perfil de PVC rígido de ¾ de polegada, branco, que poderá ser pintado ou adesivado, medindo de 1,80m a 2,0m e sem emenda.

 

2B) Linha de partida/chegada: É permitida a largada a todo galope, a contagem do tempo inicia-se no momento em que o focinho do animal cruza a linha de partida, encerrando-se a contagem no retorno do animal, no momento em que o focinho do mesmo cruzar a linha de chegada.

           

Penalizações Baliza

Faltas

Derrubar baliza

01 P.O.

Deslocar a baliza de sua base original

01 P.O.

Erro de Percurso

Desclass.

Derrubar equipamento de fotocélula

Desclass.

 

 

           

 

Anexo 3 -  CINCO TAMBORES

 

Deverá ter a medida exata, conforme o diagrama (anexo 3), podendo ser modificado em caso de pistas que não comportem a raia oficial.

 

O percurso deve ser realizado conforme exemplificado no diagrama

3A) Inicia-se a competição com uma fase classificatória, com uma passada individual de cada conjunto, os quais serão utilizadas como critério para próxima passada, em duplas.

3B) Os melhores tempos escolhem, nas corridas em dupla, o lado que querem correr.

 

3C) Na formação das duplas serão usados: dois, quatro, oito, desesseis, trinta e dois, segundo o número máximo de concorrentes na fase classificatória e de acordo com o critério adotado pela comissão organizadora, sendo,  no máximo de trinta e dois concorrentes. AS duplas são formadas entre os menores e maiores tempos, ou seja, a primeira duppla a se apresentar é o menor tempo com o maior tempo, da fase classificatória, e assim sucessivamente.

3D) No caso de um dos competidores cometerem falta, esta deve ser acrescida no tempo da sua passada, para cálculo final na definição do vencedor da passada.

 

 

 

Penalizações Cinco Tambores

Faltas

Derrubar o tambor

01 P.O.

Deslocar o tambor de sua base original

01 P.O.

Erro de Percurso

Desclass.

 

 

Anexo 4 - TEAM PENNING

 

4A) DISPOSIÇÕES GERAIS

1) Não são permitidos “trios mistos”  formados por conjuntos com cavalos registrados e sem registro.

 2) Em ocorrendo um acidente durante as provas, ou enfermidade grave, ou motivo de força maior(particular) que impossibilite um dos competidores de continuar disputando o campeonato, após a comprovação do fato, feita através de documento idôneo e reconhecido pela Organização, o trio poderá substituir tal competidor por outro, por quantas etapas forem necessárias, mantendo-se e somando-se os pontos conquistados até então pelo trio;

§ 1º:- Na hipótese de ocorrer o previsto neste artigo, somente um competidor poderá ser substituído durante o campeonato e apenas uma vez por trio durante todo o campeonato

§2º:- Após o período de convalescença, o competidor substituído poderá retornar a competição, no lugar do substituto.

§ 3º.  A substituição por motivo particular não poderá se dar na última etapa, devendo o trio manter sua formação original, sendo que se um dos competidores do trio não puder comparecer, o trio perderá seu direito de disputar, classificando-se em seu lugar, o trio classificado logo a seguir.

§ 4º. Em hipótese alguma poderá ocorrer a substituição de 2 (dois) competidores do trio original; Considera-se nesse caso como trio original, a formação do mesmo quando da primeira inscrição no campeonato.

§ 5º:- A substituição de um competidor deverá  ser comunicada à Organização com antecedência mínima de 60 (sessenta) minutos antes do início da categoria;

3) A boiada deverá obrigatoriamente estar centralizada no fundo da pista, amparada por 2 competidores, antes da liberação da pista, e estes deverão se retirar pelas laterais após o locutor anunciar o número para o próximo time

4) Os competidores devem esperar a sinalização do Bandeirinha liberando o uso da pista.

5) O trio competidor será informado através do serviço de som, que a pista esta “liberada”, bem como sobre o número dos bois a serem encurralados.

6) O tempo de prova se iniciará, quando o focinho do 1º cavalo cruzar a linha de partida, sendo que neste momento, será acionada automaticamente a foto-célula ou os cronômetros. O auxiliar baixará sua bandeira indicando também o início da contagem de tempo do trio.

7) Em ocorrendo a pane da foto-célula ou da cronometragem, durante a passagem de um trio, ao mesmo será dado o direito de passar novamente no final da apresentação dos demais trios.

8) O Locutor poderá transmitir um aviso ao trio que estiver trabalhando na pista, através do serviço de som sobre o tempo restante na cronometragem

9) O trio ou um dos competidores poderá pedir o término da passada e a computação do tempo, levantando um dos braços acima da linha da cabeça, quando encurralar “por inteiro” um, dois ou três bois corretos e o focinho do cavalo do primeiro cavaleiro que adentrar ao curral tenha ultrapassado a linha de entrada, sendo que nesse momento os cronômetros serão travados e o tempo se dará pelo cronômetro do Juiz da Prova;

§ único:- No transcorrer da passada e antes de encurralar algum boi, um dos competidores do trio poderá desistir da passada, sinalizando para o Juiz;

10) Quando o competidor pedir o tempo, levantando um dos braços, todos os bois que não constituem o número a serem encurralados, deverão estar além da linha de largada, onde se localiza o auxiliar com a bandeira.

§ único:- Os bois que correspondem ao número correto, poderão estar aquém da linha de largada, mesmo que fora do curral, quando o competidor pedir a paralização do cronometro

11) Caso um animal abandone a pista, seja pulando a cerca, seja passando através dela, desde que não ocasionado por brutalidade desnecessária, será concedido uma nova passagem, no final daquela boiada, ficando essa decisão à critério exclusivo do Juiz da Prova.

12) Os competidores ficam comprometidos com a prova, tão logo adentrem a pista e ao iniciarem os trabalhos, ficam comprometidos com os bois e responsáveis pelos animais.

13) Antes que qualquer membro da equipe comece a trabalhar o gado, um componente do trio tem a faculdade de parar e solicitar a decisão do juiz, nos seguintes casos:

a) Se na sua opinião haja um animal ferido ou imprestável em meio aos bois numerados e ao trio foi sorteado;

b) Se um ou mais bois desgarrarem antes da saída dos competidores que centralizam a boiada ou um ou mais bois forem conduzidos pelo(s) competidor(es) que centralizam a boiada;

14) Faculta-se ao competidor erguer os braços, emitir sons e gritos, tocar o cavalo com  rédeas, ou chicotes desde que o faça habilmente com sentido de ajudar o cavalo a realizar a tarefa, não podendo, no entanto, usar de violência;

15) A queda do cavalo e/ou cavaleiro não desclassifica o trio, nem tampouco os cronômetros são travados, exceto se o competidor trabalhar sem estar montado.

16) Se por qualquer motivo o trio não vier a participar da passagem, após a ordem de chamada já ter sido sorteada e o número dos bois tenha sido divulgado, estes bois não poderão ser utilizados para os trios seguintes, daquela bateria, evitando-se alterações na ordem de chamada para outros competidores.

17) Os números afixados nos bois, deverão ter no mínimo 6 polegadas (aproximadamente 14,4 cm) de altura, podendo ser pintados ou de material removível, tipo cinta;

§ 1º:- Os números devem ser afixados em ambos os flancos (lados) do animal, bem no alto de suas laterais, com a parte superior próxima a linha do dorso do animal, entre a espádua e a anca;

§ 2º:- A ordem de entrada dos competidores poderá ser por sorteio, ou ordem de inscrição e será divulgada antes do início da prova e o sorteio do número dos bois serão realizados pela secretaria da mesa julgadora, após a entrada do trio concorrente na pista;

§ 3º:- Se o trio receber um número, que já tenha sido utilizado por 2 (duas) vezes, dentro de determinado rebanho, terá que ser dada imediatamente uma repetição da prova, com o uso do número correto dentro do mesmo rebanho;

§ 4º:- Se o erro não for detectado até a saída do trio da pista, o mesmo perderá o direito a nova passagem, considerando-se valido a passagem e o tempo conseguido;

§ 5º:- Veda-se a repetição imediata do mesmo número já sorteado, sendo que se porventura ocorrer será feito novo sorteio para o trio em pista.

18) O número ideal de bois por rebanho ou boiada é de 30 (trinta) cabeças, sendo tolerado no máximo 45 (quarenta e cinco) cabeças e o mínimo de 18 (dezoito) cabeças;

§ 1º:- Todo gado que fizer parte do rebanho, deve ser numerado em grupo de 3 (três);

§ 2º:- Deverá haver 3 (três) cabeças de gado dentro da boiada, assinalas com números idênticos, para cada trio competidor, à medida que cada nova equipe inicie uma passagem;

§ 3º:- Deverá haver sempre o mesmo número de bois, em cada boiada utilizada em uma bateria;

§ 4º:- Caso haja mais ou menos de 3 (três) bois com números idênticos dentro da boiada, será determinado que o trio faça nova passagem ao final da boiada;

§ 5º:- Em ocorrendo o acima previsto aos trios que atuarem dentro da mencionada boiada, que foi incorretamente contada e numerada, continuarão os mesmos.

19) O gado poderá ser reutilizado por 2 (duas) vezes, dentro de uma rodada de uma divisão (classe).

20) Se um dos bois perder(em) o(s) número(s) (fitas), deverá(ão) ser recolocado(s) ou substituído(s) por outro(s) pertencente(s) ao lote de bois reservas com o(s) mesmo(s) número(s) perdido(s);

21) Ocorrendo problema veterinário com os bois, serão examinados, mesmo que superficialmente e a critério do examinador poderá determinar a substituição pelos bois reservas, permanecendo o mesmo número do substituído. O examinador deve ser uma pessoa nomeada pela organização;

22) É vedada a presença sobre o palanque do júri, de pessoas que não pertençam a Organização ou ABCCMM.

23) Casos omissos serão julgados pela organização

24) O organizador se responsabiliza inteiramente pelos recursos, sejam materiais ou animais, utilizados no evento

4B) CATEGORIAS

Categoria única.

 

4C) CLASSIFICAÇÃO ETAPA

 

1) Para se classificarem os trios de todas as categorias deverão apartar 3 (três) bois identificados com números ou cores iguais, dentro do rebanho e confiná-los no curral, no tempo máximo de 120” (cento e vinte) segundos ou 2(dois) minutos

 

2) As classificações dos trios nas etapas se darão pelo menor tempo cronometrado de  1(uma) passadas. Poderá ser autorizado pela organização uma segunda passada, descartando-se a outra, de maior tempo, que será desprezada, considerando-se como não existente, exceto se ocorrer o empate previsto adiante;

 

3) Em todas as categorias os trios deverão encurralar 3 (três) bois e vencerá o trio que conseguir fazê-lo no menor tempo, desprezando-se os demais, exceto no caso de empate, inclusive em relação a pontuação da etapa, ou seja, a pontuação automaticamente sobe para o próximo trio, não ficando em aberto nenhuma classificação.

 

4) Nas passadas em que o trio não encurralar nenhum boi ou for desclassificado, será computado zero (0) boi e tempo de 120 segundos para a os trios.

 

5) O trio não poderá obter 2 (duas) ou mais classificações na etapa e dentro da mesma categoria, bem como não poderá receber mais de uma premiação em espécie, troféus e medalhas, sendo estes automaticamente repassados ao trio classificado subsequentemente.

 

4D) CLASSIFICAÇÃO CAMPEONATO

1) Somente terão seus pontos computados para apuração da classificação final do campeonato, em todas as categorias, os trios compostos por conjuntos com cavalos registrados ou controlados

§ único:- Ocorrendo o previsto neste artigo, os pontos conquistados pelo trio que não não serão computados, classificando-se os trios subsequentes, seguindo a ordem de classificação.        

2) Ocorrendo o empate no campeonato, o desempate para apurar-se a classificação final, se dará na ordem dos seguintes critérios:-

            a)– Pelo maior número de participações nas etapas, excluindo-se para esse fim, as participações em que o trio tenha sido eliminado ou desistido;

            b)- Pela melhor classificação conquistada nas pistas, ou seja,

 do 1º ao 5º lugares;

            c) Passada de desempate

         3) Cada trio poderá fazer até 1(uma) inscrição por prova, podendo esta quantidade ser aumentada, a critério da Organização, de acordo com a disponibilidade de recursos na competição.

         4) A classificação final se dará pela maior quantidade de bois encurralados, no menor tempo médio das 2 (duas) melhores passadas,(quando houver mais de uma)

4E) ORGANIZAÇÃO DAS ETAPAS

  

1)    Pista cercada com altura de 1,50m, e dimensão de 40 x 90m.

2)    Currais suficientes para o bom manejo das boiadas com água à disposição dos animais e brete ou seringa estreita, para contenção dos bois e fixação de números;

3) Boiada suficiente para a realização da etapa, a qual deverá girar entre 0,5 a 1,0 boi por passada, acrescidos de mais um lote de 5 (cinco) bois reservas;

            4) Juiz e um bandeira auxiliar;

5) Bandeira de sinalização;

6) Equipamento de cronometragem (mínimo de 2 cronômetros);

7) Material de identificação dos bois;

8) Cal para demarcação

 

4F) DESCLASSIFICAÇÃO

1)    Se o trio não se apresentar completo na pista, após um (1) minuto do chamado

2) Se o trio exceder ao tempo máximo de 3(três) minutos para completar a prova

3) Se o(s) competidor(es) ao terminarem sua passada, antes de sair da pista não centralizarem a boiada no fundo, aguardando o anuncio do número para o próximo time.

4) Se os competidores encarregados de centralizarem a boiada no fundo da pista, abandoná-la antes que o locutor anuncie o número dos bois do trio seguinte;

5) Se durante os trabalhos de um trio, animais estranhos a esse trio, tais como eqüinos, caninos e outros, pertencentes a outro competidor, venham por qualquer motivo prejudicar a passagem de trio concorrente. O trio do proprietário dos mesmos será desclassificado

6) Se o competidor levantar o braço pedindo tempo, antes que o(s) boi(s) que não corresponde(m) ao número correto, tenha(m) ultrapassado “por inteiro” a linha de partida ou estouro;

7) Se o trio pedir tempo, mas houver encurralado qualquer boi com o número errado;

8) Se 5 (cinco) ou mais bois (mesmo que algum deles tenha perdido o número),  ultrapassarem “por inteiro” a linha de partida ou “linha do estouro”, onde se localiza o auxiliar com a bandeira, em qualquer ocasião, sendo que nesse caso a desclassificação se dará por “estouro de boiada”;

9) Se um ou mais bois abandonarem a pista, seja pulando a cerca, seja passando através dela, motivados por brutalidade desnecessária ou inabilidade do trio que esta trabalhando na pista;

10) Se houver o contato físico com o gado, por intermédio das mãos, pés, chapéu, corda, chibata, reio, rédeas abertas ou qualquer outro equipamento, bem como a emissão de palavras de baixo calão;

11) Se um dos competidores fizer quaisquer movimentos de intimidação, com a intenção clara de conduzir ou conter o gado;

12) Se após adentrar a pista, bata no cavalo, em qualquer parte localizada além da linha da barrigueira dianteira, com as mãos, pés, esporas, rédeas, chibatas, reio ou outro equipamento;

13) Se no caso de queda do cavalo e após sua queda, o cavaleiro ainda desmontado tente trabalhar com o gado;

14) Se após o início da prova, um competidor entrar na pista, a pé ou montado, sem autorização do Juiz da Prova, o trio a que pertence, será desclassificado da última passada e se porventura ainda não tiver efetuado nenhuma passada, será desclassificado da próxima ou seja seu trio será chamado e desclassificado, sem  mesmo iniciar a passada;    

 

 

Anexo  5 – PROVA FUNCIONAL MANGALARGA MARCHADOR

 

REGULAMENTO DA PROVA FUNCIONAL

DO CAVALO MANGALARGA MARCHADOR 

1º- A Prova Funcional “Marchador Ideal” é a única prova funcional de pista, reconhecida oficialmente pela ABCCMM. Constitui-se em prova de avaliação zootécnica do potencial funcional do cavalo, acrescido do trabalho de condicionamento a ele aplicado. 

2º- A Prova Funcional “Marchador Ideal” será obrigatória para as categorias de animais com idade superior a 36 (trinta e seis) meses, machos, fêmeas e castrados, exceto em copas de marcha, a partir da primeira Exposição Especializada a se realizar após a Exposição Nacional de 2009. 

3º- O Árbitro de Morfologia será o responsável por executar o julgamento da Prova Funcional, que deverá ser realizada durante o concurso de marcha. Tão logo o juiz conclua sua análise montado no animal, este, deverá ser conduzido montado pelo peão ao ponto de partida da Prova Funcional e executá-la retornando ao concurso de marcha até o final da prova.

4º- O Árbitro terá dois auxiliares de pista, um da promotora e outro convidado dentre os presentes. Ambos atuarão no controle do tempo.

5º- O resultado da classificação da Prova Funcional decidirá campeonatos de categoria nos quais haja empate entre dois ou mais animais. O resultado da prova funcional, isoladamente, definirá os Campeões e Reservados Campeões de Prova Funcional da exposição, por categoria Cavalo, Égua e Castrado da respectiva Exposição

6º- A prova funcional pontuará conforme tabela específica.

7º- Somados aos resultados de Marcha e Morfologia, obtidos nas avaliações dos Grandes Campeonatos da Raça Adulto, e com peso igual a 33,33% (trinta e três inteiros e trinta e três centésimos por cento), os resultados da Prova Funcional permitirão definir os Campeões e Reservados Campeões Marchador Ideal da Exposição. A este título concorrerão todos os animais Campeões e Reservados Campeões de cada campeonato. Ficam preservados os títulos de Grande Campeão(ã) e Reservado Grande Campeão(ã) da Raça, pelo somatório dos julgamentos de marcha e morfologia, exclusivamente.

 

Em síntese: 

 “Em moldes parecidos com a atual Prova de Ação, a nova Prova Funcional será obrigatória para todos os participantes, e também será realizada durante os Concursos de Marcha das Exposições, após a “montada” do juiz de marcha. A Prova será “contra o cronômetro”, com penalizações a cada falta cometida pelo conjunto, e será usada como critério de desempate na definição dos Campeonatos Convencionais. Ao final da Exposição, comparados todos os resultados dos conjuntos em cada classe (fêmeas, machos e castrados), teremos o resultado final da Prova Funcional da Exposição: Campeã(o) e Reservada(o) Campeã(o) Funcional.

Já nos títulos máximos da raça, em cada exposição, a classificação na Prova Funcional dos conjuntos que estiverem disputando os Grandes Campeonatos da Raça, será somada aos quesitos Marcha e Morfologia para definição do Título Marchador Ideal da Exposição, sem prejuízo do Grande Campeonato da Raça, que continua como está.” 

Na prova funcional que será realizada concomitantemente à prova de marcha, a ordem e pontuação será idêntica à da prova de marcha. 

Os animais (machos e fêmeas) Campeões e Reservados Campeões na respectiva categoria, concorrerão ao título de Marchador Ideal da Exposição – Campeão(ã) e Reservado(a) Campeão (ã), levando para tanto, a pontuação que obteve na prova funcional, que reordenada e somada aos resultados de marcha e morfologia dos grandes campeonatos, definirá o resultado.

Os Campeão(ã) e Reservado(a) Campeão(ã) Marchador Ideal serão os animais que somarem o menor número de pontos, considerando como critério de desempate o resultado da Prova Funcional. Se houver empate na prova funcional, serão consideradas, ordenadamente, as notas alcançadas nas respectivas figuras, para desempate:

- balizas em marcha

- porteira,

- etc

em persistindo o empate, a colocação na prova de marcha decidirá o campeonato. 

REGULAMENTO 

A Prova Funcional Marchador Ideal é composta de 7 (sete) figuras, divididas em 2 (dois) grupos: Figuras Técnicas e Figuras Livres.

As Figuras Livres serão avaliadas contra o cronômetro, e seu tempo acrescido de 5 segundos por falta, quando houver. São elas os 3 Tambores, o Salto e as balizas.

As Figuras Técnicas serão avaliadas contra o cronômetro, além de execução pontuada pelo árbitro. Seu tempo será acrescido de 5 segundos por falta, quando houver. São elas a Porteira, o Passo, o Recuo, as 4 Balizas e a Estação.

DESCRIÇÃO DAS FIGURAS:

  1. PORTEIRA (T) – deve ser cumprida ao passo, com a porteira sempre assentada com o batente à direita e o esteio à esquerda, abrindo-se sempre para a esquerda. O cavalo deverá se aproximar de frente para o obstáculo, e num ceder à perna à esquerda, sob comando do cavaleiro, aproximar ou encostar sua lateral esquerda na porteira, demonstrando calma e aceitação ao comando. O cavaleiro deverá abrir a porteira com uma das mãos, atravessar para o outro lado da cerca contornando a porteira e novamente comandar o ceder à perna, desta vez para a direita. Realizando um ladear à esquerda, o cavaleiro retorna a porteira à posição inicial e passa a alça de travamento da porteira.

 

  1. PASSO LIVRE (T) – deverá ser realizado a partir do alinhamento do corpo do cavalo em direção à figura do recuo, e sem ação de mãos, o cavaleiro deverá conduzir sua montaria em linha reta, demonstrando descontração, ritmo, equilíbrio, amplitude e qualidade de movimentos. O contato deverá ser restabelecido para execução do alto, ao final da linha do passo.

 

  1. RECUO (T) – a partir do alto, executado após a transposição da segunda linha do recuo pelos posteriores do animal, o cavalo deverá recuar sem reações, em linha reta, em atitude e com ritmo constante, até transpor a primeira linha do recuo pelos anteriores.

 

  1. BALIZAS (T) – deverá ser executada em marcha, iniciando-se a figura pela direita da primeira baliza. Seguindo em ziguezague o conjunto deverá contornar a quarta e última baliza da linha, sem alterar o andamento deverá descrever o círculo – que terá 6 (seis) metros de diâmetro ao final da última baliza completando 360º retomando em ziguezague e na mesma toada, até atingir a primeira das quatro balizas, quando terá se concluído a figura. As balizas estarão ao centro de duas linhas demarcatórias distantes entre si, por 3,0 (três) metros.

 

  1. 3 TAMBORES (L) – liberado para o galope após transpor balizas demarcatórias, o conjunto deverá seguir por corredor paralelo à linha das 4 balizas, e em direção aos tambores executar o contorno simples de cada um dos três, na seqüência do mais próximo ao mais distante da linha das balizas, sendo o primeiro à mão esquerda, o segundo à mão direita e o terceiro à mão esquerda.

 

  1. SALTO (L) – após contornar o terceiro tambor à mão esquerda, o conjunto estará alinhado para a figura do salto, composta de dois obstáculos seqüenciais, verticais, distantes 12 metros um do outro, e com altura de 0,60m, compostos por fardos de feno e vara esta colocada sobre o feno mais próximo possível à primeira borda da base (feno).

 

  1. ESTAÇÃO (T) – ultrapassado o segundo obstáculo e ao entrar num círculo demarcado em cal no solo, de 4m de diâmetro, o conjunto deverá fazer transição para a estação e nela permanecer, sob o abandono das rédeas, quando o cronômetro será parado, finalizando a contagem do tempo de prova.

 

 

PENALIZAÇÕES:

1        - PORTEIRA – não são previstas penalizações

2        - PASSO – não são previstas penalizações quanto a qualidade do passo

3        - RECUO – deslocar ou derrubar balizas, tocar ou transpor linhas demarcatórias laterais com qualquer dos cascos – 1 falta por ocorrência

4        - 4 BALIZAS – tocar ou transpor linhas demarcatórias, deslocar ou derrubar baliza, permitir transições para passo, galope ou alterar o ritmo (velocidade) da marcha – 1 falta por ocorrência

5        - 3 TAMBORES – deslocar ou derrubar tambores – 1 falta por ocorrência

6        -  SALTO – refugo, derrube – 1 falta por ocorrência – com limite máximo de três refugos quando então o conjunto o animal será penalizado em 6(seis) faltas por obstáculo que deixar de ultrapassar(considera-se ultrapassado o obstáculo mesmo que seja derrubado, quando a penalidade é específica)

7        - ESTAÇÃO – retomar o contato depois de abandonadas as rédeas – 1 falta por ocorrência

Valor da falta: 5 segundos

Ao final de cada figura técnica, o Árbitro sinalizará com placas de cores e letras diferentes sua nota pela avaliação da figura . conforme as incorreções observadas. Estas sinalizações servirão de alerta e tem sentido didático, ou seja, o Árbitro, se entender conveniente, demonstrará sua percepção quanto à qualidade na execução do obstáculo.

- “A” - Verde: Equivale à realização do obstáculo com inteiro aproveitamento.

- “B” - Amarela: Corresponde à uma imperfeição na realização do obstáculo.

- “C” - Vermelha: Corresponde à ausência de aproveitamento técnico na realização da figura.

- “D” - Preta:  exclusão da prova.

A não execução de qualquer figura punirá o conjunto com a desclassificação.

Erro de percurso em qualquer figura ou a falta total de qualidade na execução de figura técnica (Placa vermelha) punirá o conjunto em 6(seis) faltas segundos.

Ao final da apresentação de cada conjunto, serão anunciados o tempo de prova, as faltas cometidas, traduzidas em segundos, (as notas por falhas na execução de figuras técnicas serão ditadas pelo árbitro ao apontador para registro), e o tempo total de prova, que será o somatório do tempo final e faltas. Os conjuntos melhor classificados serão os que realizarem a prova em menor tempo total.

Para a apuração do Campeonato Marchador Ideal, os conjuntos levarão seus tempos totais de prova, não ocorrendo assim repetição das provas funcionais.

Premiações:

a)    Campeões e Reservados Campeões – Marchador Ideal (machos e fêmeas) da exposição – com pontuação específica para o ranking da exposição e geral.

b)    Campeão Castrado – resultado da menor pontuação alcançada pela soma da colocação na prova de marcha e colocação na prova funcional, dentre os respectivos campeões e reservados.

c)    Melhor conjunto da Prova Funcional – será conferido a quem realizou a prova funcional no menor tempo, desde que participante do concurso de marcha

 

 

ARTIGO 38 – MODALIDADES DE PERCURSO

 

·        Anexo 1 – Cross

·        Anexo 2 – Cavalgada Planilhada

·        Anexo 3 – Enduro

 

Anexo  1 - CROSS

 

A prova de Cross do Mangalarga Marchador tem como objetivo expor o conjunto à condições funcionais, demonstrando as habilidades do cavalo e do cavaleiro em percursos que simulam obstáculos habitualmente encontrados no trabalho do dia-a-dia no campo.

 

1A – DISPOSIÇÕES GERAIS NO CROSS

 

01) O Cross poderá ser composto por várias figuras diferenciadas, dispostas ao longo do percurso, sendo obrigatório que uma competição faça uso de no mínimo 6(seis) figuras para que seja reconhecida e oficializada pela ABCCMM. São autorizadas pela ABCCMM somente categorias de Velocidade Controlada, sendo terminantemente proibido a realização de Cross em velocidade livre.

           

02) Durante as FIGURAS e OBSTÀCULOS e entre elas, nos chamados “trechos intermediários”, poderão ser definidos, a critério do organizador da Prova,  um dos 03(três) ritmos de trabalho, passo, marcha ou galope, considerando que todas as categorias são, obrigatoriamente, de velocidade controlada, sendo expressamente proibido que se faça velocidade livre no CROSS do Mangalarga Marchador.

 

03) A VELOCIDADE CONTROLADA é obrigatória para todas  as categorias, sem excessão. Qualquer categoria em velocidade livre não será reconhecida e/ou chancelada pela ABCCMM.

 

04) Não serão utilizados, em nenhuma circunstâncias, obstáculos fixos. Todos os obstáculos devem ser móveis, ou seja, passíveis de deslocamento ao contato com o cavalo ou cavaleiro, com exceção de valas, lagoas, riachos e aquelas próprias da topografia natural do terreno.

           

05) Em qualquer um dos obstáculos ou figuras, a não realização implica em penalização equivalente a 6 faltas.

           

06) Cada falta equivale a 5(cinco) segundos

 

            07) Em todos os trechos da prova os ritmos de trabalho pré-determinados serão penalizados com 01(uma) falta cada vez que fizerem transição fora de tempo para outro ritmo.

 

            08) Ao final do percurso, em cada categoria, será apurado o tempo corrigido do conjunto e se dará início ao concurso de marcha, em baterias de 05 conjuntos respectivamente, de  acordo com a ordem de chegada do Cross.

 

            09) O concurso de marcha se realizará após o Cross, em baterias de 5 cavaleiros, em área reservada para tal, e delimitada, com fácil acesso da chegada do cross para pista de marcha. Tão logo os cavaleiros terminem o percurso do Cross, devem se dirigir para pista de marcha, aguardando a chamada do Juiz para apresentação da bateria, que será formada por ordem de chegada.

 

            10) O resultado que definirá os Campeões(ãs),  Reservados (as) Campeões(ãs), 3º, 4º e 5º prêmios, e assim sucessivamente, será definido pela média das pontuaçõea alcançadas nas provas de Cross e Marcha, ou seja, somando-se o resultado de ambas e dividindo por 2(dois).

 

11) A pontuação de cavaleiros e cavalos, no ranking da ABCCMM, se dará de forma independente, sendo possível que um mesmo cavaleiro pontue montando diferentes cavalos e esta pontuação seguirá tabela específica de proporcionalidade, de acordo com a quantidade de animais montados.

 

12) Cavaleiros profissionais, peões, para validarem sua pontuação, devem começar e terminar o ano hípico representando o mesmo haras. No caso de mudança de representação, toda pontuação alcançada  pelo cavaleiro será invalidada, permanecendo, no entanto, a pontuação do cavalo.

 

 

1B - FIGURAS, OBSTÁCULOS E EQUIPAMENTOS

As quantidades e ordem de figuras e obstáculos serão definidos pela Organização, sendo necessário um mínimo de seis figuras/obstáculos, por categoria, fora Marcha,  para que a prova seja oficializada.

 

 

1) Marcha

A marcha será julgada ao final do percurso do Cross, em área demarcada para tal finalidade, e é obrigatória em todas as competições. Os quesitos de marcha serão julgados por árbitro oficial da ABCCMM. Este fará suas considerações em análise visual,  não sendo a “montada” por parte do Juiz obrigatória no julgamento. A classificação na Prova de Marcha será somada a classificação do Cross para definição da classificação geral da competição.

 

 

Penalizações Cross – Marcha

Faltas

Não são previstas penalizações nesta fase da competição. Será válida somente a classificação definida pelo Juiz .

 

 

 

2) Apartação

Em um curral com medidas mínimas de 6x6 e com um mínimo de 3 bois, o conjunto vai separar um boi numerado ou identificado por cores diferentes e previamente anunciado pelo apontador no momento de abordagem ao curral. O cavaleiro deve  adentrar o primeiro curral, abrir a porteira do segundo curral, separar o boi indicado no primeiro curral e colocar no segundo, saindo então dos currais e fechando a última porteira. O tempo limite para realização é de 30 segundos. Após este tempo a figura será considerada como não realizada.

Currais:           Medida mínima 6x6m no curral de apartar

Boiada:           Deve ser substituída a cada 25 passadas

 

                         

Penalizações Cross - Apartação

Faltas

Não separar os bois dentro do tempo de 30 seg.

1

Não realizar a figura

1 + (30seg)

Bater no boi com chicote ou quaisquer meios

01 P.O.

      

      

3) Argolas

O cavaleiro deve pegar uma das lanças, que estarão dispostas verticalmente na margem do percurso e inserir a ponta em uma argola, que estará fixada em “altura média” de 2,5 metros. Em seguida a lança deve ser acondicionada no recipiente colocado 15metros adiante, na margem do percurso. A distância do local de coleta da vara até a argola será também de no mínimo 15(quinze)metros. È permitido uma única tentativa.

 

 

 

Penalizações Cross - Lança na argola

Faltas

Não acertar a argola

1

Não devolver a lança acondicionada no local reservado para tal

1

Não realizar a figura

6

Transição de ritmo não prevista para o trecho

1

 

 

 

4) Salto 3mx40cm, 60cm, 80cm,  ou Salto 1,5mx40cm, 60cm, 80cm, e salto com corredor

A altura e largura do salto será definida conforme a categoria e a critério da organização, podendo estes serem montados somente com fardos de feno, ou com varas de salto, ou com os dois, e, ainda, com materiais naturais encontrados no percurso. Também poderão ser montados salto com abordagem por corredor.

 

 

 

 

Penalizações Cross – Salto

Faltas

Derrubar vara de salto

01 P.O.

Tocar, deslocar ou derrubar  fardo de feno

01 P.O.

Derrubar obstáculos naturais ou elementos colocados pela organização

01 P.O.

No salto com corredor derrubar ou deslocar as contenções laterais

01 P.O.

Transição de ritmo não prevista para o trecho

01 P.O.

Não realizar a figura

06

Refugo

01

 

 

5) Rio, riacho, córrego, vala, passagem molhada, lagoa

O conjunto deverá transpor o obstáculo entrando e saindo através das demarcações, seja saltando ou apenas traspassando.

 

 

Penalizações Cross - Rio, riacho, córrego, vala, passagem molhada, lagoa

Faltas

Refugo

01 P.O.

Desviar passando por outro caminho

06

Transição de ritmo não prevista para o trecho

01

 

6) Copo com água

O cavaleiro vai coletar um copo cheio de água em um ponto determinado do percurso, seguindo até o ponto de entrega onde o fiscal fará a aferição da quantidade de água mantida no copo. A quantidade mantida será transformada em pontos.

 

Penalizações Cross - Copo com água

Faltas

Derrubar o copo

02 P.O.

Não realizar a figura

06

Transição de ritmo não prevista para o trecho

01

           

 

7) Passagem por corredor de 0,80x6m ou 1,5mx6m

O conjunto terá que passar pelo corredor  feito com varas de  madeira ou cal, sem desviar ou tocar nas madeiras ou linhas.

 

Penalizações Cross - Passagem por corredor de 0,80x6m ou 1,5mx6m

Faltas

Refugo

01 P.O.

Desviar do obstáculo passando por outro caminho

06

Tocar ou transpor a vara ou linha com qualquer uma das patas do cavalo

01 P.O.

Sair totalmente com o cavalo pelas laterais do corredor

02

Transição de ritmo não prevista para o trecho

01

 

8) Recuo simples (80cmx4m ou 1,5mx4m)

O conjunto deve ultrapassar a segunda linha do recuo com os  posteriores do cavalo, iniciando então o recuo “em movimento contínuo” até que o cavalo transponha a primeira linha da figura com os membros anteriores. Dá-se por concluída a figura, já podendo o conjunto, neste momento, seguir adiante.

 

Penalizações Cross - Recuo simples (80cmx4m ou 1,5mx4m)

Faltas

Não transpor integralmente a segunda linha com os posteriores

1

Ao recuar não transpor integralmente a primeira linha com os anteriores

1

Interromper e reiniciar o movimento de recuo

01 P.O.

Tocar ou transpor as marcações ou varas laterais

01 P.O.

 

 

9) Recuo em L

 

Penalizações Cross - Recuo em L (1,5m x 6m)

Faltas

Não transpor integralmente a segunda linha com os posteriores

1

Ao recuar não transpor integralmente a primeira linha com os anteriores

1

Interromper e reiniciar o movimento de recuo

01 P.O.

Tocar ou transpor as marcações ou varas laterais

01 P.O.

 

10) Serpentina

O conjunto deve seguir na serpentina demarcada no chão com cal, sem alteração de ritmo e sem tocar nas linhas demarcatórias.

 

Penalizações Cross - Serpentina

Faltas

Refugo

01 P.O.

Desviar do obstáculo passando por outro caminho

2

Tocar/transpor linhas demarcat. com qq uma das patas do cavalo

01 P.O.

Transição de ritmo não prevista para o trecho

1

 

 

11) Passo lateral sobre a vara

O conjunto fará a abordagem à vara, executando um ceder à perna e transpondo sobre o comprimento da vara com os membros anteriores do cavalo por um lado e os posteriores pelo outro.

 

Penalizações Cross - Passo lateral sobre a vara

Faltas

Tocar ou transpor a vara com qualquer uma das patas do cavalo

01 P.O.

Não concluir a figura

2

Interromper e reiniciar o movimento lateral

1

 

12) Apear e montar

Em um ponto pré-determinado o cavaleiro terá um máximo de 15 segundos para apear, contornar para o outro lado do cavalo e montar novamente

 

Penalizações Cross - Apear(descer) e montar

Faltas

Montar pelo mesmo lado que desceu

1

Não conseguir montar novamente sendo necessária ajuda externa

2

 

 

 

 

Anexo 2 - CAVALGADA PLANILHADA

 

Da Cavalgada Planilhada

Art.1º - Definição: São provas de resistência, desenvolvidas em distâncias variáveis, constituídas por trechos identificados e por médias horárias a serem seguidas, trechos neutralizados para descanso e teste especial, realizados em estradas, caminhos, picadas ou quaisquer terrenos com passagens naturais em matas, rios, montanhas, etc., com indicação por placas.

Art.2º - Distância de percurso: As cavalgadas planilhadas terão percurso mínimo de 18kms indo até um percurso máximo de 30 kms.

Art.3º - Da Configuração de Prova: As Cavalgadas Planilhadas deverão seguir as seguintes normas:

§1º - A marcação do percurso deverá ser a cada 100 metros ou menos quando necessário, com fita, tinta, placas ou similares.  As placas serão colocadas ao longo do percurso, onde indicarão as mudanças de velocidades e o horário que o cavaleiro estará passando. Algumas placas somente informarão a velocidade e o horário que o cavaleiro deverá passar, para dificultar o cavaleiro, que deverá sempre saber a velocidade pedida pela placa.

§2º - As velocidades deverão ser sempre assim descriminadas:

a) 06 km/h ao passo;

b) 09 km/h a marcha;

c) 10 km/h a marcha;

d) 11 km/h a marcha, e,

e) 12 km/h a marcha.

Na marcha nunca acima de 12 km/h, exceto nos testes de velocidade, cuja velocidade é livre.

Para que a prova tenha grau de dificuldade o organizador deverá usar várias vezes as mudanças de velocidade.

80% das placas deverão vir com o tempo ideal de prova e só 20% sem o tempo ideal de prova.

§3º - Para evitar que o competidor não se perca, por motivo de roubo de placa ou dano, o organizador deverá obrigatoriamente fornecer uma “planilha” para o competidor, contendo todas as mudanças de placas, inclusive com o tempo ideal, da mesma forma seguindo o mesmo critério da prova, com 80% com o tempo ideal e 20% sem o tempo ideal.

Esta planilha poderá ser plastificada ou não, e deverá ser entregue ao competidor apenas 10 minutos antes do início da prova.

§4º - As placas indicativas terão necessariamente sua sinalização marcada com cor forte, não lavável, contendo as indicações necessárias como das velocidades e/ ou tempo ideal. Exemplos:

a) Placa X.1 è velocidade + tempo

b) Placa X.2 è velocidade

c) Placa X.3 è etc., de tal ordem que o concorrente, ao passar pelo local da placa e ela porventura tiver sido danificada ou perdida, o mesmo poderá recorrer à sua planilha de mão. 

Art.4º - Uma Prova da Cavalgada Planilhada somente poderá ser suspensa no todo ou em parte por motivo de força maior, a critério do Júri e da Comissão Organizadora, que programará a realização de nova prova ou a continuação da que foi interrompida.

II – Das Inscrições e Participações

Art.5º - Poderão participar das Cavalgadas Planilhadas oficializadas pela ABCCMM todos os animais acima de 36 meses (36 meses + 01 dia) regularmente inscritos no serviço de Registro genealógico do Cavalo Mangalarga Marchador.

§1º - Para os animais registrados em Livro Aberto, a idade para efeito deste Artigo será aquela constante do Certificado de Registro;

§2º - Animais com idade até 36 meses estão terminantemente proibidos de participar de Cavalgadas Planilhadas.

Art.6º - Os pedidos de inscrição deverão ser feitos em formulários próprios fornecidos pela Comissão Organizadora, preenchidos e assinados pelo competidor ou seu representante legal observadas as prescrições deste Regulamento e obrigatoriamente acompanhados de fotocópia do anverso e verso do Certificado de Registro.

Parágrafo Único - Os assuntos inerentes a documentos de animais são de inteira responsabilidade de seus proprietários junto ao SRG do Cavalo Mangalarga Marchador, cumprindo a Comissão Organizadora, tão somente cumprir as exigências do presente Regulamento. Neste caso não aceitar documentos incompletos ou duvidosos.

Art.7º - O animal deverá estar inscrito em nome do competidor no Serviço de Registro Genealógico do Cavalo Mangalarga Marchador, caso contrário, poderá participar do evento em nome do proprietário constante da fotocópia do certificado, sob inteira responsabilidade do competidor que o inscreveu.

Art.8º - Nenhum animal poderá ser admitido para participação no evento sem estar previamente inscrito.

Art.9º - As inscrições estarão sujeitas ao pagamento de taxas cujos valores serão estipulados pela Comissão Organizadora.

Art.10º - Cada competidor poderá inscrever até um número máximo de animais estabelecido pela Comissão Organizadora, incluindo animais castrados.

§1º - Todos os competidores participantes deverão juntamente com sua inscrição assinar termos de responsabilidade como condição para participação do evento em que assumem todos os riscos da mesma, consigo, com outrem, com seus animais e equipamentos, isentando os organizadores e patrocinadores de quaisquer acidentes antes, durante e depois da Prova, de qualquer tipo ou natureza;

§2º - Os competidores também deverão informar junto com as inscrições o(s) nome(s) do(s) animal(ais) que irá(ão) montar.

Art.11º - Os competidores menores de 18 (dezoito) anos de idade somente poderão participar das cavalgadas mediante apresentação de autorização e termo de responsabilidade por escrito, assinados pelos pais ou responsáveis legais.

Parágrafo Único – Para estes competidores é obrigatório o uso de capacete de proteção.

 

III – Da Pontuação

Art.12 - Para efeito de apuração do Ranking, os animais terão pontuação de acordo com sua classificação final na Cavalgada Planilhada. O 1º colocado somará 20 pontos, o 2º colocado somará 15 pontos, o 3º colocado somará 13 pontos o 4º colocado somará 12 pontos e assim sucessivamente até o 10º colocado que somará de 6 pontos. Todos os outros participantes da prova somarão 1 ponto, exceto os que forem desclassificados no Vet Check, e ou os participantes que completarem a prova após 5 minutos do término do tempo ideal.

 

IV – Da Premiação

Art.13 - As premiações serão estabelecidas e a cargo da Comissão Organizadora. 

Art.14 - Sorteio da Ordem de Partida: Todos os conjuntos terão sua ordem de largada determinada por sorteio, e dirigida pela Organização.

V – Da Partida, Cronometragem Oficial, Júri e Recursos

Art.15 - A partida dos concorrentes obedecerá a uma ordem de largada determinada por sorteio organizado pela Comissão Organizadora.

Parágrafo Único – A partida poderá ser em duplas e ou individual, sabendo-se que a pontuação sempre será atribuída individualmente a cada participante.

Art.16 - A Cronometragem do evento terá o zero da cronometragem oficial na partida do primeiro concorrente, sendo utilizados sempre, um mínimo de dois cronômetros.

Art.17 - Será constituído um Júri que coordenará toda a execução da prova.

§1º – Este Júri será formado por:

a) Um presidente que será a autoridade máxima da prova podendo ter um ou mais secretários;

b) Um comissário geral, responsável pelos PC’s(postos de controle) e Fiscais;

c) Um veterinário chefe, responsável pela equipe veterinária;

§2º – Todo concorrente ao se inscrever para a prova declara compulsoriamente conhecer o regulamento e a ele submeter-se, reconhecendo integralmente a autoridade única do Júri, a ele dirigindo-se com dignidade e respeito, e declara aceitar impossibilidade de recorrer a qualquer outro júri esportivo, civil ou criminal, por mais privilegiado que seja.

Art.18 - Das decisões do Júri cabe recurso, por escrito e acompanhado do pagamento de 3 (três) vezes o valor da inscrição até 3 (três) minutos após a divulgação do resultado, dirigido ao Júri de Apelação constituído por 3 (três) pessoas nomeadas pela Comissão Organizadora para esse fim, que julgarão os recursos quando necessário.

Parágrafo Único – A decisão do Júri de Apelação é irrevogável e irretratável e de última instância.

 

VI - Das Penalizações e Desclassificações

Art.19 - Serão computadas penalizações especiais as seguintes ocorrências, quando constatadas pelo Júri:

a) O Concorrente perderá 100 (Cem) pontos se não respeitar a fila de chegada no PC e no VET CHECK;

b) O Concorrente perderá 100 (Cem) pontos se tumultuar o trabalho do PC;

c) O Concorrente perderá 100 (Cem) pontos se parar no campo de visão do PC;

d) Para cada segundo que o concorrente atrasar-se em relação ao seu tempo ideal, perderá 01 (um) ponto, sem margem de tolerância;

e) Para cada segundo adiantado, o concorrente perderá 02 (dois) pontos, sem margem de tolerância;

f) O concorrente perderá 1000 (mil) pontos se passar com mais de 30 minutos de atraso, ou se passar com mais de 15 minutos adiantado. O concorrente perderá 1000 (mil) pontos se não passar por um PC do roteiro;

g) No Teste Especial de Velocidade, os concorrentes com um tempo superior ao tempo base, serão penalizados em 2(dois) pontos por cada segundo ultrapassado, com o máximo de penalização de 300(trezentos) pontos.

Art.20 - A critério do júri, um concorrente poderá ser desclassificado quando constatada qualquer das seguintes ocorrências:

a) Por crueldade contra sua montaria;

b) Apresentar visivelmente falta de domínio ou grande dificuldade em dominar seu animal, colocando em risco a sua segurança, da montaria e de outrem;

c) Obstruir propositadamente a passagem de outro concorrente;

d) Partir antes do sinal de largada e não atender a solicitação do Júri para a repetição da partida (da prova e nos testes de velocidade);

e) Desacatar de viva voz as decisões dos membros do júri;

f) Não comparecer para os exames Veterinários dentro do tempo estipulado;

g) Não usar o jaleco numerado;

h) Lavar seu animal com ducha, mangueira ou equipamentos de pressão;

i) Substituir seu animal durante a prova;

j) Usar apoio móvel (ex: moto, bicicleta etc.), no decorrer do percurso;

l) Utilizar intercomunicadores e instrumentos de controle via satélite (Garmin ou similar);

m) Indicar ou falar onde estão os PC’s;

n) Erro de Percurso não retificado;

o) Parar, ladear ou apear do animal após a penúltima placa indicativa do percurso.

VII – Dos Postos de Controle(PC’s), Testes Especiais e Marcação da Trilha

Art.21 - Serão distribuídos em pontos escolhidos no percurso diversos Postos de Controle (PC’s) com a função de controlar o tempo e ou roteiro de cada participante.

§1º - É de responsabilidade da Comissão Organizadora manter em sigilo absoluto a localização dos PC’s.

§2º- Cabe ao Júri cancelar os resultados de um ou mais PC’s, caso seja efetivamente comprovado qualquer fato relevante que venha questionar tais resultados.

Art.22 - Poderá ser instituído na Cavalgada Planilhada um Teste Especial de Velocidade. Sua realização ou não é facultativa, a critério da Comissão Organizadora. Quando realizado é de caráter obrigatório para todos os participantes.

§1º - Nos testes especiais de velocidade, o concorrente que fizer o menor tempo de percurso em um trecho pré-determinado com no mínimo 200 metros e no máximo 500 metros de extensão, durante a prova, terá seu tempo considerado como tempo base.

Os demais participantes, com tempo superior ao tempo base terão penalização de 2 (dois) pontos por cada segundo acima do tempo base. Haverá arredondamento de centésimos de segundo nos testes de velocidade;

Exemplo:

Tempo Teste                  Tempo Corrigido          Pontos Perdidos

30 segundos 17 centésimos                      30 segundos            00

30 segundos 50 centésimos                      30 segundos            00

30 segundos 51 centésimos                      31 segundos            02’

32 segundos 30 centésimos                      32 segundos            04

§2º - Também poderá ser considerado como Teste de Velocidade percurso de até 300 metros de extensão percorridos em velocidades que podem variar entre 13 km/h no mínimo até 24 Km/h no máximo.

Art.23 - Durante a prova, nas travessias de ribeirão, rios e lagos, o animal deve ter sempre a condição de transpor os obstáculos em seus andamentos naturais: passo, marcha ou galope, ou então saltando, porém nunca nadando.

VIII – Do Manejo dos Animais e Acessórios

Art.24 - A utilização de qualquer medicação parental ou oral, exceto eletrólitos orais, implicará na desclassificação do animal. Medicamentos de uso tópico poderão ser utilizados, desde que previamente autorizado pela Equipe Veterinária, sendo este fato anotado na ficha Veterinária.

Art.25 - Será permitido o uso de eletrólitos por via oral espontânea, conforme o disposto no Art. anterior. É também permitido o uso de repelente de insetos, o uso de água à vontade, qualquer tipo de ferrageamento desde que mantida a sanidade do animal, bem como panos, escovas, esponjas e artigos de limpeza.

Art.26 - Nos exames de controle o animal deverá corresponder de forma espontânea, ao que for solicitado pelo examinador.

Art.27 - Os animais deverão apresentar-se devidamente encilhados (selas e cabeçadas), e os cavaleiros/amazonas, convenientemente trajados, respeitando as normas do presente Regulamento.

IX – Dos Procedimentos de Julgamento e Controle Veterinários

Art.28 - Os animais deverão ser apresentados antes da prova, em local e horário que for estabelecido pela Comissão Organizadora, desencilhados, quando serão submetidos a um controle veterinário inicial. Eventuais problemas, lesões ou pisaduras deverão ser mostrados neste exame.

Art.29 - No Controle Veterinário intermediário, durante o percurso, o animal deverá ser apresentado ao Corpo Veterinário, dentro dos primeiros trinta minutos após sua chegada, sendo esta, responsabilidade integral do concorrente.

§1º - Será delimitado um local isolado para o mesmo, natural ou separado por cordas, onde os animais examinados deverão estar a uma distância mínima de 30 (trinta) metros do público;

§2º - O animal em julgamento será apresentado por uma única pessoa, que poderá ser o proprietário, cavaleiro ou tratador, devendo, entretanto, sempre portar o colete de identificação;

§3º - Deve ser exigido silêncio no local determinado para o exame;

§4º -Os animais em processo de exame deverão ser conduzidos de forma a não passarem próximos uns dos outros;

§5º - O Júri determinará outras providências que considere necessárias ao bom andamento dos trabalhos;

§6º - No caso de um animal apresentar um batimento cardíaco superior a 64 batimentos por minuto, para efeito de desclassificação, a medição deverá ser feita por 2 (dois) veterinários, independentes e sem conhecimento das medições efetuadas pelos outros, valendo como resultado a média aritmética arredondada para baixo.

Art.30 - Eventualmente poderão ocorrer Controles Veterinários volantes durante o percurso, com finalidade de proteger a sanidade dos animais, sempre a critério da Comissão Organizadora.

Art.31 - Em todos os controles veterinários, os animais serão apresentados desencilhados, e responder de maneira espontânea ao solicitado pelos examinadores, salvo nos controles volantes quando será apresentado encilhado.

Art.32 - Para desqualificação de um animal em Posto de Controle Veterinário serão observadas as seguintes condições:

a) Nos controles intermediários deverá haver a concordância de pelo menos 2 (dois) veterinários.

b) Nos controles volantes, um único veterinário poderá decidir pela eliminação.

c) Nos controles finais, após a análise de seu Corpo Veterinário.

Art.33 - São fatores determinantes da desqualificação:

a) Freqüência cardíaca acima de 64 (sessenta e quatro) batimentos por minuto, após 30 minutos da chegada do animal no vet-check;

b) Manqueira visível;

c) Desordem do ritmo cardíaco ou ruído cardíaco;

d) Alterações respiratórias;

e) Desidratação;

f) Hipertermia;

g) Miopatias;

h) Ferimentos graves;

i) Constatação de “doping” ou medicação sem autorização;

j) Cólicas;

l) Congestão, e,

m) Fadiga e/ou desidratação.

Art. 34 - Para caracterização de estado de fadiga e/ou desidratação de um animal são considerados especialmente os seguintes sintomas:

a) Freqüência cardíaca não desce a níveis seguros (64 batimentos por minuto) em até trinta minutos após cessar o esforço;

b) A temperatura corporal atinge 40.5 graus Celsius;

c) Fadiga muscular aparente (tremores e/ou perda de coordenação motora – exaustão);

d) Anus e/ou pênis relaxados, com ausência de reflexos;

e) Cólicas;

f) Incapacidade de urinar ou urina escura;

g) Mucosa congesta ou cianótica, com cor vermelha escura ou azulada;

h) Gengivas secas;

i) Tempo de Preenchimento capilar muito lento;

j) Olhar vidrado (sem brilho);

l) Prega cutânea com retorno demorado;

m) Miopatia de esforço (endurecimento);

n) Flutter diafragmático.

Art.35 - No Posto de Controle Veterinário intermediário o concorrente deverá retomar seu percurso 45 minutos após a sua chegada, sendo esta marcação de tempo de inteira responsabilidade do cavaleiro.

X – Das Disposições Gerais

Art.36 - Serão considerados qualificados para efeitos de premiação e pontuação todos os cavalos que chegarem ao fim da prova sem terem sido eliminados no último exame veterinário após a chegada, tendo percorrido corretamente o percurso estabelecido.

Art.37 - Será classificado em 1º lugar o animal que ao final da prova apresentar a menor somatória de pontos perdidos, levando-se em conta a somatória dos pontos referentes aos PC’s de Tempo, Roteiro e, quando houver, Teste de velocidade. Em 2º lugar o que apresentar a 2ª menor somatória e assim sucessivamente.

Art.38 - No caso de empate entre dois ou mais animais o desempate se fará em favor do animal que:

a) Zerar o maior número de PC’s de Tempo.

b) O melhor desempenho no Teste de Velocidade (valendo para tanto o tempo obtido, até centésimos de segundo).

Art.39 - O cavaleiro participante deverá usar um colete numerado, fornecido pela Comissão Organizadora, que poderá conter referências a patrocinadores e organizadores da prova.

Art.40 - Os concorrentes deverão usar de cortesia durante a prova.  A Segurança de todos envolvidos e esportividade entre os participantes são esperadas. 

Art.41 - Em caso de erro de percurso, o participante deverá retomá-lo a partir do ponto onde iniciou o erro, sem compensação pelo tempo perdido, sendo sua responsabilidade permanecer na trilha correta.

Art.42 - Os animais que tiverem o hábito de escoicear devem ser identificados com uma fita vermelha na cauda.

Art.43 - Será feita uma preleção antes da prova para informar aos participantes sobre os objetivos do esporte, as características da prova, pontos de assistência para competidores, peculiaridades do percurso e infra-estrutura organizacional.

Art.44 - É recomendável para todos os concorrentes a utilização de capacete para sua proteção.

Art.45 - O júri tem autonomia para resolver os casos omissos neste Regulamento.

 

 

 

Anexo 3 -  ENDURO

 

Os animais Mangalarga Marchador participam do enduro oficial da CBH e o ranking na ABCCMM é formado com base nos resultados oficiais destes enduros. Portanto os conjuntos se baseiam no regulamento oficial da competição e no regulamento geral de eventos e SRG da ABCCMM.