
Departamento de Esportes
_________________________________________________________________________________________________________________________
CAMPEONATO
BRASILEIRO DE PROVAS FUNCIONAIS
Sobre a organização das provas pág.
2
Campeonato Brasileiro pág.
3
Regulamento Geral para Provas Funcionais pág.
6
Provas
de Pista
Três Tambores pág. 15
Seis Balizas pág. 16
Cinco
Tambores pág. 16
Team Penning pág. 17
Prova Funcional Mangalarga Marchador pág.
21
Provas
de Percurso
Cross pág.
25
Cavalgada Planilhada pág. 30
Enduro pág. 37
Organização dos
Campeonatos e Provas Funcionais
Realização - por
intermédio dos Núcleos. Os organizadores podem ser empresas contratadas,
criadores ou usuários do Mangalarga Marchador.
Modalidades – Prova Funcional
Mangalarga Marchador, Três Tambores,
Cinco Tambores, Seis Balizas, Team Pening, Cross, Cavalgada Planilhada, Enduro.
Ranking - Será
oficializado mediante o atendimento dos quesitos previstos no Regulamento Geral
para Modalidades Esportivas. O Departamento de Esportes fornecerá modelos para
fichas de inscrição, súmulas, formulários, etc. Cabe aos Núcleos e
Organizadores repassar as informações conforme
os modelos fornecidos, para bom funcionamento e acompanhamento do ranking.
Inscrições - Diretamente
com o organizador. Nos mesmos moldes das Exposições.
Pontuação – Após
o repasse das informações para ABCCMM e devida conferência serão oficializados
para figuração no ranking. Cada categoria, em cada modalidade, precisa de um
mínimo de cinco conjuntos inscritos.
Suporte ABCCMM - Os
Núcleos e organizadores contarão com a visita do coordenador do departamento de
Esportes quando da organização da primeira competição ou campeonato de uma ou
mais modalidades acima previstas, com o intuito de orientar sobre montagem de
pista, regulamento, bem como proferir palestras e treinamentos se necessário
for. A ABCCMM estará apoiando de diferentes formas as ações dos Núcleos para
realização das provas funcionais. Os Núcleos e ABCCMM devem manter diálogo
constante no que se refere à organização das provas e necessidades de cada
região.
Montagem das Pistas – Os
organizadores e promotores devem observar com atenção as necessidades e
quesitos de cada modalidade. Provas organizadas fora dos padrões técnicos e de segurança não serão
reconhecidas pela ABCCMM.
Cursos – Poderão
ser ministrados, a pedido dos Núcleos, cursos de preparação de cavalos e
cavaleiros para provas funcionais, de todas as modalidades.
Campeonato
Brasileiro de Provas Funcionais
ARTIGO
1 – CLASSIFICATÓRIAS
O
campeonato Brasileiro de Provas Funcionais do Mangalarga Marchador terá como
classificatórias os campeonatos regionais.
ARTIGO
2 – ORGANIZAÇÃO
Será
de inteira responsabilidade dos Núcleos, Clubes ou Organizadores, se enquadrar
e atender as questões previstas no REGULAMENTO GERAL DE PROVAS FUNCIONAIS, que
uma vez atendidas, permitirão que os eventos sejam oficializados e seus
resultados reconhecidos para fins de ranking, pontuando no Campeonato Brasileiro
de Provas Funcionais.
ARTIGO
3 – INSCRIÇÃO DE CAVALEIROS E CAVALOS
Poderão
participar das Provas Regionais e posteriormente das Provas Funcionais na
Nacional da raça Mangalarga Marchador, animais e cavaleiros nas seguintes
condições:
a) Animais: 1
- Registrados Mangalarga Marchador
2 – Só poderão ser montados, no máximo, 3(três) vezes
em um mesmo dia, e em categorias diferentes. Nunca na mesma categoria mais de
uma vez.
3 – Se um animal sem registro estiver presente em um
time ou dupla, será invalidado o resultado do time todo
ou da dupla.
4 – Demais questões devem atender ao Regulamento Geral
de Eventos da ABCCMM
b) Cavaleiros: 1
– Podem montar até 3(três) animais diferentes em uma mesma categoria.
2 – Ordem de participação poderá ser por sorteio ou
ordem de inscrição, a critério da organização, respeitando-se, no entanto, um
intervalo de no mínimo 3(três) apresentações entre um e outro.
ARTIGO
4 – CAMPEONATOS REGIONAIS
a) Os Campeonatos Regionais podem ser disputados em uma
ou mais etapas e cavaleiros que não participarem da(s) etapa(s) regionais podem
se classificar, durante a Nacional do Mangalarga Marchador, para disputar os
títulos nacionais. Em cada Campeonato Regional serão definidos os campeões de
cada categoria em suas respectivas modalidades.
ARTIGO
5 – CATEGORIAS
a) Nos Campeonatos Regionais as categorias são previstas
pelo Regulamento Geral de Provas
Funcionais. Cada categoria para ser oficializada deve ter um mínimo de 05 (cinco)
competidores.
b) Dos campeonatos Regionais, assim como àqueles que se classificarem
durante a Nacional do Mangalarga Marchador, os campeões de cada categoria, nas
respectivas modalidades, disputarão o título de Campeão dos campeões de sua
modalidade, na Nacional do Mangalarga Marchador e estes disputarão os títulos
máximos de Campeões Nacionais de cada modalidade.
c) Na Nacional do MM as categorias Infantil e
Kids, dos Campeonatos Regionais, serão
resumidas em apenas uma, para disputa dos Títulos de Campeão dos Campeões, ficando
assim:
-
Mirim - até 12 anos – Masculino e feminino – peso livre – Para competidores
com idade a partir de 12(doze) anos no
dia 01 de julho do ano hípico, ou
completar 13(treze) anos até 30 de junho do ano seguinte.
- Amador - Para competidores com idade a partir de 13 (treze) anos.
- Feminino - Para competidoras com idade a partir de 13 (treze) anos de idade e
que não sejam profissionais
- Aberta – Masculino e Feminino. Para quaisquer competidores, amadores ou
profissionais, com idade a partir de 13 (treze) anos.
ARTIGO
6 – TÍTULOS NACIONAIS
Na Nacional do Mangalarga Marchador, os títulos são
para o conjunto, cavalo e cavaleiro.
1) Campeão dos Campeões Mirim (até 12(doze) anos)
2) Campeão dos Campeões Amador (a partir de
13(treze)anos)
3) Campeão dos Campeões Feminino (a partir de
13(treze)anos)
4) Campeão dos Campeões Aberta (a partir de
13(treze)anos)
a) Os Campeões dos campeões de cada categoria vão
disputar os títulos máximos, que são:
1) Campeão Nacional Mangalarga Marchador de cada modalidade.
2) Durante a Nacional da raça, nas Provas Funcionais,
após a definição do campeão dos campeões de cada categoria, haverá uma
categoria única para cada modalidade, para cavalos e éguas, que definirá o
Campeão Nacional Funcional de cada modalidade, ou seja, Campeão Nacional
Mangalarga Marchador de Cross, Três Tambores, Team Pening e assim
respectivamente.

ARTIGO
7 – Premiações
Serão definidos e divulgados pela ABCCMM para os
títulos mencionados no Artigo – 6.
Regulamento
Geral para Provas Funcionais
ARTIGO
1 - REGULAMENTO GERAL DE COMPETIÇÕES OFICIAIS
DO
MANGALARGA MARCHADOR
Regulamento
da ABCCMM, para competições funcionais baseadas em critérios de velocidade
cronometrada, velocidade controlada, habilidade, precisão e potencial atlético.
Finalidade: Reunir cavaleiros,
usuários, competidores, criadores, proprietários e treinadores em competições
organizadas segundo os melhores padrões, exigindo o maior desempenho e
habilidade possível do conjunto cavalo - cavaleiro e levando em consideração,
primordialmente, o bem estar, respeito e proteção de todos os animais.
Parágrafo
1
Nas
competições regionais oficializadas pela ABCCMM
poderão participar animais controlados e com registro definitivo e que tenham
no mínimo 36 meses.
Parágrafo
2
Menores de Idade só poderão se
inscrever e competir com autorização e/ou termo de compromisso assinado pelos
pais ou responsáveis legais
ARTIGO
2 – CAVALEIROS / CATEGORIAS – IDADES - PESOS
Ter idade de 04 (quatro) a 08 (oito) anos no
dia 01 de julho do ano hípico, ou
completar 09(nove) anos até 30 de junho do ano
seguinte.
Ter idade de 09 (nove) a 12 (doze) anos no dia
01 de julho do ano hípico, ou
completar 14 (quatorze) anos até 30 de junho
do ano seguinte.
É considerado AMADOR, o competidor:
a) Que tenha acima de 13(treze) anos ou mais, no dia 01 de julho do
ano hípico.
b) Que não tenha julgado, apresentado, treinado, ensinado ou assistido
qualquer animal, direta ou indiretamente, visando remuneração ou qualquer
compensação, nos últimos cinco anos à sua participação.
c) Que possua a credencial de AMADOR da ABCCMM e esteja em dia com seu
credenciamento junto a mesma.
e) Que não tenha montado animal de terceiros com fins treinamento ou
remuneração
f) Que não preste falso testemunho para a condição de AMADOR.
Parágrafo primeiro – Todos os
competidores devem ingressar no recinto com documentos de identificação para
comprovação de dados
Parágrafo segundo – Todos os
competidores devem se apresentar munidos dos equipamentos de segurança que a
prova exigir, não se responsabilizando a promotora do evento, ou a coordenação
pela qualidade dos mesmos.
Parágrafo terceiro – Todo e
qualquer competidor menor de 18(dezoito) anos, deverá portar autorização dos
pais ou daqueles que forem legalmente resonsáveis pelo menor.
Parágrafo quarto – Cada cavalo
deverá possuir todos os certificados sanitários exigidos pelos Órgãos Oficiais
e documento de identificação que contenha sua resenha.
Parágrafo quinto – Em todas
as modalidades é necessário o mínimo
de 5(cinco) conjuntos inscritos para oficializar a categoria e pontuar
no ranking.
ARTIGO
3 - CRITÉRIOS DE DESCLASSIFICAÇÃO
1
– Não se apresentar munido dos equipamentos de segurança que a organização da
prova, ou modalidade da mesma, indique como necessário.
2
- Crueldade
3
- Falta de domínio (visivelmente apresentar dificuldade em dominar o animal,
colocando em risco a segurança)
4
- Desacatar a viva voz árbitros, Equipe Veterinária, monitores, fiscais,
membros da organização, diretores de prova e as decisões do Júri
5
– Denegrir a imagem da ABCCMM e/ou seu corpo diretivo
6 - Não comparecer a exames veterinários e inspeções quando solicitado
7
- Impedir exames veterinários e inspeções
8
- Constatação de uso de dopping
9
- Não usar capacete nas categorias onde seja obrigatório e previsto nesse
regulamento
10
- Consumo de bebida alcoólica antes e durante a prova
11
- O uso de qualquer medicamento ou droga de uso parenteral. Medicamentos de uso
externo poderão ser usados apenas com autorização prévia dos veterinários e
este fato dever ser anotado na ficha veterinária
12
– Claudicação (Manqueira)
13
– Desidratação
14
- Hipertermia – acima de 39,5º.
15
- Feridas importantes 16 - Cortes profundos
17
– Cólica
18
- Contratura muscular localizada (cãibras)
19-
Fadiga
ARTIGO
4 - DISCIPLINA
a) Obediência e
respeito ao regulamento
b) Não incitar
competidores ou público em geral
c) Não fazer
gestos de ofensa e proferir palavrões dentro do recinto de competições.
d) Não denegrir
a imagem da ABCCMM e/ou seu corpo directivo, bem
como aos
organizadores
da competição
e) Não tomar
atitude antiesportiva dentro da pista ou do recinto.
ARTIGO
5 - PENALIDADE I
O competidor,
o proprietário ou o treinador será multado pela secretaria da prova, o equivalente
a uma inscrição do evento que estiver participando, quando:
a) Adentrar na
pista sem autorização do juiz de prova, antes do início da competição ou
a qualquer
momento;
b) Após cruzar o
marcador, por erro de percurso ou desistência de completar a prova,
ULTRAPASSAR o tempo de 01
(um) minuto para DEIXAR A PISTA.
ARTIGO
6 - PENALIDADE II
Nas provas
os conjuntos serão penalizados por cada falta cometida, conforme tabelas
específica previstas em cada modalidade.
# Derrubar tambor ou baliza – consiste em tocar
sua lateral no solo. Deslocar da base original representa a mesma penalização.
Tanto a baliza quanto o tambor podem ser
tocados pelo competidor, desde que não se mova além de sua base original.
Parágrafo Primeiro -
Caso o equipamento de cronometro ou foto-célula
falhar durante apresentação de um ou mais competidores, terão autorização para
apresentar-se novamente e imediatamente após o ocorrido ou no final da
categoria.
Parágrafo Segundo -
Será exigida uma nova apresentação de toda a categoria, se por motivos de força maior, o layout da pista ou do percurso
for alterado.
ARTIGO
7 – REGULAMENTO GERAL DE EVENTOS
As
competições oficializadas pela ABCCMM, devem ter como diretriz principal, os
critérios do Regulamento Geral de Eventos da Associação, obedecendo ao ano
hípico, ou seja, de 01 de julho a 30 de junho do ano seguinte.
ARTIGO
8 - ORDEM DE CATEGORIA E LARGADA
A ordem de
largada em toda e qualquer competição será feita por sorteio manual, ou automatizado,
ou por ordem de inscrição, a critério da Organização.
A ordem de categoria
será definida a critério da Organização de forma a atender o que for necessário
para o melhor andamento do evento.
Parágrafo primeiro – Quando for permitida a participação de um
cavaleiro com mais de uma montaria, ou quando a prova permitir que uma mesma
montaria sirva a mais de um equitador, será garantido um espaço mínimo de
3(três) competidores entre uma participação e outra – tanto do cavaleiro,
quanto do animal, conforme o caso. Não havendo número de competidores a direção
da prova concedará um tempo equivalente.
ARTIGO
9 - ORDEM DE MODALIDADE
Quando em um mesmo evento acontecerem a
realização de duas ou mais modalidades esportivas a ordem de realização
será definida a critério da Organização de forma a atender o que for necessário
para o melhor andamento do evento. No caso de disponibilidade de pista ou
percurso para realização de duas ou mais modalidades simultaneamente, fica a
critério da Organização decidir sobre a
realização, desde que disponha de todos os recursos para tal.
ARTIGO
10 - EVENTOS
Podem ser oficializados pela ABCCMM os
seguintes eventos, desde que sejam atendidas e respeitadas as questões
estatutárias e de regulamentos da Associação, legislações vigentes e que seja
uma modalidade oficialmente reconhecida.
I – Provas regionais isoladas
II – Campeonatos Regionais
III – Provas independentes durante a Nacional
do Mangalarga Marchador, na classificação para disputa dos título nacionais.
Parágrafo Primeiro - Desempates
Em campeonatos, quando houver empate, o
desempate é feito por assiduidade do conjunto, permanecendo o empate, o segundo
critério é pela melhor média dos tempos obtidos no campeonato. Nas etapas os
conjuntos receberão o mesmo número de pontos dividindo entre si a premiação. Os
troféus são entregues na etapa posterior, permanecendo válido a colocação e o tempo
do competidor subsequente e assim sucessivamente.
ARTIGO 11 - INFRA-ESTRUTURA
Os eventos oficializados
pela ABCCMM, devem atender as
seguintes exigências:
1) Provas
cronometradas
a)
Pista
plana e tecnicamente em boas condições, piso de areia ou similar, com
aderência
suficiente para melhor performance possível dos conjuntos e que tenha medida
suficiente
para realização da competição, sendo a medida oficial para provas
cronometradas,
90x40m.
b)
Que
os reparos sejam feitos em no máximo a cada 15 (quinze) passadas.
c)
Acomodações
para o público com infra-estrutura completa e de qualidade.
d) Área de
aquecimento para os conjuntos, com piso adequado
e)
Estrutura adequada e saudável para os animais com
água à vontade, limpa, bem servida e de boa qualidade e com espaço suficiente
para boa acomodação.
f)
Outras
que a ABCCMM julgar necessárias.
2) Provas de Percurso
a)
Percurso
reconhecido e definido antecipadamente pelos organizadores
b)
Informações sobre dificuldades inerentes ao
percurso estando este dentro dos padrões equestres geralmente aceitros
c)
Acomodações
para o público com infra-estrutura completa e de qualidade.
d)
Estrutura adequada e saudável para os animais com
água à vontade, limpa, bem servida e de boa qualidade e com espaço suficiente
para boa acomodação.
e)
Outras
que a ABCCMM julgar necessárias.
Artigo 12 – PONTUAÇÃO E RANKING
Nas
competições regionais os conjuntos pontuarão, para efeito de ranking conforme a
tabela à seguir:

Parágrafo Primeiro – O ranking é
anual. Cavaleiros e cavalos terão
ranking distintos.
ARTIGO
13 - SUBSTITUIÇÃO DE ANIMAIS E CAVALEIROS
a) Em uma competição isolada ou etapa de
campeonato, a substituição deve ser comunicada, por escrito, com pelo menos uma
hora de antecedência a hora marcada para o início.
b) Após iniciada a competição não é permitida a
substituição do animal na etapa ou prova. Caso isso aconteça o conjunto será
desclassificado.
c) Para efetivação da pontuação serão
considerados o conjunto – cavalo e cavaleiro.
d) O cavaleiro poderá, em etapas distintas,
montar cavalos diferentes
e) A pontuação no ranking considera o cavaleiro e
o cavalo separadamente
ARTIGO
14 - EXAME ANTI-DOPPING
Após a prova, a qualquer momento, a
Organização poderá colher material dos animais para exame antidoping.
Parágrafo Primeiro - O animal que constatar o dopping:
a) Perderá as suas classificações e premiações no evento e não poderá
competir mais no campeonato vigente.
b) Será suspenso por 180(Cento
e oitenta) dias, a partir da data da constatação, de todas as competições
oficiais. Suspensão válida para o cavalo, cavaleiro e treinador .
ARTIGO
15 - OFICIALIZAÇÃO DE PROVA
Toda competição, para ser oficializada, deverá
ter a presença do técnico do
Departamento de Esportes da ABCCMM ou
outro nomeado. Estes poderão verificar
todas as questões previstas no regulamento, condições e aspectos técnicos
inerentes aos competidores, animais e regulamento da ABCCMM. Este fiscal não poderá interferir, nem decidir sobre as
considerações do árbitro ou resultado das mesmas, cabendo a ABCCMM reconhecer
ou anular o resultado, caso se constate alguma irregularidade na realização do evento.
ARTIGO
16 - FILIADO
O competidor ou cavalo que estiver em débito
com a ABCCMM por qualquer motivo,
inclusive por multas, só terá sua pontuação reconhecida após a quitação do
débito, devidamente corrigido, de acordo com as normas estatutárias e
regulamentares da ABCCMM. Premiações
só srão pagas após a regularização.
ARTIGO
17 - AUXÍLIO AO COMPETIDOR
Nenhum competidor poderá ser auxiliado por uma
pessoa dentro da pista ou percurso, exceto as categorias Infantil, Kids e portadores de necessidades especiais.
ARTIGO
18- MADRINHADORES
Na categoria Infantil e Kids, os organizadores do evento deverão previamente
estabelecer 2
(dois) cavaleiros adultos e práticos para
auxiliar na segurança dos conjuntos, em caso de competições em pista.
ARTIGO
19 - QUANTIDADE DE ANIMAIS
Cada cavaleiro pode participar com até 3(três) animais na categoria a que pertence. Isso
em qualquer categoria e modalidade.
Parágrafo Primeiro -
Somente na categoria Infantil e Kids um mesmo animal pode participar até 03(três) vezes.
Parágrafo Segundo -
Cada animal pode competir até 03 (Três) vezes em
cada dia, desde que em categorias diferentes.
ARTIGO
20 - EQUIPAMENTOS DE PISTA
São previstos nos Artigos 36 e 37 para as
respectivas modalidades. É responsabilidade da Promotora do Evento e
Organizador providenciar todos os equipamentos e recursos necessários ao bom
funcionamento da competição em todos os seus aspectos.
ARTIGO
21 – CRONOMETRAGEM E FOTOCÉLULA NAS
PROVAS
A linha de partida e chegada deverá ser bem
demarcada e nela instalada o equipamento de
foto-célula. O espaçamento entre os aparelhos
de foto-célula deverá ser de no mínimo10 (dez) metros.
Uso de painel eletrônico ou impressora de
tempos também é recomendado.
No caso de uso de cronômetros o tempo do
competidor deve ser divulgado a cada passagem e devem ser utilizados no mínimo
02(dois) cronômetros.
ARTIGO
22 - SAT (Sem Aproveitamento Técnico)
Critérios de ausência de
aproveitamento técnico dos conjuntos:
a) Queda do Cavaleiro.
b) Erro de Percurso.
c) Chicotear, esporear, ou bater de qualquer forma à frente da
barrigueira do animal.
d) O animal que apresentar sangramento em qualquer parte do corpo a
qualquer momento da competição.
e) Não se apresentar para inspeção.
f) Não retirar a embocadura do animal, quando solicitado.
g) Apresentar-se montado para inspeção.
h) Ultrapassar o tempo
de um minuto para iniciar sua apresentação, o que vale para
todas as categorias.
i) Diminuir propositadamente a velocidade de seu animal,
caracterizando a desistência da prova.
j) Usar trajes em desacordo com o regulamento.
k) Usar equipamentos não regulamentados.
l) Quebra de qualquer equipamento que impeça a realização da prova.
m) Fazer gestos de ofensa e proferir palavrões dentro do recinto de
competições.
n) Denegrir a imagem da ABCCMM, do seu corpo diretivo, organizadores e parceiros.
o) Competir preso à sela ou ao animal
ARTIGO
23 - EXCLUSÃO DE COMPETIDOR
O juiz poderá excluir um competidor de uma
etapa se:
a) Tomar atitude antiesportiva dentro da pista, percurso ou do
recinto.
b) Destratar o(s) juiz (es) ou membros da organização
c) Ingerir e/ou apresentar-se sobre influência de bebidas alcoólicas
d) Maltratar seu animal ou outro qualquer, dentro da pista, percurso
ou recinto.
Parágrafo Primeiro -
Caberá aos Organizadores da competição a decisão de excluir o competidor do campeonato.
ARTIGO
24 - PERMISSÃO DE AUXILIARES
Somente o juiz da prova pode determinar e/ou
aprovar seus auxiliares e dará permissão aos mesmos nos trabalhos a serem
desempenhados. Cabe ao Juiz substituir um auxiliar durante a competição caso
considere necessário ao bom andamento e integridade do evento.
ARTIGO
25 – TRAJES
É obrigatório o uso de traje apropriado: bota
ou botina, camisa, calça jeans ou culote de equitação, chapéu ou boné,
capacete(nas categorias onde seja obrigatório).
Quando o cavaleiro se apresentar na pista,
deve estar devidamente trajado, com camisa abotoada ou camiseta, passada dentro
da calça. É permitido o uso de boné, exceto os conjuntos pertencentes à
categorias que participam usando capacetes.
ARTIGO
26 - EQUIPAMENTOS E EMBOCADURAS
É permitido o uso de todo e qualquer
equipamento ou embocadura, observado o Parágrafo
Primeiro deste artigo.
Parágrafo Primeiro - Equipamentos
proibidos
a) Barbelas de arame ou torcidas, mesmo as protegidas;
b) Quaisquer artifícios cortantes ou perfurantes
c) Selas, peitorais, barrigueiras, freios, bridões e quaisquer equipamentos
que machuquem os animais
d) Todos os freios devem ser usados com barbela e esta ajustada à
mandíbula do animal, com
folga.
ARTIGO
27 - RESPONSABILIDADES DOS JUÍZES
Parágrafo Primeiro - O juiz deverá em qualquer ocasião agir de
forma profissional e imparcial. Deverá apresentar-se no local do evento pelo
menos uma hora antes do início da competição.
Parágrafo Segundo - Usar traje típico, regional, western, ou
oficial da ABCCMM. Cumprir com suas
responsabilidades e auxiliar os organizadores do evento até o final dos
trabalhos.
Parágrafo Terceiro - Responsabilizar-se pelo cômputo do número
correto de animais inscritos, bem como apuração e registro das pontuações.
Parágrafo Quarto - A decisão do juiz é soberana em todos os casos
que afetem o mérito dos animais e cavaleiros e pode ordenar a retirada de
qualquer pessoa ou animal da competição, por conduta antiesportiva, inadequada, atos de crueldade ao animal ou
que julgue não estar cumprindo este regulamento.
Parágrafo Quinto - O JUIZ NÃO PODE:
a) Julgar animal de sua propriedade, ou de quem recebeu ou receba
salário, comissão ou
qualquer espécie de remuneração, por venda ou
compra de animais para esse indivíduo, no
período de até seis meses anterior ao evento.
b) Julgar animais que sejam apresentados por seus ascendentes,
descendentes e colaterais.
c) Atuar por mais de 2 (dois anos) consecutivos em todas as etapas de
um mesmo campeonato.
d) Interferir de forma decisiva na disposição da pista de competição,
bem como dos equipamentos que dela fizerem parte.
ARTIGO
28 – APELAÇÕES
a) Toda e qualquer “apelação” deverá ser feita por escrito à Organização
da competição mediante uma taxa de R$100,00(cem reais) que será devolvida se, e
somente se, o julgamento for favorável ao apelador. As partes envolvidas
deverão comparecer à audiência durante a competição. O Júri de apelação é
composto por um membro da Organização e dois competidores nomeados e aprovados
pela Organização, desde que não estejam envolvidos na causa da apelação.
b) Todo e qualquer assunto a ser comunicado ao juiz deverá ser
primeiramente dirigido ao diretor de provas.
ARTIGO
29 - CONDUTA PROIBIDA
É considerada conduta proibida, inflar
categorias com inscrições inexistentes e/ou pagar para
estranhos qualquer valor.
ARTIGO
30 - CONHECIMENTO DO REGULAMENTO
Todo associado, afiliado ou não a ABCCMM, que esteja presente no recinto
e/ou competindo,
deverá ter pleno conhecimento deste
regulamento.
ARTIGO
31 - DEVOLUÇÃO DE PREMIAÇÃO E TROFÉU
O competidor que por qualquer motivo for
obrigado a devolver a premiação e/ ou troféu, e não o fizer, não poderá se
inscrever em nenhuma competição esportiva oficializada pela ABCCMM até que regularize sua situação.
ARTIGO
32 - DISPOSIÇÕES GERAIS
a) Menores de idade só poderão competir com
autorização assinada pelos pais ou responsáveis legais
b) ATENÇÃO: O(s) veterinário(s) que estão a serviço
só estarão disponíveis, durante a competição, para as aferições e itens
previstos no regulamento, sendo de inteira responsabilidade dos competidores,
proprietários e respectivas equipes de apoio, providenciar veterinários
desvinculados da Organização para atendimentos de urgência, emergência ou
quaisquer que sejam. Qualquer atendimento veterinário será de inteira
responsabilidade dos competidores bem como pagar pelos medicamentos, recursos
utilizados e serviços prestados.
c) O Júri tem autonomia para resolver os
casos omissos deste regulamento.
d) Tratadores e cavalariços não poderão
montar no recinto do evento, podendo, porém, conduzir os cavalos na guia. O
aquecimento dos animais deve ser feito pelo competidor.
e)
Reconhecimento de pista: será permitido a critério da Organização e será
encerrado com antecedência mínima de 20 minutos em provas de pista e 60 minutos
em provas de percurso
f) Em caso de
premiações incrementadas por patrocinadores a Organização se reserva o direito
aprovar ou reprovar o material a ser veiculado e que por ventura possam gerar
quaisquer constrangimentos ou conflitos; o material a ser veiculado pelos
patrocinadores tem que passar por prévia análise e aprovação da ABCCMM
g) Inscrições: Estarão abertas a partir
da data de divulgação do evento e serão realizadas junto ao Organizador. Nas
Fichas de inscrição devem conter as informações mínimas obrigatórias, que são:
1.
Nome do
cavaleiro e nome do treinador (se tiver)
2.
Sexo
3.
Data de
nascimento
4.
Categoria
5.
Endereço,
telefone, email
6.
Nome do cavalo
idêntico ao registro
7.
Sexo
8.
Data de
nascimento
9.
Nº registro:
10.
Pelagem
11.
Exames de AIE e
Mormo anexos
h) Os organizadores se responsabilizam inteiramente pelos recursos
materiais, animais, e quaisquer outros, bem como por quaisquer acontecimentos
decorrentes da realização do evento.
i) As competições serão oficializadas uma vez que atendam a este
regulamento e ao Regulamento Geral de Eventos e devem contar com a presença de
um técnico da ABCCMM
j) Em qualquer categorias, para ser
oficializada, é necessário um mínimo de 5 conjuntos inscritos
L) É proibido aos membros da
organização competir em quaisquer categorias de quasiquer modalidades.
Artigo
33 - CASOS OMISSOS
Casos omissos serão resolvidos pela comissão organizadora e as
resoluções tomadas deverão estar em conformidade com o Regulamento Geral de eventos da ABCCMM
Parágrafo Primeiro; As regras estão sujeitas
a mudanças a qualquer tempo para melhor atender aos seus membros e competidores.
Artigo 34
– MODALIDADES
São reconhecidas e
oficializadas pela ABCCMM, além da Prova Funcional integrante do
Campeonato Marchador Ideal, as seguintes
modalidades:
1) Provas de Pista
a)
Três Tambores
b)
Seis Balizas
c)
Cinco Tambores
d)
Team Pening
e)
Prova Funcional Mangalarga Marchador
# Outras modalidades
poderão ser reconhecidas pela ABCCMM uma vez que tenham mérito e sejam de
interesse dos associados.
2) Provas de Percurso
f)
Cavalgada planilhada
g)
Cross(somente velocidade controlada)
h)
Enduro
# Outras modalidades
poderão ser reconhecidas pela ABCCMM uma vez que tenham mérito e sejam de
interesse dos associados.
ARTIGO 35
– ORGANIZAÇÃO DAS PROVAS
Devem ser previstos e providenciados pelos
organizadores todos os recursos próprios de cada modalidade, bem como àqueles
que sejam necessários ao bem estar de cavaleiros, cavalos e público presente.
# Membros da
organização não podem competir em nenhuma modalidade.
ARTIGO 36
– PROVAS DE PISTA – CRONOMETRADAS
·
Anexo 1 – Três tambores
·
Anexo 2 – Seis balizas
·
Anexo 3 – Cinco Tambores
·
Anexo 4 – Team Pening
·
Anexo 5 – Prova Funcional Mangalarga Marchador
Anexo 1 - TRÊS TAMBORES
Deverá ter a medida exata, conforme diagrama (anexo 1), podendo ser reduzido
em caso de pistas que não comportem a raia oficial. O competidor deverá
contornar o tambor 1 pela esquerda do mesmo, em direção ao tambor 2,
contornando-o pela direita, dirigindo-se ao último, contornando-o também pela
direita, retornando até passar o marcador de tempo. O percurso pode ser
realizado no sentido inverso, a critério do competidor.
1A)Equipamentos: Três Tambores, de 200 (duzentos) litros, vazios, tampados, pintados,, livres do
solo, em pé e com as bordas superiores protegidas, encapados ou não.
1B) Linha de partida/chegada: É permitida a
largada a todo galope, a contagem do tempo inicia-se no momento em que o
focinho do animal cruza a linha de partida, encerrando-se a contagem no retorno
do animal, no momento em que o focinho do mesmo cruzar a linha de chegada.
|
Penalizações Três Tambores |
Faltas |
|
Derrubar o tambor |
01
P.O. |
|
Desclocar o tambor de sua base original |
01
P.O. |
|
Erro de Percurso |
Desclass. |
|
Derrubar equipamento
de fotocélula |
Desclass. |
Anexo 2 - SEIS BALIZAS
Deverá ter a medida exata, conforme diagrama (anexo 2).
Consiste na colocação de uma baliza a cada
outra, a partir da linha de largada, no total
de 6(seis), conforme diagrama abaixo. O
competidor dará início a sua apresentação pela
baliza localizada ao fundo da pista,
trabalhando pela direita ou pela esquerda.
2A) Equipamentos: Tubo de metal
de no máximo 30cm,soldado ou aparafusado em uma base de panela de freio,
de automóveis de passeio médio ou material ferroso no mesmo formato. Prolongada
com perfil de PVC rígido de ¾ de polegada, branco, que poderá ser pintado ou
adesivado, medindo de 1,80m a 2,0m e sem emenda.
2B) Linha de partida/chegada: É permitida a
largada a todo galope, a contagem do tempo inicia-se no momento em que o
focinho do animal cruza a linha de partida, encerrando-se a contagem no retorno
do animal, no momento em que o focinho do mesmo cruzar a linha de chegada.
|
Penalizações Baliza |
Faltas |
|
Derrubar baliza |
01
P.O. |
|
Deslocar a baliza de sua base original |
01
P.O. |
|
Erro de Percurso |
Desclass. |
|
Derrubar equipamento
de fotocélula |
Desclass. |
|
|
|
Anexo 3
- CINCO TAMBORES
Deverá ter a medida exata, conforme o diagrama (anexo 3), podendo ser modificado
em caso de pistas que não comportem a raia oficial.
O percurso deve ser realizado conforme
exemplificado no diagrama
3A) Inicia-se a competição com uma fase classificatória,
com uma passada individual de cada conjunto, os quais serão utilizadas como critério
para próxima passada, em duplas.
3B) Os melhores tempos escolhem, nas
corridas em dupla, o lado que querem correr.
3C) Na formação das
duplas serão usados: dois, quatro, oito, desesseis, trinta e dois, segundo o
número máximo de concorrentes na fase classificatória e de acordo com o
critério adotado pela comissão organizadora, sendo, no máximo de trinta e dois concorrentes. AS
duplas são formadas entre os menores e maiores tempos, ou seja, a primeira
duppla a se apresentar é o menor tempo com o maior tempo, da fase
classificatória, e assim sucessivamente.
3D) No caso de um dos
competidores cometerem falta, esta deve ser acrescida no tempo da sua passada,
para cálculo final na definição do vencedor da passada.
|
Penalizações
Cinco Tambores |
Faltas |
|
Derrubar
o tambor |
01
P.O. |
|
Deslocar
o tambor de sua base original |
01
P.O. |
|
Erro
de Percurso |
Desclass. |
Anexo 4 -
TEAM PENNING
4A)
DISPOSIÇÕES GERAIS
1) Não são
permitidos “trios mistos” formados por
conjuntos com cavalos registrados e sem registro.
2) Em ocorrendo um acidente durante as
provas, ou enfermidade grave, ou motivo de força maior(particular) que
impossibilite um dos competidores de continuar disputando o campeonato, após a
comprovação do fato, feita através de documento idôneo e reconhecido pela
Organização, o trio poderá substituir tal competidor por outro, por quantas
etapas forem necessárias, mantendo-se e somando-se os pontos conquistados
até então pelo trio;
§ 1º:- Na hipótese de ocorrer o previsto neste
artigo, somente um competidor poderá ser substituído durante o campeonato e
apenas uma vez por trio durante todo o campeonato
§2º:- Após o período de convalescença, o competidor
substituído poderá retornar a competição, no lugar do substituto.
§ 3º. A substituição por motivo particular
não poderá se dar na última etapa, devendo o trio manter sua formação original,
sendo que se um dos competidores do trio não puder comparecer, o trio perderá
seu direito de disputar, classificando-se em seu lugar, o trio
classificado logo a seguir.
§ 4º. Em hipótese alguma poderá ocorrer a
substituição de 2 (dois) competidores do trio original; Considera-se nesse
caso como trio original, a formação do mesmo quando da primeira inscrição
no campeonato.
§ 5º:- A substituição de um competidor deverá ser comunicada à Organização com antecedência
mínima de 60 (sessenta) minutos antes do início da categoria;
3) A boiada
deverá obrigatoriamente estar centralizada no fundo da pista, amparada por
2 competidores, antes da liberação da pista, e estes deverão se retirar
pelas laterais após o locutor anunciar o número para o próximo time
4) Os
competidores devem esperar a sinalização do Bandeirinha liberando o uso da
pista.
5) O trio
competidor será informado através do serviço de som, que a pista esta
“liberada”, bem como sobre o número dos bois a serem encurralados.
6)
O
tempo de prova se iniciará, quando o focinho do 1º cavalo cruzar a linha
de partida, sendo que neste momento, será acionada automaticamente a
foto-célula ou os cronômetros. O auxiliar baixará sua bandeira indicando também
o início da contagem de tempo do trio.
7) Em ocorrendo a pane
da foto-célula ou da cronometragem, durante a passagem de um trio, ao mesmo
será dado o direito de passar novamente no final da apresentação dos demais
trios.
8) O Locutor poderá transmitir um aviso
ao trio que estiver trabalhando na pista, através do serviço de som sobre o
tempo restante na cronometragem
9) O trio ou um
dos competidores poderá pedir o término da passada e a computação do tempo,
levantando um dos braços acima da linha da cabeça, quando encurralar “por
inteiro” um, dois ou três bois corretos e o focinho do cavalo do primeiro
cavaleiro que adentrar ao curral tenha ultrapassado a linha de entrada, sendo
que nesse momento os cronômetros serão travados e o tempo se dará pelo
cronômetro do Juiz da Prova;
§ único:- No
transcorrer da passada e antes de encurralar algum boi, um dos
competidores do trio poderá desistir da passada, sinalizando para o Juiz;
10) Quando o
competidor pedir o tempo, levantando um dos braços, todos os bois que não
constituem o número a serem encurralados, deverão estar além da linha de
largada, onde se localiza o auxiliar com a bandeira.
§ único:- Os bois que
correspondem ao número correto, poderão estar aquém da linha de largada, mesmo
que fora do curral, quando o competidor pedir a paralização do cronometro
11) Caso um animal abandone a pista, seja
pulando a cerca, seja passando através dela, desde que não
ocasionado por brutalidade desnecessária, será concedido uma nova
passagem, no final daquela boiada, ficando essa decisão à critério exclusivo do
Juiz da Prova.
12) Os competidores ficam
comprometidos com a prova, tão logo adentrem a pista e ao iniciarem os
trabalhos, ficam comprometidos com os bois e responsáveis pelos animais.
13) Antes que qualquer membro da equipe
comece a trabalhar o gado, um componente do trio tem a faculdade de parar
e solicitar a decisão do juiz, nos seguintes casos:
a) Se na sua opinião haja um animal ferido ou
imprestável em meio aos bois numerados e ao trio foi sorteado;
b) Se um ou mais bois desgarrarem antes da
saída dos competidores que centralizam a boiada ou um ou mais bois forem
conduzidos pelo(s) competidor(es) que centralizam a boiada;
14) Faculta-se
ao competidor erguer os braços, emitir sons e gritos, tocar o cavalo
com rédeas, ou chicotes desde que o faça
habilmente com sentido de ajudar o cavalo a realizar a tarefa, não podendo, no
entanto, usar de violência;
15) A queda do cavalo e/ou cavaleiro não
desclassifica o trio, nem tampouco os cronômetros são travados, exceto se o
competidor trabalhar sem estar montado.
16) Se por qualquer
motivo o trio não vier a participar da passagem, após a ordem de chamada
já ter sido sorteada e o número dos bois tenha sido divulgado, estes bois não
poderão ser utilizados para os trios seguintes, daquela bateria,
evitando-se alterações na ordem de chamada para outros competidores.
17) Os
números afixados nos bois, deverão ter no mínimo
§ 1º:- Os números devem ser
afixados em ambos os flancos (lados) do animal, bem no alto de suas laterais,
com a parte superior próxima a linha do dorso do animal, entre a espádua e a
anca;
§ 2º:- A ordem de entrada
dos competidores poderá ser por sorteio, ou ordem de inscrição e será divulgada
antes do início da prova e o sorteio do número dos bois serão realizados pela
secretaria da mesa julgadora, após a entrada do trio concorrente na pista;
§ 3º:- Se o trio receber
um número, que já tenha sido utilizado por 2 (duas) vezes, dentro de
determinado rebanho, terá que ser dada imediatamente uma repetição da prova,
com o uso do número correto dentro do mesmo rebanho;
§ 4º:- Se o erro não for
detectado até a saída do trio da pista, o mesmo perderá o direito a nova
passagem, considerando-se valido a passagem e o tempo conseguido;
§ 5º:- Veda-se a repetição
imediata do mesmo número já sorteado, sendo que se porventura ocorrer será
feito novo sorteio para o trio em pista.
18) O número ideal de bois por rebanho ou
boiada é de 30 (trinta) cabeças, sendo tolerado no máximo 45 (quarenta e
cinco) cabeças e o mínimo de 18 (dezoito) cabeças;
§
1º:-
Todo gado que fizer parte do rebanho, deve ser numerado em grupo de 3
(três);
§
2º:-
Deverá haver 3 (três) cabeças de gado dentro da boiada, assinalas com números
idênticos, para cada trio competidor, à medida que cada nova equipe inicie uma
passagem;
§
3º:-
Deverá haver sempre o mesmo número de bois, em cada boiada utilizada em
uma bateria;
§
4º:-
Caso haja mais ou menos de 3 (três) bois com números idênticos dentro da
boiada, será determinado que o trio faça nova passagem ao final da boiada;
§
5º:-
Em ocorrendo o acima previsto aos trios que atuarem dentro da mencionada
boiada, que foi incorretamente contada e numerada, continuarão os mesmos.
19) O gado
poderá ser reutilizado por 2 (duas) vezes, dentro de uma rodada de uma divisão
(classe).
20)
Se
um dos bois perder(em) o(s) número(s) (fitas), deverá(ão) ser recolocado(s) ou
substituído(s) por outro(s) pertencente(s) ao lote de bois reservas com o(s)
mesmo(s) número(s) perdido(s);
21)
Ocorrendo
problema veterinário com os bois, serão examinados, mesmo que superficialmente
e a critério do examinador poderá determinar a substituição pelos bois
reservas, permanecendo o mesmo número do substituído. O examinador deve ser uma
pessoa nomeada pela organização;
22) É vedada a
presença sobre o palanque do júri, de pessoas que não pertençam a Organização
ou ABCCMM.
23) Casos omissos
serão julgados pela organização
24) O organizador
se responsabiliza inteiramente pelos recursos, sejam materiais ou animais,
utilizados no evento
4B)
CATEGORIAS
Categoria
única.
4C)
CLASSIFICAÇÃO
ETAPA
1) Para se classificarem os trios de
todas as categorias deverão apartar 3 (três) bois identificados com
números ou cores iguais, dentro do rebanho e confiná-los no curral,
no tempo máximo de
2) As classificações dos trios nas
etapas se darão pelo menor tempo cronometrado de 1(uma) passadas. Poderá ser autorizado pela
organização uma segunda passada, descartando-se a outra, de maior tempo, que
será desprezada, considerando-se como não existente, exceto se ocorrer o empate
previsto adiante;
3) Em todas as categorias os trios
deverão encurralar 3 (três) bois e vencerá o trio que conseguir fazê-lo no
menor tempo, desprezando-se os demais, exceto no caso de empate, inclusive
em relação a pontuação da etapa, ou seja, a pontuação automaticamente sobe
para o próximo trio, não ficando em aberto nenhuma classificação.
4) Nas passadas em que o trio não
encurralar nenhum boi ou for desclassificado, será computado zero (0) boi
e tempo de 120 segundos para a os trios.
5) O trio não poderá obter 2 (duas) ou
mais classificações na etapa e dentro da mesma categoria, bem como não poderá
receber mais de uma premiação em espécie, troféus e medalhas, sendo estes
automaticamente repassados ao trio classificado subsequentemente.
4D)
CLASSIFICAÇÃO CAMPEONATO
1)
Somente
terão seus pontos computados para apuração da classificação final do
campeonato, em todas as categorias, os trios compostos por conjuntos com
cavalos registrados ou controlados
§
único:-
Ocorrendo o previsto neste artigo, os pontos conquistados pelo trio que não não
serão computados, classificando-se os trios subsequentes, seguindo a ordem de
classificação.
2) Ocorrendo o
empate no campeonato, o desempate para apurar-se a classificação final, se
dará na ordem dos seguintes critérios:-
a)– Pelo maior número de participações nas etapas, excluindo-se para esse fim,
as participações em que o trio tenha sido eliminado ou desistido;
b)- Pela melhor classificação conquistada nas pistas, ou seja,
do 1º
ao 5º lugares;
c) Passada de desempate
3) Cada trio poderá fazer até 1(uma)
inscrição por prova, podendo esta quantidade ser aumentada, a critério da
Organização, de acordo com a disponibilidade de recursos na competição.
4) A classificação final se dará
pela maior quantidade de bois encurralados, no menor tempo médio das 2 (duas)
melhores passadas,(quando houver mais de uma)
4E)
ORGANIZAÇÃO DAS ETAPAS
1)
Pista cercada com altura de 1,50m, e dimensão
de 40 x 90m.
2)
Currais suficientes para o bom manejo das
boiadas com água à disposição dos animais e brete ou seringa estreita, para
contenção dos bois e fixação de números;
3) Boiada
suficiente para a realização da etapa, a qual deverá girar entre
4)
Juiz e um bandeira auxiliar;
5) Bandeira de
sinalização;
6)
Equipamento
de cronometragem (mínimo de 2 cronômetros);
7) Material de
identificação dos bois;
8) Cal para
demarcação
1)
Se o trio não se apresentar completo na
pista, após um (1) minuto do chamado
2) Se o trio
exceder ao tempo máximo de 3(três) minutos para completar a prova
3) Se o(s)
competidor(es) ao terminarem sua passada, antes de sair da pista não
centralizarem a boiada no fundo, aguardando o anuncio do número para o próximo
time.
4) Se os
competidores encarregados de centralizarem a boiada no fundo da pista,
abandoná-la antes que o locutor anuncie o número dos bois do trio
seguinte;
5) Se durante
os trabalhos de um trio, animais estranhos a esse trio, tais como eqüinos,
caninos e outros, pertencentes a outro competidor, venham por qualquer motivo
prejudicar a passagem de trio concorrente. O trio do proprietário dos mesmos
será desclassificado
6) Se o
competidor levantar o braço pedindo tempo, antes que o(s) boi(s) que não
corresponde(m) ao número correto, tenha(m) ultrapassado “por inteiro” a linha
de partida ou estouro;
7) Se o trio
pedir tempo, mas houver encurralado qualquer boi com o número errado;
8) Se 5 (cinco)
ou mais bois (mesmo que algum deles tenha perdido o número), ultrapassarem “por inteiro” a linha de partida
ou “linha do estouro”, onde se localiza o auxiliar com a bandeira, em qualquer
ocasião, sendo que nesse caso a desclassificação se dará por “estouro de
boiada”;
9) Se um ou
mais bois abandonarem a pista, seja pulando a cerca, seja passando através
dela, motivados por brutalidade desnecessária ou inabilidade do trio que esta
trabalhando na pista;
10) Se houver o
contato físico com o gado, por intermédio das mãos, pés, chapéu, corda,
chibata, reio, rédeas abertas ou qualquer outro equipamento, bem como a emissão
de palavras de baixo calão;
11) Se um dos
competidores fizer quaisquer movimentos de intimidação, com a intenção clara de
conduzir ou conter o gado;
12) Se após
adentrar a pista, bata no cavalo, em qualquer parte localizada além da linha da
barrigueira dianteira, com as mãos, pés, esporas, rédeas, chibatas, reio ou
outro equipamento;
13) Se no caso
de queda do cavalo e após sua queda, o cavaleiro ainda desmontado tente
trabalhar com o gado;
14) Se após o
início da prova, um competidor entrar na pista, a pé ou montado, sem
autorização do Juiz da Prova, o trio a que pertence, será desclassificado da
última passada e se porventura ainda não tiver efetuado nenhuma passada, será
desclassificado da próxima ou seja seu trio será chamado e
desclassificado, sem mesmo iniciar a passada;
Anexo 5 – PROVA
FUNCIONAL MANGALARGA MARCHADOR
REGULAMENTO DA PROVA FUNCIONAL
DO CAVALO MANGALARGA MARCHADOR
1º- A Prova Funcional
“Marchador Ideal” é a única prova funcional de pista, reconhecida oficialmente
pela ABCCMM. Constitui-se em prova de avaliação zootécnica do potencial
funcional do cavalo, acrescido do trabalho de condicionamento a ele
aplicado.
2º- A Prova Funcional
“Marchador Ideal” será obrigatória para as categorias de animais com idade
superior a 36 (trinta e seis) meses, machos, fêmeas e castrados, exceto em
copas de marcha, a partir da primeira Exposição Especializada a se realizar
após a Exposição Nacional de 2009.
3º- O Árbitro de Morfologia
será o responsável por executar o julgamento da Prova Funcional, que deverá
ser realizada durante o concurso de marcha. Tão logo o juiz conclua sua
análise montado no animal, este, deverá ser conduzido montado pelo peão ao
ponto de partida da Prova Funcional e executá-la retornando ao concurso de
marcha até o final da prova.
4º-
O Árbitro terá dois auxiliares de pista, um da promotora e outro convidado
dentre os presentes. Ambos atuarão no controle do tempo.
5º- O resultado da
classificação da Prova Funcional decidirá campeonatos de categoria nos quais
haja empate entre dois ou mais animais. O resultado da prova funcional,
isoladamente, definirá os Campeões e Reservados Campeões de Prova Funcional da
exposição, por categoria Cavalo, Égua e
Castrado da respectiva Exposição
6º- A prova funcional pontuará conforme tabela específica.
7º- Somados aos resultados de
Marcha e Morfologia, obtidos nas avaliações dos Grandes Campeonatos da Raça
Adulto, e com peso igual a 33,33% (trinta e três inteiros e trinta e três
centésimos por cento), os resultados da Prova Funcional permitirão definir os Campeões
e Reservados Campeões Marchador Ideal da Exposição. A este título
concorrerão todos os animais Campeões e Reservados Campeões de cada campeonato.
Ficam preservados os títulos de Grande Campeão(ã) e Reservado Grande Campeão(ã)
da Raça, pelo somatório dos julgamentos de marcha e morfologia, exclusivamente.
Em síntese:
“Em moldes parecidos com a atual Prova de
Ação, a nova Prova Funcional será obrigatória para todos os participantes, e
também será realizada durante os Concursos de Marcha das Exposições, após a
“montada” do juiz de marcha. A Prova será “contra o cronômetro”, com
penalizações a cada falta cometida pelo conjunto, e será usada como critério de
desempate na definição dos Campeonatos Convencionais. Ao final da Exposição,
comparados todos os resultados dos conjuntos em cada classe (fêmeas, machos e
castrados), teremos o resultado final da Prova Funcional da Exposição:
Campeã(o) e Reservada(o) Campeã(o) Funcional.
Já
nos títulos máximos da raça, em cada exposição, a classificação na Prova
Funcional dos conjuntos que estiverem disputando os Grandes Campeonatos da
Raça, será somada aos quesitos Marcha e Morfologia para definição do Título
Marchador Ideal da Exposição, sem prejuízo do Grande Campeonato da Raça, que
continua como está.”
Na prova funcional que
será realizada concomitantemente à prova de marcha, a ordem e pontuação será
idêntica à da prova de marcha.
Os animais (machos e
fêmeas) Campeões
e Reservados Campeões na
respectiva categoria, concorrerão ao título de Marchador Ideal da Exposição – Campeão(ã) e Reservado(a) Campeão
(ã), levando para tanto, a pontuação que obteve na prova funcional, que reordenada e somada
aos resultados de marcha e morfologia dos grandes campeonatos, definirá o
resultado.
Os Campeão(ã) e
Reservado(a) Campeão(ã) Marchador Ideal serão os animais que somarem o menor
número de pontos, considerando como critério de desempate o resultado da Prova
Funcional. Se houver empate na prova funcional, serão consideradas,
ordenadamente, as notas alcançadas nas respectivas figuras, para desempate:
- balizas em marcha
- porteira,
- etc
em persistindo o empate, a
colocação na prova de marcha decidirá o campeonato.
REGULAMENTO
A Prova Funcional Marchador
Ideal é composta de 7 (sete) figuras, divididas em 2 (dois) grupos: Figuras
Técnicas e Figuras Livres.
As Figuras Livres serão
avaliadas contra o cronômetro, e seu tempo acrescido de 5 segundos por falta,
quando houver. São elas os 3 Tambores, o Salto e as balizas.
As Figuras Técnicas serão
avaliadas contra o cronômetro, além de execução pontuada pelo árbitro. Seu
tempo será acrescido de 5 segundos por falta, quando houver. São elas a
Porteira, o Passo, o Recuo, as 4 Balizas e a Estação.
DESCRIÇÃO DAS FIGURAS:
PENALIZAÇÕES:
1
-
PORTEIRA – não são previstas penalizações
2
-
PASSO – não são previstas penalizações quanto a qualidade do passo
3
-
RECUO – deslocar ou derrubar balizas, tocar ou transpor linhas demarcatórias
laterais com qualquer dos cascos – 1 falta por ocorrência
4
-
4 BALIZAS – tocar ou transpor linhas demarcatórias, deslocar ou derrubar
baliza, permitir transições para passo, galope ou alterar o ritmo (velocidade)
da marcha – 1 falta por ocorrência
5
-
3 TAMBORES – deslocar ou derrubar tambores – 1 falta por ocorrência
6
- SALTO – refugo, derrube – 1 falta por
ocorrência – com limite máximo de três refugos quando então o conjunto o animal
será penalizado em 6(seis) faltas por obstáculo que deixar de
ultrapassar(considera-se ultrapassado o obstáculo mesmo que seja derrubado,
quando a penalidade é específica)
7
-
ESTAÇÃO – retomar o contato depois de abandonadas as rédeas – 1 falta por
ocorrência
Valor
da falta: 5 segundos
Ao final de cada
figura técnica, o Árbitro sinalizará com placas de cores e letras diferentes
sua nota pela avaliação da figura . conforme as incorreções observadas. Estas
sinalizações servirão de alerta e tem sentido didático, ou seja, o Árbitro, se
entender conveniente, demonstrará sua percepção quanto à qualidade na execução
do obstáculo.
- “A” - Verde: Equivale à
realização do obstáculo com inteiro aproveitamento.
- “B” - Amarela: Corresponde
à uma imperfeição na realização do obstáculo.
- “C” - Vermelha: Corresponde
à ausência de aproveitamento técnico na realização da figura.
- “D” - Preta: exclusão da prova.
A
não execução de qualquer figura punirá o conjunto com a desclassificação.
Erro de percurso em qualquer
figura ou a falta total de qualidade na execução de figura técnica (Placa
vermelha) punirá o conjunto em 6(seis) faltas segundos.
Ao final da apresentação de
cada conjunto, serão anunciados o tempo de prova, as faltas cometidas,
traduzidas em segundos, (as notas por falhas na execução de figuras técnicas
serão ditadas pelo árbitro ao apontador para registro), e o tempo total de
prova, que será o somatório do tempo final e faltas. Os conjuntos melhor
classificados serão os que realizarem a prova em menor tempo total.
Para a apuração do Campeonato
Marchador Ideal, os conjuntos levarão seus tempos totais de prova, não
ocorrendo assim repetição das provas funcionais.
Premiações:
a) Campeões e Reservados Campeões –
Marchador Ideal (machos e fêmeas) da exposição – com pontuação específica para
o ranking da exposição e geral.
b) Campeão Castrado – resultado da menor
pontuação alcançada pela soma da colocação na prova de marcha e colocação na
prova funcional, dentre os respectivos campeões e reservados.
c) Melhor conjunto da Prova Funcional –
será conferido a quem realizou a prova funcional no menor tempo, desde que
participante do concurso de marcha
ARTIGO
38 – MODALIDADES DE PERCURSO
·
Anexo 1 – Cross
·
Anexo 2 – Cavalgada Planilhada
·
Anexo 3 – Enduro
Anexo 1 - CROSS
A
prova de Cross do Mangalarga Marchador tem como objetivo expor o conjunto à
condições funcionais, demonstrando as habilidades do cavalo e do cavaleiro em
percursos que simulam obstáculos habitualmente encontrados no trabalho do
dia-a-dia no campo.
1A –
DISPOSIÇÕES GERAIS NO CROSS
01) O Cross
poderá ser composto por várias figuras diferenciadas, dispostas ao longo do
percurso, sendo obrigatório que uma competição faça uso de no mínimo 6(seis)
figuras para que seja reconhecida e oficializada pela ABCCMM. São autorizadas
pela ABCCMM somente categorias de
Velocidade Controlada, sendo terminantemente proibido a realização de Cross em
velocidade livre.
02) Durante as
FIGURAS e OBSTÀCULOS e entre elas, nos chamados “trechos intermediários”, poderão
ser definidos, a critério do organizador da Prova, um dos 03(três) ritmos de trabalho, passo,
marcha ou galope, considerando que
todas as categorias são, obrigatoriamente, de velocidade controlada, sendo
expressamente proibido que se faça velocidade livre no CROSS do Mangalarga
Marchador.
03) A VELOCIDADE CONTROLADA é obrigatória para
todas as categorias, sem excessão. Qualquer
categoria em velocidade livre não será reconhecida e/ou chancelada pela ABCCMM.
04) Não serão
utilizados, em nenhuma circunstâncias, obstáculos fixos. Todos os obstáculos
devem ser móveis, ou seja, passíveis de deslocamento ao contato com o cavalo ou
cavaleiro, com exceção de valas, lagoas, riachos e aquelas próprias da
topografia natural do terreno.
05) Em qualquer
um dos obstáculos ou figuras, a não realização implica em penalização
equivalente a 6 faltas.
06) Cada falta
equivale a 5(cinco) segundos
07)
Em todos os trechos da prova os ritmos de trabalho pré-determinados serão
penalizados com 01(uma) falta cada vez que fizerem transição fora de tempo para
outro ritmo.
08)
Ao final do percurso, em cada categoria, será apurado o tempo corrigido do
conjunto e se dará início ao concurso de marcha, em baterias de 05 conjuntos
respectivamente, de acordo com a ordem
de chegada do Cross.
09)
O concurso de marcha se realizará após o Cross, em baterias de 5 cavaleiros, em
área reservada para tal, e delimitada, com fácil acesso da chegada do cross
para pista de marcha. Tão logo os cavaleiros terminem o percurso do Cross,
devem se dirigir para pista de marcha, aguardando a chamada do Juiz para
apresentação da bateria, que será formada por ordem de chegada.
10)
O resultado que definirá os Campeões(ãs),
Reservados (as) Campeões(ãs), 3º, 4º e 5º prêmios, e assim
sucessivamente, será definido pela média das pontuaçõea alcançadas nas provas
de Cross e Marcha, ou seja, somando-se o resultado de ambas e dividindo por
2(dois).
11) A pontuação
de cavaleiros e cavalos, no ranking da ABCCMM, se dará de forma independente,
sendo possível que um mesmo cavaleiro pontue montando diferentes cavalos e esta
pontuação seguirá tabela específica de proporcionalidade, de acordo com a
quantidade de animais montados.
12) Cavaleiros
profissionais, peões, para validarem sua pontuação, devem começar e terminar o
ano hípico representando o mesmo haras. No caso de mudança de representação,
toda pontuação alcançada pelo cavaleiro
será invalidada, permanecendo, no entanto, a pontuação do cavalo.
As quantidades e ordem de figuras e
obstáculos serão definidos pela Organização, sendo necessário um mínimo de seis
figuras/obstáculos, por categoria, fora Marcha, para que a prova seja oficializada.
1) Marcha
A marcha será julgada
ao final do percurso do Cross, em área demarcada para tal finalidade, e é obrigatória
em todas as competições. Os quesitos de marcha serão julgados por árbitro
oficial da ABCCMM. Este fará suas considerações em análise visual, não sendo a “montada” por parte do Juiz obrigatória
no julgamento. A classificação na Prova de Marcha será somada a classificação
do Cross para definição da classificação geral da competição.
|
Penalizações
Cross – Marcha |
Faltas |
|
Não
são previstas penalizações nesta fase da competição. Será válida somente a classificação
definida pelo Juiz . |
|
2) Apartação
Em um curral com medidas mínimas de
6x6 e com um mínimo de 3 bois, o conjunto vai separar um boi numerado ou
identificado por cores diferentes e previamente anunciado pelo apontador no
momento de abordagem ao curral. O cavaleiro deve adentrar o primeiro curral, abrir a porteira
do segundo curral, separar o boi indicado no primeiro curral e colocar no segundo,
saindo então dos currais e fechando a última porteira. O tempo limite para
realização é de 30 segundos. Após este tempo a figura será considerada como não
realizada.
Currais: Medida mínima 6x6m no curral de apartar
Boiada: Deve ser substituída a cada 25 passadas
|
Penalizações
Cross - Apartação |
Faltas |
|
Não separar os bois
dentro do tempo de 30 seg. |
1 |
|
Não realizar a figura |
1
+ (30seg) |
|
Bater no boi com chicote ou quaisquer meios |
01
P.O. |
3) Argolas
O cavaleiro deve pegar uma das lanças,
que estarão dispostas verticalmente na margem do percurso e inserir a ponta em uma
argola, que estará fixada em “altura média” de
|
Penalizações
Cross - Lança na argola |
Faltas |
|
Não acertar a argola |
1 |
|
Não devolver a lança
acondicionada no local reservado para tal |
1 |
|
Não realizar a figura |
6 |
|
Transição de ritmo não
prevista para o trecho |
1 |
4)
Salto 3mx40cm, 60cm,
80cm, ou Salto 1,5mx40cm, 60cm, 80cm, e salto com corredor
A altura e largura do salto será
definida conforme a categoria e a critério da organização, podendo estes serem
montados somente com fardos de feno, ou com varas de salto, ou com os dois, e,
ainda, com materiais naturais encontrados no percurso. Também poderão ser
montados salto com abordagem por corredor.
|
Penalizações
Cross – Salto |
Faltas |
|
Derrubar vara de salto |
01
P.O. |
|
Tocar, deslocar ou derrubar
fardo de feno |
01
P.O. |
|
Derrubar obstáculos
naturais ou elementos colocados pela organização |
01 P.O. |
|
No salto com corredor derrubar ou deslocar as contenções laterais |
01
P.O. |
|
Transição de ritmo não
prevista para o trecho |
01
P.O. |
|
Não realizar a figura |
06 |
|
Refugo |
01 |
5) Rio,
riacho, córrego, vala, passagem molhada, lagoa
O conjunto deverá transpor o obstáculo
entrando e saindo através das demarcações, seja saltando ou apenas traspassando.
|
Penalizações
Cross - Rio, riacho, córrego, vala, passagem molhada, lagoa |
Faltas |
|
Refugo |
01
P.O. |
|
Desviar passando por outro caminho |
06 |
|
Transição de ritmo não
prevista para o trecho |
01 |
6) Copo com água
O cavaleiro vai coletar um copo cheio
de água em um ponto determinado do percurso, seguindo até o ponto de entrega
onde o fiscal fará a aferição da quantidade de água mantida no copo. A
quantidade mantida será transformada em pontos.
|
Penalizações
Cross - Copo com água |
Faltas |
|
Derrubar o copo |
02
P.O. |
|
Não realizar a figura |
06 |
|
Transição de ritmo não
prevista para o trecho |
01 |
7) Passagem por corredor de 0,80x6m ou 1,5mx6m
O conjunto terá que
passar pelo corredor feito com varas
de madeira ou cal, sem desviar ou tocar
nas madeiras ou linhas.
|
Penalizações
Cross - Passagem por corredor de 0,80x6m ou 1,5mx6m |
Faltas |
|
Refugo |
01
P.O. |
|
Desviar do obstáculo passando por outro caminho |
06 |
|
Tocar ou transpor a
vara ou linha com qualquer uma das patas do cavalo |
01
P.O. |
|
Sair totalmente com o
cavalo pelas laterais do corredor |
02 |
|
Transição de ritmo não
prevista para o trecho |
01 |
8) Recuo simples (80cmx4m ou 1,5mx4m)
O conjunto deve ultrapassar a segunda
linha do recuo com os posteriores do
cavalo, iniciando então o recuo “em movimento contínuo” até que o cavalo transponha
a primeira linha da figura com os membros anteriores. Dá-se por concluída a
figura, já podendo o conjunto, neste momento, seguir adiante.
|
Penalizações
Cross - Recuo simples (80cmx4m ou 1,5mx4m) |
Faltas |
|
Não transpor
integralmente a segunda linha com os posteriores |
1 |
|
Ao recuar não transpor
integralmente a primeira linha com os anteriores |
1 |
|
Interromper
e reiniciar o movimento de recuo |
01
P.O. |
|
Tocar ou transpor as
marcações ou varas laterais |
01
P.O. |
9) Recuo em L
|
Penalizações
Cross - Recuo em L (1,5m x 6m) |
Faltas |
|
Não transpor
integralmente a segunda linha com os posteriores |
1 |
|
Ao recuar não transpor
integralmente a primeira linha com os anteriores |
1 |
|
Interromper
e reiniciar o movimento de recuo |
01
P.O. |
|
Tocar ou transpor as
marcações ou varas laterais |
01
P.O. |
10) Serpentina
O conjunto deve seguir na serpentina demarcada no chão com cal, sem
alteração de ritmo e sem tocar nas linhas demarcatórias.
|
Penalizações
Cross - Serpentina |
Faltas |
|
Refugo |
01
P.O. |
|
Desviar do obstáculo passando por outro caminho |
2 |
|
Tocar/transpor linhas
demarcat. com qq uma das patas do cavalo |
01
P.O. |
|
Transição de ritmo não
prevista para o trecho |
1 |
11) Passo lateral sobre a vara
O conjunto fará a
abordagem à vara, executando um ceder à perna e transpondo sobre o comprimento
da vara com os membros anteriores do cavalo por um lado e os posteriores pelo
outro.
|
Penalizações
Cross - Passo lateral sobre a vara |
Faltas |
|
Tocar ou transpor a
vara com qualquer uma das patas do cavalo |
01
P.O. |
|
Não concluir a figura |
2 |
|
Interromper e
reiniciar o movimento lateral |
1 |
12) Apear e montar
Em um ponto
pré-determinado o cavaleiro terá um máximo de 15 segundos para apear, contornar
para o outro lado do cavalo e montar novamente
|
Penalizações
Cross - Apear(descer) e montar |
Faltas |
|
Montar
pelo mesmo lado que desceu |
1 |
|
Não
conseguir montar novamente sendo necessária ajuda externa |
2 |
Anexo 2 - CAVALGADA
PLANILHADA
Da Cavalgada Planilhada
Art.1º - Definição: São provas de resistência, desenvolvidas em
distâncias variáveis, constituídas por trechos identificados e por médias
horárias a serem seguidas, trechos neutralizados para descanso e teste
especial, realizados em estradas, caminhos, picadas ou quaisquer terrenos com
passagens naturais em matas, rios, montanhas, etc., com indicação por placas.
Art.2º - Distância de percurso: As cavalgadas planilhadas terão percurso
mínimo de 18kms indo até um percurso máximo de 30 kms.
Art.3º - Da Configuração de Prova: As Cavalgadas Planilhadas deverão
seguir as seguintes normas:
§1º - A marcação do
percurso deverá ser a cada
§2º - As velocidades
deverão ser sempre assim descriminadas:
a)
b)
c)
d)
e)
Na marcha nunca acima de
Para que a prova tenha grau de dificuldade o organizador deverá usar
várias vezes as mudanças de velocidade.
80% das placas deverão vir com o tempo ideal de prova e só 20% sem o
tempo ideal de prova.
§3º - Para evitar que o
competidor não se perca, por motivo de roubo de placa ou dano, o organizador
deverá obrigatoriamente fornecer uma “planilha” para o competidor, contendo
todas as mudanças de placas, inclusive com o tempo ideal, da mesma forma
seguindo o mesmo critério da prova, com 80% com o tempo ideal e 20% sem o tempo
ideal.
Esta planilha poderá ser plastificada ou não, e deverá ser entregue ao competidor
apenas 10 minutos antes do início da prova.
§4º - As placas
indicativas terão necessariamente sua sinalização marcada com cor forte, não
lavável, contendo as indicações necessárias como das velocidades e/ ou tempo
ideal. Exemplos:
a) Placa X.1 è velocidade + tempo
b) Placa X.2 è velocidade
c) Placa X.3 è etc., de tal ordem que o concorrente, ao passar pelo local da placa e
ela porventura tiver sido danificada ou perdida, o mesmo poderá recorrer à sua
planilha de mão.
Art.4º - Uma Prova da Cavalgada Planilhada somente poderá ser suspensa no
todo ou em parte por motivo de força maior, a critério do Júri e da Comissão
Organizadora, que programará a realização de nova prova ou a continuação da que
foi interrompida.
II – Das Inscrições e
Participações
Art.5º - Poderão participar das Cavalgadas Planilhadas oficializadas pela
ABCCMM todos os animais acima de 36 meses (36 meses + 01 dia) regularmente
inscritos no serviço de Registro genealógico do Cavalo Mangalarga Marchador.
§1º - Para os animais registrados
§2º - Animais com idade até 36 meses estão
terminantemente proibidos de participar de Cavalgadas Planilhadas.
Art.6º - Os
pedidos de inscrição deverão ser feitos em formulários próprios fornecidos pela Comissão Organizadora, preenchidos e
assinados pelo competidor ou seu representante legal observadas as
prescrições deste Regulamento e obrigatoriamente
acompanhados de fotocópia do anverso e verso do Certificado de Registro.
Parágrafo Único
- Os assuntos inerentes a documentos de animais são de inteira responsabilidade
de seus proprietários junto ao SRG do Cavalo Mangalarga Marchador, cumprindo a
Comissão Organizadora, tão somente cumprir as exigências do presente
Regulamento. Neste caso não aceitar
documentos incompletos ou duvidosos.
Art.7º
- O animal deverá estar inscrito em nome do competidor no Serviço de
Registro Genealógico do Cavalo Mangalarga Marchador, caso contrário, poderá
participar do evento em nome do proprietário constante da fotocópia do
certificado, sob inteira responsabilidade do competidor que o inscreveu.
Art.8º
- Nenhum animal poderá ser admitido para participação no evento sem estar
previamente inscrito.
Art.9º - As inscrições
estarão sujeitas ao pagamento de taxas cujos valores serão estipulados pela
Comissão Organizadora.
Art.10º
- Cada competidor poderá inscrever até um número máximo de animais estabelecido pela Comissão Organizadora, incluindo animais castrados.
§1º - Todos os competidores participantes deverão
juntamente com sua inscrição assinar termos de responsabilidade como condição
para participação do evento em que assumem
todos os riscos da mesma, consigo, com outrem, com seus animais e equipamentos,
isentando os organizadores e patrocinadores de quaisquer acidentes antes,
durante e depois da Prova, de qualquer tipo ou natureza;
§2º - Os competidores também deverão informar junto
com as inscrições o(s) nome(s) do(s) animal(ais) que irá(ão) montar.
Art.11º - Os competidores menores de 18 (dezoito) anos de idade somente
poderão participar das cavalgadas mediante apresentação de autorização e termo
de responsabilidade por escrito, assinados pelos pais ou responsáveis legais.
Parágrafo Único – Para estes competidores é
obrigatório o uso de capacete de proteção.
III – Da Pontuação
Art.12 - Para efeito de apuração do Ranking, os animais terão pontuação
de acordo com sua classificação final na Cavalgada Planilhada. O 1º colocado
somará 20 pontos, o 2º colocado somará 15 pontos, o 3º colocado somará 13
pontos o 4º colocado somará 12 pontos e assim sucessivamente até o 10º colocado
que somará de 6 pontos. Todos os outros participantes da prova somarão 1 ponto,
exceto os que forem desclassificados no Vet Check, e ou os participantes que completarem
a prova após 5 minutos do término do tempo ideal.
IV – Da Premiação
Art.13 - As premiações serão estabelecidas e a cargo da Comissão
Organizadora.
Art.14 - Sorteio da Ordem de Partida: Todos os conjuntos terão sua ordem
de largada determinada por sorteio, e dirigida pela Organização.
V – Da Partida,
Cronometragem Oficial, Júri e Recursos
Art.15 - A partida dos concorrentes obedecerá a uma ordem de largada
determinada por sorteio organizado pela Comissão Organizadora.
Parágrafo Único – A partida poderá ser em duplas e ou individual, sabendo-se que a pontuação sempre
será atribuída individualmente a cada participante.
Art.16 - A Cronometragem do evento terá o zero da cronometragem oficial
na partida do primeiro concorrente, sendo utilizados sempre, um mínimo de dois
cronômetros.
Art.17 - Será constituído um Júri que coordenará toda a execução da
prova.
§1º – Este Júri será formado por:
a) Um presidente que será a autoridade máxima da prova podendo ter
um ou mais secretários;
b) Um comissário geral, responsável pelos PC’s(postos de controle) e
Fiscais;
c) Um veterinário chefe, responsável pela equipe veterinária;
§2º – Todo concorrente ao
se inscrever para a prova declara compulsoriamente conhecer o regulamento e a
ele submeter-se, reconhecendo integralmente a autoridade única do Júri, a ele
dirigindo-se com dignidade e respeito, e declara aceitar impossibilidade de
recorrer a qualquer outro júri esportivo, civil ou criminal, por mais
privilegiado que seja.
Art.18 - Das decisões do Júri cabe recurso, por escrito e acompanhado do
pagamento de 3 (três) vezes o valor da inscrição até 3 (três) minutos após a
divulgação do resultado, dirigido ao Júri de Apelação constituído por 3 (três)
pessoas nomeadas pela Comissão Organizadora para esse fim, que julgarão os
recursos quando necessário.
Parágrafo Único – A decisão do Júri de Apelação é
irrevogável e irretratável e de última instância.
VI - Das Penalizações
e Desclassificações
Art.19 - Serão computadas penalizações especiais as seguintes
ocorrências, quando constatadas pelo Júri:
a) O Concorrente perderá 100 (Cem) pontos se não respeitar a fila de
chegada no PC e no VET CHECK;
b) O Concorrente perderá 100 (Cem) pontos se tumultuar o trabalho do PC;
c) O Concorrente perderá 100 (Cem) pontos se parar no campo de visão do
PC;
d) Para cada segundo que o concorrente atrasar-se em relação ao seu tempo
ideal, perderá 01 (um) ponto, sem margem de tolerância;
e) Para cada segundo adiantado, o concorrente perderá 02 (dois) pontos,
sem margem de tolerância;
f) O concorrente perderá 1000 (mil) pontos se passar com mais de 30
minutos de atraso, ou se passar com mais de 15 minutos adiantado. O concorrente
perderá 1000 (mil) pontos se não passar por um PC do roteiro;
g) No Teste Especial de Velocidade, os concorrentes com um tempo superior
ao tempo base, serão penalizados em 2(dois) pontos por cada segundo
ultrapassado, com o máximo de penalização de 300(trezentos) pontos.
Art.20 - A critério do júri, um concorrente poderá ser desclassificado
quando constatada qualquer das seguintes ocorrências:
a) Por crueldade contra sua montaria;
b) Apresentar visivelmente falta de domínio ou grande dificuldade em
dominar seu animal, colocando em risco a sua segurança, da montaria e de
outrem;
c) Obstruir propositadamente a passagem de outro concorrente;
d) Partir antes do sinal de largada e não atender a solicitação do Júri
para a repetição da partida (da prova e nos testes de velocidade);
e) Desacatar de viva voz as decisões dos membros do júri;
f) Não comparecer para os exames Veterinários dentro do tempo estipulado;
g) Não usar o jaleco numerado;
h) Lavar seu animal com ducha, mangueira ou equipamentos de pressão;
i) Substituir seu animal durante a prova;
j) Usar apoio móvel (ex: moto, bicicleta etc.), no decorrer do percurso;
l) Utilizar intercomunicadores e instrumentos de controle via satélite
(Garmin ou similar);
m) Indicar ou falar onde estão os PC’s;
n) Erro de Percurso não retificado;
o) Parar, ladear ou apear do animal após a penúltima placa indicativa do
percurso.
VII – Dos Postos de Controle(PC’s), Testes Especiais e
Marcação da Trilha
Art.21 - Serão distribuídos em pontos escolhidos no percurso diversos
Postos de Controle (PC’s) com a função de controlar o tempo e ou roteiro de
cada participante.
§1º - É de responsabilidade da Comissão Organizadora manter em sigilo
absoluto a localização dos PC’s.
§2º- Cabe ao Júri cancelar os resultados de um ou mais PC’s, caso
seja efetivamente comprovado qualquer fato relevante que venha questionar tais
resultados.
Art.22 - Poderá ser instituído na Cavalgada Planilhada um Teste Especial
de Velocidade. Sua realização ou não é facultativa, a critério da Comissão Organizadora. Quando
realizado é de caráter obrigatório para todos os participantes.
§1º - Nos testes especiais de velocidade, o concorrente que fizer o
menor tempo de percurso em um trecho pré-determinado com no mínimo
Os demais participantes, com tempo superior ao tempo base terão penalização
de 2 (dois) pontos por cada segundo acima do tempo base. Haverá arredondamento
de centésimos de segundo nos testes de velocidade;
Exemplo:
Tempo
Teste Tempo Corrigido Pontos Perdidos
30
segundos 17 centésimos 30 segundos 00
30
segundos 50 centésimos 30 segundos 00
30
segundos 51 centésimos 31 segundos 02’
32
segundos 30 centésimos 32 segundos 04
§2º - Também poderá ser considerado como Teste de Velocidade
percurso de até
Art.23 - Durante a prova, nas travessias de ribeirão, rios e lagos, o
animal deve ter sempre a condição de transpor os obstáculos em seus andamentos
naturais: passo, marcha ou galope, ou então saltando, porém nunca nadando.
VIII – Do Manejo dos
Animais e Acessórios
Art.24 - A utilização de qualquer medicação parental ou oral, exceto
eletrólitos orais, implicará na desclassificação do animal. Medicamentos de uso
tópico poderão ser utilizados, desde que previamente autorizado pela Equipe
Veterinária, sendo este fato anotado na ficha Veterinária.
Art.25 - Será permitido o uso de eletrólitos por via oral espontânea,
conforme o disposto no Art. anterior. É também permitido o uso de repelente de
insetos, o uso de água à vontade, qualquer tipo de ferrageamento desde que
mantida a sanidade do animal, bem como panos, escovas, esponjas e artigos de
limpeza.
Art.26 - Nos exames de controle o animal deverá corresponder de forma
espontânea, ao que for solicitado pelo examinador.
Art.27 - Os animais deverão apresentar-se devidamente encilhados (selas e
cabeçadas), e os cavaleiros/amazonas, convenientemente trajados, respeitando as
normas do presente Regulamento.
IX – Dos
Procedimentos de Julgamento e Controle Veterinários
Art.28 - Os animais deverão ser apresentados antes da prova, em local e
horário que for estabelecido pela Comissão Organizadora, desencilhados, quando
serão submetidos a um controle veterinário inicial. Eventuais problemas, lesões
ou pisaduras deverão ser mostrados neste exame.
Art.29 - No Controle Veterinário intermediário, durante o percurso, o
animal deverá ser apresentado ao Corpo Veterinário, dentro dos primeiros trinta
minutos após sua chegada, sendo esta, responsabilidade integral do concorrente.
§1º - Será delimitado um local isolado para o mesmo, natural ou separado
por cordas, onde os animais examinados deverão estar a uma distância mínima de
30 (trinta) metros do público;
§2º - O animal em julgamento será apresentado por uma única pessoa, que
poderá ser o proprietário, cavaleiro ou tratador, devendo, entretanto, sempre
portar o colete de identificação;
§3º - Deve ser exigido silêncio no local determinado para o exame;
§4º -Os animais em processo de exame deverão ser conduzidos de forma a
não passarem próximos uns dos outros;
§5º - O Júri determinará outras providências que considere necessárias ao
bom andamento dos trabalhos;
§6º - No caso de um animal apresentar um batimento cardíaco superior a 64
batimentos por minuto, para efeito de desclassificação, a medição deverá ser
feita por 2 (dois) veterinários, independentes e sem conhecimento das medições
efetuadas pelos outros, valendo como resultado a média aritmética arredondada
para baixo.
Art.30 - Eventualmente poderão ocorrer Controles Veterinários volantes
durante o percurso, com finalidade de proteger a sanidade dos animais, sempre a
critério da Comissão Organizadora.
Art.31 - Em todos os controles veterinários, os animais serão
apresentados desencilhados, e responder de maneira espontânea ao solicitado
pelos examinadores, salvo nos controles volantes quando será apresentado
encilhado.
Art.32 - Para desqualificação de um animal em Posto de Controle
Veterinário serão observadas as seguintes condições:
a) Nos controles intermediários deverá haver a concordância de pelo menos
2 (dois) veterinários.
b) Nos controles volantes, um único veterinário poderá decidir pela
eliminação.
c) Nos controles finais, após a análise de seu Corpo Veterinário.
Art.33 - São fatores determinantes da desqualificação:
a) Freqüência cardíaca acima de 64 (sessenta e quatro) batimentos por
minuto, após 30 minutos da chegada do animal no
vet-check;
b) Manqueira visível;
c) Desordem do ritmo cardíaco ou ruído cardíaco;
d) Alterações respiratórias;
e) Desidratação;
f) Hipertermia;
g) Miopatias;
h) Ferimentos graves;
i) Constatação de “doping” ou medicação sem autorização;
j) Cólicas;
l) Congestão, e,
m) Fadiga e/ou desidratação.
Art. 34 - Para caracterização de estado de fadiga e/ou desidratação de um
animal são considerados especialmente os seguintes sintomas:
a) Freqüência cardíaca não desce a níveis seguros (64 batimentos por
minuto) em até trinta minutos após cessar o esforço;
b) A temperatura corporal atinge 40.5 graus Celsius;
c) Fadiga muscular aparente (tremores e/ou perda de coordenação motora –
exaustão);
d) Anus e/ou pênis relaxados, com ausência de reflexos;
e) Cólicas;
f) Incapacidade de urinar ou urina escura;
g) Mucosa congesta ou cianótica, com cor vermelha escura ou azulada;
h) Gengivas secas;
i) Tempo de Preenchimento capilar muito lento;
j) Olhar vidrado (sem brilho);
l) Prega cutânea com retorno demorado;
m) Miopatia de esforço (endurecimento);
n) Flutter diafragmático.
Art.35 - No Posto de Controle Veterinário intermediário o concorrente
deverá retomar seu percurso 45 minutos após a sua chegada, sendo esta marcação
de tempo de inteira responsabilidade do cavaleiro.
X – Das
Disposições Gerais
Art.36 - Serão considerados qualificados para efeitos de premiação e
pontuação todos os cavalos que chegarem ao fim da prova sem terem sido eliminados
no último exame veterinário após a chegada, tendo percorrido corretamente o
percurso estabelecido.
Art.37 - Será classificado em 1º lugar o animal que ao final da prova
apresentar a menor somatória de pontos perdidos, levando-se em conta a somatória
dos pontos referentes aos PC’s de Tempo, Roteiro e, quando houver, Teste de
velocidade. Em 2º lugar o que apresentar a 2ª menor somatória e assim
sucessivamente.
Art.38 - No caso de empate entre dois ou mais animais o desempate se fará
em favor do animal que:
a) Zerar o maior número de PC’s de Tempo.
b) O melhor desempenho no Teste de Velocidade (valendo para tanto o tempo
obtido, até centésimos de segundo).
Art.39 - O cavaleiro participante deverá usar um colete numerado,
fornecido pela Comissão Organizadora, que poderá conter referências a
patrocinadores e organizadores da prova.
Art.40 - Os concorrentes deverão usar de cortesia durante a prova. A Segurança de todos envolvidos e
esportividade entre os participantes são esperadas.
Art.41 - Em caso de erro de percurso, o participante deverá retomá-lo a
partir do ponto onde iniciou o erro, sem compensação pelo tempo perdido, sendo
sua responsabilidade permanecer na trilha correta.
Art.42 - Os animais que tiverem o hábito de escoicear devem ser identificados
com uma fita vermelha na cauda.
Art.43 - Será feita uma preleção antes da prova para informar aos
participantes sobre os objetivos do esporte, as características da prova,
pontos de assistência para competidores, peculiaridades do percurso e infra-estrutura
organizacional.
Art.44 - É recomendável para todos os concorrentes a utilização de
capacete para sua proteção.
Art.45 - O júri tem autonomia para resolver os casos omissos neste
Regulamento.
Anexo 3
- ENDURO
Os animais Mangalarga Marchador participam do enduro oficial da CBH e o
ranking na ABCCMM é formado com base nos resultados oficiais destes enduros.
Portanto os conjuntos se baseiam no regulamento oficial da competição e no
regulamento geral de eventos e SRG da ABCCMM.